Volume 22 - Novembro de 2017
Editor: Giovanni Torello

 

Março de 2007 - Vol.12 - Nº 3

France - Brasil- Psy

Coordenação: Docteur Eliezer DE HOLLANDA CORDEIRO

Quem somos (qui sommes-nous?)                                  

France-Brasil-PSY é o novo espaço virtual de “psychiatry on  line”oferto aos  profissionais do setor da saúde mental de expressão  lusófona e portuguesa.Assim, os leitores poderão doravante nela encontrar traduções e artigos em francês e em português abrangendo a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise. Sem esquecer as rubricas habituais : reuniões e colóquios, livros recentes, lista de revistas e de associações, seleção de sites.

Qui sommes- nous ?

France-Brasil-PSY est le nouvel espace virtuel de “psychiatry on line”offert aux professionnels du secteur de la santé mentale d’expression lusophone et française. Ainsi, les lecteurs pourront désormais y trouver des traductions et des articles en français et en portugais  concernant la psychiatrie, la psychologie et la psychanalyse. Sans oublier les rubriques habituelles : réunions et colloques, livres récentes, liste de revues et d’associations, sélection  de sites

SOMMAIRE (SUMÁRIO):

 

  • 1. INTERROGAÇÕES SOBRE A PSICANÁLISE FRANCESA
  • 2. QUANDO AS NEUROCIÊNCIAS ENCONTRAM A PSIQUIATRIA
  • 3. LIVROS RECENTES
  • 4. REVISTAS
  • 5. ASSOCIAÇÕES
  • 1.Interrogações sobre a psicanálise francesa  

    Eliezer de Hollanda Cordeiro (psiquiatra, psicanalista, inscrito na Ordem dos Médicos da França)

    INTRODUÇÃO

    Confrontada à concorrência das psicoterapias breves e às críticas cada vez mais frequentes de seus adversários tradicionais, os psicanalistas franceses recusaram até agora os desafios pedindo-lhes para justificar a eficiência terapêutica do método freudiano e de sua variante lacaniana. Em recente reportagem sobre um menino autista, a mãe de uma  criança explicou numa cadeia de televisão porque decidira processar o governo: seu filho não obteve nenhuma melhora durante os quatro ou cinco anos de tratamento num Centro médico-psicológico. Ela ajuntou que, em lugar “de empregar métodos modernos eficazes”, as equipes terapêuticas culpabilizaram-na, julgando-a responsável pelo autismo do filho. Agora ele está recebendo cuidados mais apropriados, segundo disse, fundados em técnicas educativas individuais e de grupo.A mãe, revoltada, explicou que o autismo resulta de disfuncionamentos cerebrais que devem ser tratados por métodos que o Ministério da saúde pública negligenciou!

    Críticas semelhantes tornaram-se comuns na França, onde o ensino das TCC cresceu muito nas faculdades de medicina e de psicologia, concorrendo e, em certos casos, substituindo as orientações psicanalíticas até então dominantes. Mas as reticências e as desconfianças com relação à psicanálise ultrapassam as denúncias de seus fracassos no tratamento de crianças autistas: ela é acusada também, por especialistas das TCC e das psicoterapias breves, como  a hipnose ericksoniana, de ser também muito onerosa, demasiadamente longa e pouco eficaz no tratamento das outras afecções psiquiátricas.

    Um exemplo concreto para termos uma melhor idéia do combate entre as TCC e a psicanálise: recebi pela internete uma mensagem, isto é uma petição assinada por cerca de 1600 pessoas que denunciam a decisão da Faculdade de  psicologia da Universidade de Nantes de abrir  o ensino da psicopatologia clínica à orientações teóricas não psicanalíticas. Os assinantes lembram que « a orientação psicanalítica  constituia até então  a referência da disciplina clínica » na  dita faculdade (…) Eles informam que  « três professores  de psicologia de orientação  psicanalítica  foram substituidos  por defensores de outras opções teóricas ». E  temem que a orientação psicanalítica que já desapareceu  de  algumas  universidades francesas venha também a desaparecer  na universidade de Nantes.

    O DESAFIO DA AVALIACÃO

    O problema da eficiência das psicoterapias foi relançado na França após a publicação pelo INSERM (Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica) dos resultados de um estudo sobre as psicoterapias comportamentais, psicodinâmicas e sistêmicas. Foi durante este período que vários psiquiatras exercendo a terapia comportamental e cognitiva entraram em cena. Assim, Christophe André(1), do famoso hospital Sainte-Anne, defendeu a idéia de que “a psicanálise, se ela pretende ser uma psicoterapia, isto é tratar e  aliviar um sofrimento, liberar uma pessoa de seus entraves (…) deve ser avaliada como os outros tratamentos”. Ele pediu ainda  que « a maneira de trabalhar dos psicanalistas pudesse ser estudada, controlada e questionada”.

    Por sua vez, Jean Cottraux , psiquiatra e perito do INSERM, declarou que «  nenhum domínio da medicina devia escapar a uma avaliação. Na França, a psicanálise escondeu seus fracassos desde o início (...) e impediu a avaliação da eficiência das psicoterapias » (2) Isto deu lugar a uma virulenta reação de dois psiquiatras-psicanalistas (Yannich Cann e Jean-Louis Chassaing), na “Lettre de Psychiatrie Française”, revista  de informações  do “Sindicato dos Psiquiatras Franceses” e da “Associação Francesa de Psiquiatria”(3). Os autores do artigo lembram-nos que « as TCC têm por finalidade exclusiva a supressão do sintoma, enquanto as psicoterapias psicodinâmicas partem do sintoma como expressão do sujeito para permitir-lhe um trabalho de elaboração. »

    Outra crítica sobre  a pesquisa do INSERM diz respeito ao método empregado, que  « procurou determinar os bons métodos terapêuticos a serem aplicados no quadro do Plano de Saúde Mental estabelecido pelo Ministéro da Saúde da França em 2001”.A última objeção concerne o problema muito conhecido das dificuldades em medir-se os “efeitos sobre a subjetividade” de uma experiência psicoterápica ».O artigo conclui que o relatório do INSERM é contestável porque ele não apresenta provas científicas quanto a superioridade da eficiência das TTC sobre as outras psicoterapias estudadas.

    Daniel Widlöcher- ex-professor de psiquiatria no l’Hôpital de la Salpêtrière e ex-presidente da Associação Internacional de Psicanálise- não recusa o diálogo com as TCC. Assim, numa entrevista dada a “Sciences et Avenir”(4), ele aborda e desenvolve o debate sobre a eficiência terapêutica da psicanálise, comparando-a com os resultados obtidos pelas psicoterapias mais voltadas para o tratamento dos sintomas, como as TCC, que “podem trazer benefícios mais rápidos e espetaculares do ponto de vista sintomático” do que a psicanálise. Assim, as TCC “curam cerca de 80% das manifestações fóbicas agudas após um tratamento de 6 meses”. Ele ajunta que elas são terapias do estado agudo, do acesso, do sintoma e, nesse campo, mostram-se eficazes”. Contudo, nas formas crônicas de desequilíbrios psicológicos, de dependências aos medicamentos ou outros produtos tóxicos, ele considera que as TCC são muito menos úteis”.Sobre a eficiência da psicanálise, Daniel Widlöcher reafirma que ela  pode também  “melhorar os sintomas mas isto supõe uma longa terapia”.Comparando os resultados positivos obtidos pela psicanálise e pelas TCC, ele considera  que “ os efeitos obtidos não são os mesmos : se a psicanálise logra sucesso no fim de 4 anos de cura de pacientes sofrendo de manifestações fóbicas agudas , os resultados obtidos são bem diferentes : o clima de vida do paciente melhora de maneira mais fundamental após uma psicanálise”.

    Há alguns anos, O Sindicato Nacional dos Psiquiatras Liberais da França(SNPP) realizou encontros com psiquiatras praticando diversas formas de psicoterapias, o objetivo sendo o de suscitar um começo de diálogo entre os participantes e tentar encontrar pontos de convergências entre os diferentos métodos empregados. O fracasso foi total. O fato é que existe na França e sem dúvida em todos os países, uma grande dificuldade de comunicação entre os psicoterapeutas de diferentas escolas. Em lugar de debates opondo pontos de vistas diferentes - condição necessária ao progresso das idéias- observam-se julgamentos severos e condenações recíprocas entre os que não praticam a mesma modalidade psicoterápica.

    O que me leva a perguntar se um clínico poderia utilizar as PIP e as TCC em sua prática. Muitos pensam que isto não é possível porque existiria uma incompatibilidade radical entre as mesmas. Ao mesmo tempo, é comum considerar-se que o ecletismo em psicoterapia é tão arriscado como em outros domínios do saber:  riscos de dispersão, de confusão, de superficialidade dos conhecimentos teóricos e das técnicas utilizadas.Outros pensam o contrário e pedem a criação de institutos de psicoterapias onde os candidatos pudessem aprender dois ou três métodos psicoterápicos ao longo de suas formações.  Em certas associações psicanalíticas, tive a oportunidade de assistir a debates sobre a necessidade de tais institutos, embora nesse exemplo se tratasse somente de uma formação às PIP.

    CONCLUSÃO

    As razões que conduziram à situação que atravessa a psicanálise francesa são múltiplas e complexas. Constatemos somente que a  cura tipo é cada vez mais rara, não somente por ser longa e muito dispendiosa  mas também pelos questionamentos que ela suscita.Isto é ainda mais evidente na psicanálise da criança e do adolescnte, pouco  praticada em sua forma clássica fora de instituições como o CMPP e o CMP, financiadas pelo erário público.  De maneira paradoxal,  o impacto considerável da psicanálise na cultura francesa a partir da década de 1960 findou provocando efeitos negativos, uma  desvalorização da palavra do analista, de suas opiniões e interpretações, notadamente quando eles arriscam-se a falar de assuntos bem distantes do objeto da psicanálise : o inconsciente e suas leis. E neste contexto que o emprego sistemático na linguagem comum de um certo número de conceitos (complexo de édipo, identificação, trabalho do luto, sublimação, narcisismo, pulsão, princípio de realidade, traumatismo psíquico, e mesmo o recente conceito de Boris Cirulink, a résilience) altera e empobrece o conteúdo dos mesmos.

    Uma outra razão dos problemas que conhece a psicanálise francesa é a sua tendência a falar do objeto da psicanálise em termos literários, donde tantos trabalhos onde a clínica ocupa uma parcela insignificante da demonstração do autor. Como sabemos, psicanálise e literatura estabeleceram relações muito próximas desde a invenção freudiana, mas ela alcançou na França o seu apogeu, sem dúvida por razões particulares à sua cultura literária. Ao ponto que analistas teorizaram um novo gênero literário, a psicoliteratura,  na qual é muito dificil saber se se trata de um texto literário ou psicanalítico. Bernard Pingaud escreveu muito bem sobre o assunto.

    Por fim, não esqueçamos a questão crucial das indicações de psicanálise: tudo se passa como se tivéssemos perdido a sabedoria dos pioneiros dos tempos de Freud, que levavam em conta os benefícios secundários e as resistências do paciente, antes de propor uma psicanálise.

     Referências

    1)     Christophe André, in L'Express de 23 de Março 2004, Paris

    2)     Jean Cottraux, in L'Express de 23 de Março 2004, Paris

    3)     Yann Cann et Jean-Louis Chassaing : « Vous avez dit scientifique », in Lettre de Psychiatrie Françasie », Numéro 134,Paris, Avril 2004.

    4)     Daniel Widlöcher, “Sciences et Avenir,”Paris, Fevereiro 1997

    5)     Bernard Pingaud : « Les contrabandiers de l’écriture », in Nouvelle Revue de Psychanalyse, número 20, Outono 1979.

    2.  QUANDO AS NEUROCIÊNCIAS ENCONTRAM A PSIQUIATRIA

    Eliezer de Hollanda Cordeiro

    Donde vem a vitalidade das pesquisas médicas francesas ? De uma convicção: sem inovação permanente em todos os domínios do saber,sem pesquisas, o crescimento da riqueza de um país padece e seu desenvolvimento torna-se impossível pois fálta-lhe a capacidade para enfrentar a concorrência com os países avançados num mundo cada vez mais globalizado.

    Um exemplo do interesse da sociedade francesa pelas pesquisas foi a criação da empreza Telethon em 1987.Cada ano, esta empreza organiza uma jornada afim de recolher dons para financiar pesquisas e ajudar pacientes sofrendo de doenças raras.  Nesta jornada, milhares de pessoas participam de maneira benevolente às atividades organizadas, num ambiente de festas transmitidas por ume televisão estatal, sem interrupção, durante 24 horas. Artistas, cantores, esportistas de renome, cientistas e responsáveis políticos locais, regionais e nacionais, inúmeras associações unem-se neste dia muito especial para as pesquisas francesas, que obtêm assim   uma boa parte de sua capacidade financeira.

    No ano passado, os dons obtidos permitiram o financiamento de 7 500 programas de pesquisas e bolsas de estudos, precedendo futuros ensaios terapêuticos humanos afim de encontrar novos tratamentos para certas doenças neuro-musculares, sanguíneas e oculares.

    A segunda razão que favoreceu a vitalidade das pesquisas francesas foi a decisão política de descentralização tomada em 1981 e mantida pelos governos sucessivos. Isto se traduziu pela transferência de Paris para outros grandes centros urbanos da França, de muitos cientistas, pesquisadores e escolas de ensino superior. Assim, como mostramos em nossas colunas precedentes, algumas das grandes descobertas científicas atuais foram realizadas em Lyon, Grenoble e Saint Etienne. Foi o caso, por exemplo, do método inventado na Faculdade de medicina de Saint Etienne e no Instituto de Ciências Cognitivas de Lyon para tratar dores em pessoas amputadas.

    Diante do sucesso do método empregado, Madame Angela Sirigu está procurando utilizar sua inovação afim de fabricar um sistema de reeducação para pacientes sofrendo de distúrbios obsessivos-compulsivos. (Para maiores informações sobre esta descoberta, ler nosso artigo : Dores imaginárias : descoberta francesa dum novo tratamento,  coluna France-Brasil-Psy (POLBr, Fevereiro 2004).

    Já em Grenoble, as pesquisas conduziram à descoberta de um modelo animal dos distúrbios esquizofrênicos, abrindo esperanças para um tratamento genético desta gravíssima doença mental (ler o resumo do artigo que traduzimos da correspondente do jornal « Le Monde » em Grenoble, Nicole Cabret, na coluna France-Brasil-Psy( POLBr Março 2004).

    Outra descoberta vem de Paris, como nos revela o artigo de Michel Alberganti, intitulado “Quando as neurociências encontram a psiquiatria, publicado  no jornal “Le Monde »,e que traduzimos na coluna France-Brasil-Psy (POLBr Abril 2004).

    De que se trata? “Alain Berthoz, neurofisiologista e professor no Collège de France, estudou o caso de um jovem sofrendo da síndrome de Capgras, desencadeada após um traumatismo craniano.Esta síndrome levou o paciente a não reconhecer os seus pais e a tratá-los de impostores”.

    O cientista salienta  “as duas interpretações que podem explicar o caso do adolescente.  Existe naturalmente uma explicação psicanalítica. O adolescente podia ter raiva de seus pais, ter apanhado deles quando menino, assistido cenas traumatizantes”, explicou o professor. Mas existem outras causas que estão sendo estudadas de maneira muito séria. De fato, o cérebro possue vias de identificação do rosto através de neurônios especialisados”... As formas caminham do córtex visual até o lobo temporal, onde a imagem é reconstituída e identificada de maneira neutra”.

    Mais uma vez, os avanços na compreensão dos mecanismos cerebrais levaram os pesquisadores franceses a tentar aplicar suas descobertas em doenças mentais gravíssimas, como o autismo. Alain Berthoz considera “que o autismo é uma doença poligênica complexa e não uma doença somente social, explicável por causas psicanalíticas».

    Michel Alberganti evoca também em seu artigo a esperança dos pesquisadores de que novas terapias venham a surgir afim de “ combater os disfuncionamentos cerebrais na esquizofrenia e na ansiedade espacial (agorafobia, claustrofobia)”.

    “A prova de uma mudança profunda das mentalidades, escreve Michel Alberganti, é que os neurocientistas e psiquiatras começam a trabalhar juntos. Assim, Alain Berthoz colabora com Jean Cottraux, responsável da unidade de tratamento do estresse e da ansiedade no hospital neurológico de Lyon, em estudos e pesquisas sobre a agorafobia”.

    3. Livros recentes

    A Carta da Psiquiatria  Francesa de Janeiro propõe aos leitores os seguintes livros recentemente publicados :

     

    *A loucura domesticada : o enfoque inédito do professor Collomb para tratar a loucura

    Robert Arnaut

    De Vecchi, 21,90 euros

     

    *Quatro discussões sobre Bion

    Ruprecht Wilfried Bion

    Les E. d’Ithaque, 10 euros

     

    *Lugar das psicoterapias contemporâneas no tratamento da depressão

    Jean COTTRAUX

    Doin? 2 » euros

     

    *A psicanálise poderia ainda ser útil à psiquiatria ?

    Guy DACOURT

    O. JACOB, 25 euros

     

    *Os idealistas apaixonados

    Mauride DIDE

    Frison-Roche, 25 euros

     

    *Figuras da psicanálise. 13, Lógicas do corpo

    Apresentação Olivier DOUVILLE

    Erès, 25 euros

     

    *Novos caminhos da terapêutica psicanalítica: o dentro e o fora

    Sob a direção de André GREEN e Françoise COBLENCE

     

    *O risco do pensamento

    Julia KRISTEVA

    Ed. de L’Aube

     

    *Psicologia transcultural e psicopatologia oriental

    Can-Liem LUONG

    Libr. You-Freng, 25 euros

     

    *Influência do hábito na faculdade de pensar

    MAINE DE BIRAN

    L’Harmattan, 33 euros

     

    *Manual de psiquiatria transcultural :trabalho clínico, trabalho social

    Ed. M.R. MORO , Q. de la NOE, Y. MOUCHENIK

    Pensée sauvage, 26 euros

     

    *Ler Bion

    Cláudio NERI, Antnello CORREALE, Paolo FADDA

    Erès, 25 euros

     

    *O corpo resituado :medicina, ética e convicções

    Ed. Laurent RAVEZ, Chantal TILMANS-CABIAUX

    Presses universitaires de Namur, 21 euros

     

    *História da histeria

    Etienne TRILLAT,

    Frison-Roche, 35 euros

     

    *Coq Héron (Le).186, Nicolas ABRAHAN, Maria TOROK :símbolos, criptas e fantasmas

    Erès, 16 euros

     

    * Etica e pesquisa bio-médica : relatório 2004, França.

    Comité consultativo nacional de ética para as ciências da vida e da saúde

    Documentation française, 19 euros

    4. Revistas

     

    *Abstrac psychiatrie : www.impact-medecin.fr

    *La revue française de psychiatrie et de psychologie medicale : www.mfgroupe.com

    *L’encephale:www.encephale.org

    *Les actualités en psychiatrie: www.vivactis-media.com

    *Neuropsy : www.neuropsy.fr

    *Nervure : rédaction: Hôpital Sainte-Anne, 1 rue cabanis, 75014 paris. Téléphone: 01 45 65 83 09 fax. 01 45 65 87 40

    *Neuronale (revista de neurologia do comportamento) [email protected]

    *PSN :(psychiatrie, sciences humaines, neurosciences) : rue de la convention, 75015 paris. Fax : 0156566566

    *Psychiatrie française : [email protected]

    *Psydoc-broca.inserm.fr/cybersessions/cyber.html

    *Synapse : [email protected]

    *Evolution psychiatrique

     

    5. Associações

     

    *Association française pour l’approche integrative et eclectique en psychotherapie (afiep)

    *Association française de psychiatrie et psychologie legales (afpp)

    *Association française de musicotherapie (afm)

    *Association art et therapie

    *Association française de therapie comportementale et cognitive (aftcc)

    *Association francophone de formation et de recherche en therapie comportementale et Cognitive (afforthecc)

    *Association de langue française pour l’etude du stress et du trauma (alfest)

    *Association de formation et de recherche des cellules d’urgence medico-psychologique (aforcump)

    *Association nationale des hospitaliers pharmaciens et psychiatres (anhpp)

    *Association scientifique des psychiatres de secteur (asps)

    *Association commission des hospitalisations psychiatriques france (cdhp france)

    *Association promotion defense de la psychiatrie a l’hopital general (psyge)

    *Association karl popper

    *Association pour la fondation Henri Ey

    *Association internationale d’ethno-psychanalyse (aiep)

    *Collectif de recherche analytique (cora)

    *Ecole parisienne de gestalt

    *Ecole française de sexologie

    *Ecole de la cause freudienne www.causefreudienne.org

    *Groupement d’études et de prevention du suicide (geps)

    *Groupe de recherches sur l’autisme et le polyhandicap (grap)

    *Groupe de recherches pour l’application des concepts psychanalytiques a la psychose (grapp)

    *Regroupement national en psychiatrie publique (renepp)

    *Société française de gérontologie

    *Société française de thérapie familiale (sftf)

    Société francophone de medecine psychosoma

    *Société française de psychopathologie de l’expression et d’art-therapie(sfpe)

    *Société française de recherche sur le sommeil (sfrs)

    *Société française de relaxation psychotherapique (sfrp)

    *Société française de sexologie clinique (sfsc)

    *Société française de psycho-oncologie/association psychologie et cancers

    *Société d’addictologie francophone

    *Société ericksonienne

    *Société de psychologie medicale et de psychiatrie de liaison de langue française

    *Société médicale Balint

    *Union nationale des associations de formation médicale continue (unaformec)

    *Union nationale des amis et familles de malades mentaux (unafam)

    *Association Psychanalytique de France (apf)

    *Société Psychanalytique de Paris (spp)

    *Ecole Freudienne de Paris

    *Mediagora:http://perso.wanadoo.fr/christine.couderc/

    *Agoraphobie.com:http://www.agoraphobie.com/

    *Sitesfrancophones:http://www.churouen.fr/ssf/pathol/etatanxiete.html

    *Distúrbios do humor (afetivos) :    www.depression.ch

    *Estados limites em psiquiatria: tratamento (d. Marcelli): suicidio escuta - 24/24 http://suicide.ecoute.free.fr

    *Informações sobre o suicidio e as situações de crise:       http://www.suicideinfo.org/french

    *Centro de prevenção do suicidio: http://www.preventionsuicide.be

    *Associação  alta ao  suicidio:     http://www.stopsuicide.ch

    *Suicídio : http://www.chu-rouen.fr/ssf/anthrop/suicide.html

    *Drogas :    http://www.drogues.gouv.fr/fr/index.html

    *S.o.s. Réseaux :   http://www.sosreseaux.com/

    *Ireb – Instituto de pesquisas cientificas sobre às bebidas: http://www.ireb.com/  

    *Addica : addictions precarité Champagne Ardenne : http://www.addica.org/

    *Internet addiction : conceito de dependência à internete:    http://www.psyweb.net/addiction.htm

    *Estupefiantes e conduta automobilistica; as proposições  da sfta: http://www.sfta.org/commissions/
    *stupefiantsetconduite.htm

     

     Coordination (coordenador): Eliezer de HOLLANDA CORDEIRO

    [email protected]


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