Volume 22 - Novembro de 2017
Editor: Giovanni Torello

 

Maio de 2012 - Vol.17 - Nº 5

France - Brasil- Psy

Coordenação: Docteur Eliezer DE HOLLANDA CORDEIRO

Quem somos (qui sommes-nous?)

France-Brasil-PSY é o novo espaço virtual de “psychiatry on  line”oferto aos  profissionais do setor da saúde mental de expressão  lusófona e portuguesa.Assim, os leitores poderão doravante nela encontrar traduções e artigos em francês e em português abrangendo a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise. Sem esquecer as rubricas habituais : reuniões e colóquios, livros recentes, lista de revistas e de associações, seleção de sites.

Qui sommes- nous ?

France-Brasil-PSY est le nouvel espace virtuel de “psychiatry on line”offert aux professionnels du secteur de la santé mentale d’expression lusophone et française. Ainsi, les lecteurs pourront désormais y trouver des traductions et des articles en français et en portugais  concernant la psychiatrie, la psychologie et la psychanalyse. Sans oublier les rubriques habituelles : réunions et colloques, livres récentes, liste de revues et d’associations, sélection  de sites

SOMMAIRE (SUMÁRIO):

 

  • 1. HOMENAGEM AO PSICANALISTA JEAN LAPLANCHE
  • 2. UM PSY PARA FAZER O QUÊ?
  • 3. REUNIÕES E COLÓQUIOS
  • 4. REVISTAS
  • 5. ASSOCIAÇÕES
  • 1)HOMENAGEM AO PSICANALISTA JEAN LAPLANCHE

    Eliezer de Hollanda Cordeiro

    O falecimento de Jean Laplanche no dia 7 de maio no hospital de Beaune, após complicações consecutivas a uma fibrose pulmonar, foi uma imensa perda para a psicanálise. Nascido em 21 de junho de 1924, ex-aluno da Ecole normale supérieure de Paris, professor adjunto de filosofia, formado em medicina, antigo interno dos hospitais psiquiátricos, ele fundou, em 1970 , o Centro de pesquisas em psicanálise e psicopatologia fundamental na universidade Paris VII. Professor émérito, Jean Laplanche pertencia à terceira geração psicanalítica francesa. Analisado por Jacques Lacan, sua maior referência intelectual depois de Freud, Laplanche foi um dos fundadores da Association psychanalytique de France (APF,1964). Também foi diretor científico da publicação das traduções das obras completas de Sigmund Freud, publicadas pelas Presses universitaires de France (PUF). Deve-se a Laplanche e Pontalis o célebre Vocabulaire de la psychanalyse, publicado em 1967 e traduzido em 25 línguas.

    Ele é também autor duma obra importante: cerca de vinte volumes, publicados na editora PUF, alguns sendo traduzidos em várias línguas.

    Por fim, num domínio bem diferente da psicanálise, Jean Laplanche foi um notável viticultor, proprietário do château (castelo) de Pommard até 2003, domínio herdado do pai.

    Sobre Jean Laplanche:

    *Ver biografia assinada por Elisabeth Roudinesco e publicada no jornal Le Monde http://abonnes.lemonde.fr/disparitions/article/2012/05/07/mort-du-psychanalyste-jean-laplanche_1697332_3382.html

    *Acessar a página da Wikipédia portuguesa: http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Laplanche

    *Acessar a página da Wikipédia francesa: http://fr.wikipedia.org/wiki/Jean_Laplanche


    JEAN LAPLANCHE OU A CRIATIVIDADE PERMANENTE

    S. Freud, aos 82 anos, publicou os famosos livros Moisés e o monoteismo e Compêndio da psicanálise. Numa edição anterior da Polbr , apresentei o psicanalista J.-B.Pontalis, 82 anos, cuja idade não alterou sua capacidade criativa, ao contrário :ele mantém a cadência de publicação de um livro mais ou menos a cada dois anos, depois que enveredou pelo caminho da literatura! E que dizer do grande psicanalista francês, Jean Laplanche, incansável criador que parece ignorar o tempo? Também aos 82 anos, ele continua realisando seus seminários-que deram lugar à publicação da coleção intitulada, Problématiques ( Problemáticas), ele continua viajando a convite de sociedades analíticas, fazendo video-conferências com grupos de psicanalistas de vários países, publicando e dirigindo os trabalhos de tradução das Obras completas de Freud

    O número especial da revista Psychiatrie Française, volume XXXVII, Novembro 2006, intitulado : Le concept d’inconscient selon Jean Laplanche, constitue um exemplo bem recente da atividade intelectual deste psicanalista infatigável. Dez especialiatas comentaram aspectos da concepção laplanchiana do inconsciente. Entre os temas questionados pelos convidados, destacamos : « Destino das mensagnes enigmáticas » (pelo francês Jean-Louis BRENOT), « Para fazer trabalhar a tópica laplanchiana » (pelo brasileiro Jose Carlos CALICH), « Psycanálise e ciência » (pelo belga Francis Martaens), « Sobre a tradução e seus fracassos » (pela americana Ruth STEIN). Jean Laplanche, responde a cada um, dando precisões, retificando, explicando, apoiando ou discordando. Um lição de subtilidade do pensamento, de modéstia, da lúcida coerência deste homem dotado de uma vasta cultura e que muitos consideram como o maior exegeta vivente da obra de Freud.

    2) UM PSY PARA FAZER O QUÊ?

    Eliezer de Hollanda Cordeiro

    Referência : Le Magazine de la Santé : Jornalistas Marina Carrière d’Encausse e Michel Cymes

    A vida teria se tornado uma doença, e o ‘’psi’’ seu único remédio? Com muita pertinência, este documentário chama a atenção sobre um evidente sintoma da época atual: o recurso excessivo ao médico da alma, milagroso remédio para todos os problemas. Consultar um psi tornou-se hoje coisa muito banal, quase um reflexo, que se trate de acalmar uma criança colérica, de pacificar um casal em crise, de endireitar um automobilista acusado de ter dirigido em estado de embriaguez ou em excesso de velocidade... Os psis estão em toda parte, tem psi para tudo e para todo o mundo.

    A emissão Um psi para fazer o quê? de modo algum procura acusar a psicanálise e a psicoterapia, mas o debate com os especialistas convidados quis salientar a tendência excessiva consistindo em psicologisar nossas vidas. Porque o psi tornou-se este expert capaz de fazer tudo e que a mídia solicita por um sim e por um não?

    Outrora, as sessões de psicanálise se passavam no gabinete do psi, quadro ideal para este colóquio singular, solitário e discreto com o ‘’paciente’’.

    Hoje em dia, psis dão consultas públicas nos estúdios da televisão, em salas de espetáculos, as vezes diante de um público numeroso. O documentário mostra um deles, talvez o mais famoso pedopsiquiatra francês,fazendo uma conferência. O auditório repleto, pessoas que riem quando ele lhes conta um caso ou uma anedota, que aplaudem-no quando diz gracejos ou que pedem-lhe conselhos sobre um assunto pessoal ou familiar. Que papel desempenha o psi que se exibe desta maneira? Adeus o colóquio singular, a relação individual, a discreção necessária para este trabalho intersubjejivo, a lenta elaboração interior do psi.

    A espantosa psicologisação da sociedade francesa comporta riscos consideráveis.

    Donde vem o sucesso da revista Psychologies magasine e seus 350 000 exemplares por mês?


    E que dizer das células de urgência médico - psicológica, chamadas quando ocorre um drama qualquer?

    O documentário de France 5, mostra os desgastes causados numa cidade do inteiror por uma enchente imprevisivel. Vê-se dois psis de uma urgência médico - psicológica percorrendo diferentes lugares da cidade, à procura de pessoas traumatizadas psicologicamente. Ora, em tais circunstâncias seria mais lógico enviar, antes de tudo, policiais para manter a ordem na cidade devastada e evitar, por exemplo, que casas sejam pilhadas.Havia algo ridículo nesta deambulação estéril das duas socorristas.

    Sobre o fundo do problema, os jornalistas entrevistaram o psiquiatra-psicanalista Boris Cyrulnik: ‘’quando ocorre uma catástrofe, poucos são os traumatizados capazes de se exprimir imediatamente porque estão estarrecidos, em proa ao efeito de sideração desencadeado pela catástrofe. Alguns nunca se exprimirão.Outros vão poder se exprimir mais tarde e fazer uma trabalho psicológico’’. Em suma, o fator tempo deve ser levado em conta em tais situações, o que não occorre com as células de urgência médico-psicológica que precedem a demanda.

    Como entender o sucesso dos livros prometendo às pessoas um desenvolvimento pessoal? Ou a proliferação na internet dos sites propondo consultas à distância?

    Um jornalista fez de conta ser uma pessoa à procura de um psi que consulta pela internete e telefonou a algums deles. Todos responderam-lhe falando primeiro das tarifas e modalidades de pagamento, um até lhe pediu, para começar, o número da carta de crédito. O preço da ‘’sessão’’ variava mas era sempre muito caro. Quando o mercantilismo da psicanálise atinge o auge...

    Então, porque se tornou tão banal pedir auxílio a um psi? Um sociólogo respondeu: ‘’antes, existiam mais médicos de familia, padres, amigos, vizinhos, pessoas com quem era possivel conversar, falar de seus problemas, preocupações... Hoje, as coisas mudaram e os psis preencheram o vazio deixado por esses interlocutores’’.

    Os convidados da emissão- um psiquiatra, um psicólogo clínico, uma psicanalista, uma profissional do desenvolvimento pessoal- criticaram os descaminhamentos atuais dos profissionais da alma humana. Também disseram que nem sempre as pessoas que precisam realmente de ajuda vão consultar um psi. Por exemplo, somente 20% das pessoas que sofrem de uma doença grave( câncer, infarto...) são seguidas por um psi.

    3)REUNIÕES E COLÓQUIOS

    JUNHO 2012

    *Paris, (nos dias 6 e 7). L’Association Française de Psychiatrie organiza um colóquio sobre o tema “Les mécanismes d’hérédité en psychiatrie”. Informações e inscrições: Telefone; 01 42 71 45 11

    Internete: [email protected]çaise.com , site internete: www.psychiatrie-française.com

    JULHO 2012

    *Suze-LA-ROUSSE (Drôme provençale) (nos dias 6 e 7). L’Association Française de Psychiatrie organiza o encontro ‘’Science et psychiatrie’’. Informações e inscrições: Telefone; 01 42 71 45 11

    Internete: [email protected]çaise.com , site internete: www.psychiatrie-française.com

    NOVEMBRO 2012

    *Paris( nos dia 16). L’Association Française de Psychiatrie organiza um colóquio sobre o tema: ‘’La psychiatrie à l’âge d’or de l’islam’’. Informações e inscrições: Telefone; 01 42 71 45 11

    Internete: [email protected]çaise.com , site internete: www.psychiatrie-française.com

    4) REVISTAS

    L’EVOLUTION PYCHIATRIQUE

    L’INFORMATION PSYCHIATRIQUE

    IMPACTE MEDECINE

    LA REVUE FRANÇAISE DE PSYCHIATRIE ET DE PSYCHOLOGIE MÉDICALE 

    L’ENCEPHALE

    PSYCHIATRIE FRANÇAISE

    L’AUTRE, CULTURE ET SOCIÉTÉS

    5)ASSOCIAÇÕES

    MISSION NATIONALE D’APPUI EN SANTE MENTALE

    *ASSOCIATION FRANÇAISE DE PSYCHIATRIE ET PSYCHOLOGIE LEGALES (AFPP)

    *ASSOCIATION FRANÇAISE DE MUSICOTHERAPIE (AFM)

    ASSOCIATION ART ET THERAPIE

    *ASSOCIATION FRANÇAISE DE THERAPIE COMPORTEMENTALE ET COGNITIVE (AFTCC)

    *ASSOCIATION FRANCOPHONE DE FORMATION ET DE RECHERCHE EN THERAPIE COMPORTEMENTALE ET COGNITIVE (AFFORTHECC)

    *ASSOCIATION DE LANGUE FRANÇAISE POUR L’ETUDE DU STRESS ET DU TRAUMA (ALFEST)

    *ASSOCIATION DE FORMATION ET DE RECHERCHE DES CELLULES D’URGENCE MEDICO  PSYCHOLOGIQUE (AFORCUMP)

    *ASSOCIATION POUR LA FONDATION HENRI EY



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