Volume 22 - Novembro de 2017
Editores: Giovanni Torello e Walmor J. Piccinini

 

Março de 2009 - Vol.14 - Nº 3

France - Brasil- Psy

Coordenação: Docteur Eliezer DE HOLLANDA CORDEIRO

Quem somos (qui sommes-nous?)                                  

France-Brasil-PSY é o novo espaço virtual de “psychiatry on  line”oferto aos  profissionais do setor da saúde mental de expressão  lusófona e portuguesa.Assim, os leitores poderão doravante nela encontrar traduções e artigos em francês e em português abrangendo a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise. Sem esquecer as rubricas habituais : reuniões e colóquios, livros recentes, lista de revistas e de associações, seleção de sites.

Qui sommes- nous ?

France-Brasil-PSY est le nouvel espace virtuel de “psychiatry on line”offert aux professionnels du secteur de la santé mentale d’expression lusophone et française. Ainsi, les lecteurs pourront désormais y trouver des traductions et des articles en français et en portugais  concernant la psychiatrie, la psychologie et la psychanalyse. Sans oublier les rubriques habituelles : réunions et colloques, livres récentes, liste de revues et d’associations, sélection  de sites

SOMMAIRE (SUMÁRIO):

 

  • 1.OS LOUCOS OU OS FANTASMAS DO MEDO (Segunda parte)
  • 2. OS CEM ANOS DO NASCIMENTO DO PROFESSOR JOSÉ LUCENA
  • 3. REVISTAS
  • 4. ASSOCIAÇÕES
  • 1. OS LOUCOS OU OS FANTASMAS DO MEDO (Segunda parte)

    Eliezer de Hollanda Cordeiro

    Escrevemos na edição de Fevereiro da Polbr sobre a maneira como os doentes mentais, especialmente os esquizofrênicos, são muitas vezes considerados como  criminosos potenciais ou perigosos psicopatas. E que, partindo destas representações, o governo francês adotou uma política de segurança nos hospitais psiquiátricos do país,   acentuando  as reações de medo e  desconfiança da população, agravadas pela maneira lancinante com que as mídias relatam qualquer  acontecimento dramático envolvendo um doente mental.

    Pierre Faraggi, presidente do Sindicato dos Psiquiatras dos Hospitais, notou que  a ‘’finalidade contida nesta obra de estigmatização do doente mental’’ conduz a aumentar o catálogo mórbido dos medos sociais que assimila  periculosidade e loucura. E ele ajunta  que o ‘’louco é confundido, neste imaginário do terror, com o predador sexual, o estrangeiro, o selvagem, o terrorista’’.

    Vou dar alguns exemplos concretos para ilustrar  a situação atual e o   descontentamento que ela suscita numa grande parte dos profissionais da saúde mental na França.

    1)No dia 26 de dezembro de 2008,  Joël G.,39 anos,  considerado um esquizofrênico perigoso, fugiu do hospital psiquiátrico  Edouard Toulouse, situado em  Marseille, onde fora internado  após haver cometido um homicídio alguns anos atrás. Desde que fugiu, começou a ser  procurado por centenas de policiais, enquanto  as  grandes  mídias escritas e audio-visuais noticiavam esta ocorrência de maneira lancinante. E, quando Joël G. foi detido seis dias depois, as mesmas mídias deram um enorme destaque à notícia. 

    Só que o tom foi diferente : após haver contribuido a despertar  medos ancestrais numa população francesa já abalada por tantas más notícias nestes tempos de crise econômica, desta vez as mídias  empenharam-se em tranquilizar as mesmas pessoas que suas  informações alarmantes desassossegaram. Assim, desde o anúncio da detenção do esquizofrênico, a Ministra do Interior, Michèle Alliot-Marie, elegiou as forças de polícia que capturaram Joël G., aliás  sem nenhuma violência nem reação da parte do fugitivo.

    2)Quando o esquizofrênico Romain D. compareceu  ao Tribunal de Justiça da cidade de de Pau, afim de ser julgado pelo assassinato de duas enfermeiras dentro do hospital psiquiátrico da cidade (ver nosso artigo Distúrbio psíquico e irresponsabilidade penal),   dezenas de jornalistas, fotógrafos, repórteres de televisão de vários países e centenas de pessoas curiosas   esperavam-no no local. É que o duplo assassinato  havia se tornado  um aontecimento nacional e mesmo europeu, embora tais  ocorrências sejam muito raras na França.

    Uma polêmica surgiu então entre os sindicatos de psiquiatras dos serviços públicos e o governo sobre a melhor maneira de tratar este problema, os psiquiatras considerando que   dramas como estes poderiam ter sido  evitados se o governo não tivesse adotado uma política de restrição, consistindo em diminuir o número de enfermeiros,acompanhantes e médicos trabalhando nos hospitais públicos. Por conseguinte, no hospital psiquiátrico de Pau.

    3) No mês passado,  as mesmas mídias  anunciaram durante vários dias, especialmente nas cadeias de rádio e de televisão que dão informações contínuas,  que dois homens haviam fugido de um hospital  psiquiátrico. Ajuntaram que um deles podia  tornar-se   perigoso quando tomava bebidas alcoólicas. Dias  depois,  as mesmas mídias informaram  que o paciente  foragido e considerado como perigos(quando bebia)  havia se entregado  à polícia. O jornalista ajuntou que serviços especiais já tinham ido reforçar as  portas do hospital donde os pacientes fugiram!

    Foi necessário que a comunidade psiquiátrica reagisse vigorosamente para que as mídias mudassem de tom,  em vez de dizer  ‘’um esquizofrênico perigoso que fugiu de um hospital psiquiátrico entregou-se à polícia’’, começaram  a dizer  ‘’um homem que fugiu do hospital psiquiátrico entregou-se à polícia’’.

    Assim, a relação que fizeram entre esquizofrenia e loucura deixou de ser propagada, pelo menos nas mídias estatais.  

    4)Por último,  tomemos o exemplo da condenação do austríaco, Joseph F. o pai incestuoso que manteve uma filha presa na sua casa durante anos, acusado também  de torturas às mais diversas: rádios e televisões disseram inicialmente  que ele havia sido ‘’condenado a passar o resto da vida... num hospital psiquiátrico’’! Somente dias depois começaram a precisar  que ele seria tratado num hospital psiquiátrico e que, em função dos resultados, seria transportado para uma prisão. 

    O LUGAR DO LOUCO NA SOCIEDADE

    Pierre Faraggi,  no mesmo  artigo  acima citado,   colocou a questão do lugar do doente mental numa sociedade intolerante e implacável. Ele também perguntou se não defendeu um ponto de vista angelical ao considerar um doente mental como um sujeito de direito, uma pessoa digna não somente de estima pelo que ela é, mas também merecedora de cuidados apropriados e aplicados da melhor maneira possivel. E ele martelou que os profissionais da saúde mental recusavam  todo projeto que quizesse transformar os hospitais psiquiátricos em prisões. Por fim, lembrou que nenhum enfoque da psiquiatria devia  ser calcado a partir de uma concepção maniqueista  ou determinista. E que a resposta terapêutica se encontrava no enfoque individual  de cada paciente e na elaboração de projetos de cuidados recusando todo postulado de exclusão.

    PRINCÍPIO DE PRECAUÇÃO

    Porque as sociedades modernas  toleram cada vez menos a loucura ? Porque julgar os loucos custe o que custar?Como esquecer que o louco que vai ser acusado faz parte da sociedade, tem direitos  e deveres como qualquer cidadão ? Porque esta tendência  consistindo em ressuscitar e intensificar medos ancestrais, fazendo dos loucos figuras monstruosas e perigosas devendo ser afastadas da sociedade ? Hoje, o problema para os psiquiatras não é o louco, mas a maneira como a sociedade o acolhe.

    De uns anos para cá, as  sociedades mais avançadas começaram a exigir a aplicação do Principe de précaution [http://fr.wikipedia.org/wiki/Principe_de_pr%C3%A9caution] que deve ser diferenciado  do princípio de prevenção, como podemos ler na Wikipedia francesa :

    -A prevenção leva em conta os riscos provados, podendo  ser demonstrados  ou que são conhecidos. Exemplos : o risco atômico, o tabagismo, etc.

    -A precaução leva em conta  os riscos prováveis, ainda não confirmados cientificamente, mas para os quais existe a possibilidade de identificá-los  a partir de conhecimentos empíricos e científicos. Exemplos : o desenvolvimento de organismos modificados genéticamente, os riscos do uso dos telefones celulares, etc.  

    Em poucos anos, o princípio de precaução foi estendido ao domínio da saúde, notadamente aos loucos,  sem levar em conta que a imensa maioria é inofensiva.

    Mas, obsecados por este  princípio,  bastam tres ou quatro acontecimentos dramáticos  envolvendo esquizofrênicos  que cometeram crimes de morte-alguns  tendo fugido   de hospitais, outros tendo tido alta mas que, por não terem sido acompanhaos,  deixaram de seguir os tratamentos que lhes foram  prescritos-  para que  o governo  adotasse   novas leis reforçando a segurança nos hospitais psiquiátricos, ignorando  certos direitos dos pacientes.

    CONCLUSÃO

    Pierre Faraggi diz que é chegado o tempo da reflexão, o tempo para tratar as raízes dos problemas enfrentados pela psiquiatria de maneira serena e sem precipitação. Entre os problemas, as relações entre psiquiatria e precariedade, psiquiatria e prisão, psiquiatria e justiça,  o lugar da perícia e o papel da perícia, etc.

    Todos estes assuntos merecem um enfoque global, uma reflexão coletiva com os representantes dos usuários, com os políticos, a organização administrativa  e os profissionais da saúde mental.   

    2. OS CEM ANOS DO NASCIMENTO DO PROFESSOR JOSÉ LUCENA

    Eliezer de Hollanda Cordeiro

    No livro intitulado  ''Apport de la psychanalyse à la sémiologie psychiatrique", dirigido pelos psiquiatras franceses Georges Daumezon  e Guy Benoit(Editora Masson, Paris,  1970), tive a ocasião de escrever um artigo abordando a  maneira como a psiquiatria brasileira, ou seja como alguns eminentes psiquiatras brasileiros compreenderam, acataram, integraram ou rejeitaram  as inovadoras contribuições da psicanálise.

    Comecei apresentando um curto resumo da história da psicanálise no Brasil, onde ela chegou  desde 1919, quando Francisco Franco da Rocha, pronunciou uma conferência mostrando a importância dos trabalhos de Freud para  a compreensão do delírio, dos sonhos e das obras literárias.

    Citei também o Doutor Durval Marcondes  (http://www.sbpsp.org.br/800x600/default.asp?link=hist3),  o qual, sensibilizado pela conferência de Franco da Rocha, fundou  em 1927, a primeira Sociedade Brasileira de Psicanálise. E não esqueci  o célebre psiquiatra Juliano Moreira http://pt.wikipedia.org/wiki/Juliano_Moreira, que se tornou, em 1929, presidente da Sociedade de Psicanálise do Rio de Janeiro.

    No referido artigo, referí-me também a outros psiquiatras de renome,  como Antônio Austregésilo( http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-282X1999000500030&script=sci_arttext&tlng=pt) , Maurício de Medeiros http://www.pep-web.org/document.php?id=psar.041.0377, Darcy Uchôa (http://www.unifesp.br/dpsiq/historic.htm), Pacheco e Silva (http://www.unifesp.br/dpsiq/historic.htm),  Prado Galvão, William Asmar, Mário Yahn e Nelson Pires (http://www.polbr.med.br/arquivo/wal0904.htm), citados no trabalho mencionado por suas contribuições à  nossa disciplina e suas posições com relação à psicanálise. 

    Por último, destaquei importantes contribuições  de figuras representativas da  Escola de Psiquiatria de Recife, especialmente José Otávio de Freitas e José Lucena,  sem esquecer Galdino Loreto  e Zaldo Rocha.

    Quero relembrar agora haver escrito o referido artigo em 1969, dois anos após a minha chegada em Paris, e que, por razões óbvias, não pude evocar os trabalhos de outras colegas pernambucanos como Paulo Sette, Othon Bastos, José Lins de Almeida, fundador da Sociedade Psicanalítica de Recife, Tácito Medeiros,  Affonso Barros de Almeida, Cheops, Arnaldo  Di Lacio, etc.

    Dito isto,  gostaria de evocar agora,por ocasião do centenário do nascimento do Professor José Lucena, um aspecto pouco estudado de sua trajetória psiquiátrica, isto é sua relação  com a psicanálise.

    Em primeiro lugar porque ele cercou-se de uma equipe de psiquiatras abertos às idéias freudianas e que praticavam psicoterapias dinâmicas, como Galdino Loreto, Zaldo Rocha ou Paulo Sette.

    Em segundo lugar, porque o Professor José Lucena integrou conceitos psicanalíticos de maneira muito pertinente, utilizando-os em seus trabalhos, inclusive em sua tese para  professor catedrático. Refiro-me ao artigo:‘’Modificações psicológicas observadas no decorrer do choque hipoglicêmico de Sakel’’, trabalho publicado em Neurologia, n° 2, tomo  XV, páginas 343-344, Recife, 1952.

    Sua tese foi escrita em grande parte no Hospital Henri Rousselle, em  Paris, segundo as informações que me foram dadas por nosso colega Affonso Barros de Almeida.

    Que disse José  Lucena neste trabalho, marcado pela idéia freudiana de regressão ? Ele  empregou  a expressão ‘‘regressão ontogênica’’ para explicar a observação que fizera em pacientes despertando do coma insulínico. Assim,  durante um certo tempo,  estes pacientes  apresentavam uma linguagem regressiva, infantil.

    Mas José Lucena  falou também de outro tipo de regressão, observada nos mesmos pacientes, consistindo num  retorno  a um tipo de personalidade primitiva.

    Outra noção psicanalitica empregada por José Lucena é a de repressão, como podemos ler no trabalho que ele fez com Zaldo Rocha :‘’Aplicação do teste de Szondi em pacientes que apresentam convulsões no decurso da insulinoterapia’’(Neurobiologia, n° 4, páginas 343-344, Recife, 1953).

    Neste artigo,  José Lucena e Zaldo Rocha  escreveram que ‘’os epilépticos fazem um esforço considerável para reprimir a exteriorização da agressividade, isto é para não se deixar levar por  uma  explosão emocional’’, É evidente que  a ‘’explosão emocional’’, à qual se refer, corresponde à ‘’repressão afetiva’’ ou dos afetos, segundo  Freud, isto é,   ‘’uma operação psíquica consistindo em inibier ou suprimir determinados afetos ressentidos como insuportáveis’’.

    Homem de grande cultura geral,  aberto às correntes mais diversas da psiquiatria,autor de uma obra teórica não somente abundante mas de valor, o Professor José Lucena  se exprimia muito bem em várias línguas, donde as frequentes  referências em seus artigos, a trabalhos escritos em inglês, francês, alemão e espanhol. Francófilo, foi várias  vezes a Paris,encontrando Georges Daumézon,então diretor do Hospital Henri Rousselle.

    Foi assim que José Lucena  apresentou em francês, no Congresso Internacional de Psiquiatria realizado em Zurique em 1957, o trabalho ‘’Modifications des données du test de Rorschach pendant la phase de réveil du choc thérapeutique’’(conforme Walmor J. Piccinini, em ‘’A Psiquiatria  pernambucana à luz de suas Publicações’’, editado no livro de Othon Bastos

    ‘’História da Psiquiatria em Pernambuco e outras Histórias’’, Lemos Editorial, São Paulo,2002).

    José Lucena também encontrou  no referido hospital, Jacques Lacan, o conhecido psicanalista que desejava ir a Recife naquela época, projeto que não poude ser realizado.Ele encontrou ainda  Henri Ey no hospital dirigido por Georges Daumézon.

    Como explicar de outra maneira a importância adquirida pelos trabalhos de Henri Ey e o sucesso de seu famoso ‘’Manuel de Psychiatrie’’ no serviço dirigido pelo  Professor José  Lucena ? Como explicar o interesse de Othon Bastos pelos trabalhos de Henri Ey ? E o estágio que fez no serviço do Mestre francês ?

    Henri Ey ia a cada semana dar cursos, apresentar ‘’casos’’ e animar seminários no hospital Henri Rousselle. Ele era  amigo de Daumézon, que conhecia muito bem José Lucena. Foi assim que Affonso Barros de Almeida e eu mesmo fomos estagiar no serviço do doutor Georges  Daumezon, graças a influência do Professor José Lucena. E foi assim que outros colaboradores do Professor começaram a se interessar pela psicanálise e foram  fazer cursos em Paris, entre eles  José Lins de Almeida e as psicólogas Ivone Lins e Edilnete Sampaio.

    Naquele período em que estagiei no serviço do Professor José Lucena, a psicanálise já havia adquirido uma grande importância, inspirando os jovens estagiários mas também os docentes, assistentes e psicólogos que faziam parte da equipe que ele dirigia. E não foi por acaso que a pedopsiquiatria, que deve tanto à psicanálise, tivesse adquirido sob a égide de Zaldo Rocha, o estatuto que hoje é o seu, suscitando inúmeras vocações.

    Por todas essas razões, associo-me aos colegas que, em Recife, prestaram uma justa e merecida homenagem  ao homem de cultura, ao psiquiatra, ao  humanista e ao professor José Lucena.

    JOSÉ LUCENA: 100 ANOS
    Foi o título dado pelos organizadores do evento que se  realizou em Recife no dia 21 de Março, em homenagem aos 100 anos do nascimento do Professor José Lucena[http://www.abpbrasil.org.br/medicos/noticias/exibNoticia/?not=762].

    Nesta ocasião, A Sociedade Pernambucana de Psiquiatria (SPP), a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a Associação Médica de Pernambuco (AMP) e o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) juntaram-se para homenagear uma das figuras mais importantes da história da psiquiatria brasileira na segunda metade do século passado.

    Para tanto, um programa científico foi elaborado  afim de examiner sua trajetória psiquiátrica  em  seus aspectos mais significativos.

    Segue o programa científico ocorrido no evento:

    8h45 - Abertura
    9h – ‘’José Lucena: uma apresentação aos jovens psiquiatras’’ (Prof Othon Bastos ) 

    10h - A multiplicidade de José Lucena (Prof. Tácito Medeiros)

    10h45 - José Lucena, o erudito (Profa. Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque)

    11h30 - Perguntas/ discussão/ comentários

    14h - José Lucena e a Sociedade de Medicina de Pernambuco (Profa. Jane Lemos)

    14h40 - José Lucena presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP
    (Prof. João Alberto Carvalho)

    15h20 - José Lucena: uma profissão de fé (Prof. Osmar Gouveia)

    Apresentação de fotos/imagens do professor José Lucena (material
    cedido pelo Museu da Medicina)

    16h20 - A sistemática do diagnóstico por José Lucenar (Prof. Everton Sougey)

    17h - José Lucena e a Escola de Psiquiatria do Recife (Prof. Luiz Salvador de
    Miranda Sá Jr.)
    3.REVISTAS

    * L’Évolution pychiatrique,

    *L’Information Psychiatrique

    *Impacte medecine

    *La revue française de psychiatrie et de psychologie medicale *L’encephale

    *Neuropsy

    *Psychiatrie française

    *Evolution psychiatrique

    4. ASSOCIAÇÕES

    *Mission Nationale d’Appui en Santé Mentale

    *Association française pour l’approche integrative et eclectique en psychotherapie (afiep)

    *Association française de psychiatrie et psychologie legales (afpp)

    *Association française de musicotherapie (afm)

    *Association art et therapie

    *Association française de therapie comportementale et cognitive (aftcc)

    *Association francophone de formation et de recherche en therapie comportementale et Cognitive (afforthecc)

    *Association de langue française pour l’etude du stress et du trauma (alfest)

    *Association de formation et de recherche des cellules d’urgence medico-psychologique (aforcump)

    *Association nationale des hospitaliers pharmaciens et psychiatres (anhpp)

    *Association scientifique des psychiatres de secteur (asps)

    *Association pour la fondation Henri Ey

    *Association internationale d’ethno-psychanalyse (aiep)

    *Collectif de recherche analytique (cora)

    *Ecole parisienne de gestalt

    *Ecole française de sexologie

    *Ecole de la cause freudienne

    *Groupement d’études et de prevention du suicide (geps)

    *Groupe de recherches sur l’autisme et le polyhandicap (grap)

    *Groupe de recherches pour l’application des concepts psychanalytiques a la psychose (grapp)

    *Société française de gérontologie

    *Société française de thérapie familiale (sftf)

    *Société française de recherche sur le sommeil (sfrs)

    *Société française de relaxation psychotherapique (sfrp)

    *Fédération française d’adictologie

    *Société ericksonienne

    *Société de psychologie medicale et de psychiatrie de liaison de langue française

    *Société médicale Balint

    *Union nationale des amis et familles de malades mentaux (unafam)

    *Association Psychanalytique de France (apf)

    *Société Psychanalytique de Paris (spp)


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