Autor: Sérgio Telles

  • A ESCRITA FEMININA DE “CARTA À RAINHA LOUCA”, de Maria Valéria Resende (*)

    Sérgio Telles   Apesar de não ser crítico de literatura, penso que esse livro de Maria Valéria Resende (MVR), “Carta à rainha louca”, bem se prestaria às discussões que já foram mais calorosas mas que, a meu ver, mantêm seu interesse, sobre a existência de uma literatura especificamente feminina, reveladora da condição da mulher num mundo controlado pelos homens. Helène …

  • PSICANÁLISE E A IDEOLOGIA DO PATRIARCADO – CONSIDERAÇÕES SOBRE A “MASCULINIDADE TÓXICA”

    Sérgio Telles   As guerras culturais travadas hoje se assemelham às antigas (e atuais) guerras religiosas. Regidas pelo politicamente correto, as redes sociais estimulam a intolerância dos combatentes e montam fogueiras inquisitoriais para o sacrifício dos que caem em desgraça. Entre as causas em disputa, têm lugar de destaque as questões ligadas à sexualidade, quer seja no que diz respeito …

  • PSICANÁLISE NO MUNDO – SELEÇÃO DE LINKS COM ARTIGOS LIGADOS À PSICANÁLISE E PSIQUIATRIA – MARÇO 2019

    A misoginia é hoje um tema capital. Em detalhada resenha do livro “Down Girl: The Logic of Misogyny”, de Kate Manne, o conhecido psicanalista inglês Adam Phillips faz uma sintética apresentação de como a psicanálise entende a misoginia, o que é apropriado para ressaltar o enfoque diverso de Manne. Diz ela: “Procuro entender a misoginia de dentro, a partir dela …

  • “Roma”, de Quarón

    Sérgio Telles   Nem todos gostam de “Roma”, o premiado filme de Alfonso Cuarón. O comentário mais comum é que o filme é devagar demais e que “nada acontece”. Também tive inicialmente essa impressão e, como o via em casa pela Netflix, por pouco não cedi ao impulso de me levantar e fazer alguma outra coisa, desistindo da exibição. Ainda …

  • POLÍTICA E MELANCOLIA

    Sérgio Telles Quando perdemos um ente querido, impõe-se um trabalho de luto. Nesse processo, é necessário reconhecer a depressão que a perda provoca e ir aos poucos transferindo para outras pessoas os sentimentos antes investidos naquele que se foi, ao mesmo tempo em que se guarda na memória suas lembranças, ficando assim sua imagem preservada do completo olvido. O trabalho …

  • Resenha de CLORO, de Alexandre Vidal Porto (*)

    Sérgio Telles CLORO, de Alexandre Vidal Porto, é um livro de poucas metáforas e “cloro” é a mais abrangente delas. Representa o arco da sexualidade de Constantino, que se inicia aos 8 anos com o confuso despertar de um interesse erótico pelo professor de natação, segue pelo odor de água sanitária, cloro e esperma na mancha deixada nos lençóis pelo …