Volume 22 - Novembro de 2017
Editores: Giovanni Torello e Walmor J. Piccinini

 

Dezembro de 2009 - Vol.14 - Nº 12

France - Brasil- Psy

Coordenação: Docteur Eliezer DE HOLLANDA CORDEIRO

Quem somos (qui sommes-nous?)                                  

France-Brasil-PSY é o novo espaço virtual de “psychiatry on  line”oferto aos  profissionais do setor da saúde mental de expressão  lusófona e portuguesa.Assim, os leitores poderão doravante nela encontrar traduções e artigos em francês e em português abrangendo a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise. Sem esquecer as rubricas habituais : reuniões e colóquios, livros recentes, lista de revistas e de associações, seleção de sites.

Qui sommes- nous ?

France-Brasil-PSY est le nouvel espace virtuel de “psychiatry on line”offert aux professionnels du secteur de la santé mentale d’expression lusophone et française. Ainsi, les lecteurs pourront désormais y trouver des traductions et des articles en français et en portugais  concernant la psychiatrie, la psychologie et la psychanalyse. Sans oublier les rubriques habituelles : réunions et colloques, livres récentes, liste de revues et d’associations, sélection  de sites

SOMMAIRE (SUMÁRIO):

 

  • 1. PSYCHOTHÉRAPIE E SOCIÉTÉ (Psicoterapia e sociedade)
  • 2. QUE CRIANCAS DEIXAREMOS EM NOSSO PLANETA?
  • 3. LIVROS
  • 4. REVISTAS
  • 5. ASSOCIAÇÕES
  • 1."PSYCHOTHÉRAPIE ET SOCIÉTÉ "

    (Psicoterapia e Sociedade,entrevista dada por Françoise Champion a Léa Monteverdi,  publicada no Le journal Cnrs.

    Tradução e resumo: Eliezer de Hollanda Cordeiro, psiquiatra inscrito na Ordem Nacional dos Médicos da França.

    Françoise Champion é socióloga da saúde mental, responsável de pesquisas no Centro de pesquisa « Psychotropes, santé mentale, société » (Cesames, CNRS / Inserm).

     

    Vários  acontecimentos parecem explicar as razões do primeiro encontro sobre a situação  histórica, social e antropológica  da psicoterapia como fenômeno social. Quais são estas razões ?

    ‘’Antes de tudo, notemos  que a psicoterapia se tornou um fenômeno social que cresceu de maneira ininterrupta desde o início do século XX. Contudo, nenhum trabalho sociológico sobre este assunto havia sido publicado  até agora na França. Em seguida, responsáveis da administração e políticos  defenderam desde os anos de 1990  o controle das psicoterapias, mas sem levar em conta    trabalhos que lhes permitissem um melhor conhecimento dos clientes e dos psicoterapeutas.Os projetos  de regulamentação e  de controle inspiraram uma lei em 2004,  definindo o título de psicoterapeuta, e determinaram que  o  Inserm fizesse a avaliação dos métodos psicoterápicos. As duas decisões desencadearam uma violenta   « guerra entre os psy ». Os conflitos continuam ainda hoje mas os decretos de aplicação da lei ainda não sairam…

    Como explicar esta guerra entre Psys ?

    ‘’As ‘’discórdias’’ sempre foram a característica  do mundo psicoterápico, primeiro porque a psicoterapia é uma  prática e uma  disciplina mal definidas  desde o início. Atualmente,ela é  exercida por quatro categorias profissionais: psiquiatras,psicólogos, psicanalistas e psicoterapeutas qualificados  que não pertencem a nenhuma dessas categorias. Estes últimos reivindicaram a criação de uma título de psicoterapeuta  desde 1990.

    Existe uma  oposição entre médicos e psicólogos  sobre a natureza do atendimento psicoterápico: este cuidaria de  uma doença, de um mal-estar, de um ‘’sofrimento psico-social’’?  Existe também um conflito sobre a formação dos psicoterapeutas. Será que só os  psiquiatras e psicólogos podem se declarar psicoterapeutas  embora seus cursos universitários não incluam uma formação específica em psicoterapia?  Existe outra desavença sobre a maneira de considerar os distúrbios psíquicos: estes são circunscritos e isolados uns dos outros ou exprimem um mal-estar geral ? Por último, a psicoterapia pode ser uma prática  padronizada  e codificada  ou ela se apoia essencialmente  na relação entre o  « psy » e o « paciente », seu « cliente »… ? ‘’

    Qual é o futuro da psicoterapia ?

    ‘’Penso que ela vai continuar se desenvolvendo porque as questões da saúde mental tornaram-se um  problema  de saúde pública  altamente importante. Assim, em outubro de 2007, ocorreu a primeira campanha para a educação e a prevenção da depressão. Se a resposta ‘’’psy’’ exclusiva   está desaparecendo,  a tendência atual é a dos cuidados combinando  medicamentos e psicoterapias. Os clientes compreenderem  muito bem as oportunidades que lhes são assim ofertas com esta abertura do mercado psicoterápico.  Mesmo se uma parte do livro aborda  as transformações no domínio da saúde mental,  não esqueci a reflexão  antropológica  sobre as mudanças de funcionamento do individualismo contemporâneo. Doravante,  a noção  de  autonomia é para  cada pessoa a possibilidade de  escolher uma maneira de viver  e de assumir a responsabilidade  de sua pr ópria  saúde mental.”

    2. QUE  CRIANCAS DEIXAREMOS  EM  NOSSO  PLANETA? 

    Eliezer de Hollanda Cordeiro

    Minha filha Hélène, psicóloga na cidade de Nantes, me escreveu algumas linhas sobre a jornada  ‘QUESTION SOCIALE, RÉPONSE PSY ?’’(Questão Social, Resposta Psy?), organizada  em novembro último pela associação  Psypol .

    O argumento  foi que  ‘’a vida social  engendra  muitos sofrimentos, especialmente  psíquicos.  Desta forma, porque os psy não poderiam propor  respostas políticas ?’’Donde o objetivo consistindo em favorecer intercâmbios e enriquecimentos mútuos entre  dois universos separados: o mundo psy(psicologia, psiquiatria, psicanálise, psicoterapia) e  os mundos político,  sindical e associativo,  sem  esquecer a filosofia, as ciências sociais e a cultura quando elas levam em conta questões relacionadas com o viver juntos e o engajamento do cidadão”.

    Hélène  coordenou um dos grupos  de trabalho e me contou que  ‘’A jornada foi  muito rica e interessante; o tempo passou muitíssimo depressa, especialmente  nos grupos de trabalho. De fato, encontrei pessoas muito interessantes e  vindas dos horizontes os mais diversos, todas  engajadas em diferentes  causas humanas’’. Uma frase  nutriu  especialmente minhas interrogações: a de uma psicóloga  que conheci como professora quando eu estava no primeiro ano de psicologia : ela  interpelou  os representantes eleitos dos  Verdes, presentes na jornada , invertendo a frase que conhecemos - Que mundo deixaremos aos nossos filhos? - da seguinte maneira : "Que crianças  deixaremos  em nosso planeta?".

    3. LIVROS

    *Valérie Brunel, Les managers de l’âme, La Découverte,2004

    *François  Champion (dir), Psychothérapie et société, A.Colin, 2008)

    *Claude  Coquelle, Le psy et le politique, Mardaga, 2003

    *Didier Fassin (dir), Des maux indicibles. Sociologie des lieux d’écoute, La Découverte,2004

    *Emilie Hermant, Clinique de l’infortune. La psychothérapie àl’épreuve de la détresse sociale, Empêcheurs de penser en rond, 2004

    *Eva Illouz, Les sentiments du capitalisme, Seuil, 2006

    *Pierre Mannoni, La malchance sociale, Odile Jacob, 2000

    *Marcelo Otero, Les règles de l'individualité contemporaine :Santé mentale et société, PU deLaval, 2003

    *François de Singly, Les adonaissants , A. Colin, 2006

    *Didier Vrancken, Claude Macquet, Le travail sur Soi.Vers une psychologisation de lasociété ?, Belin, 2006

    4. REVISTAS

    * L’Évolution pychiatrique,

    *L’Information Psychiatrique

    *Impacte medecine

    *La revue française de psychiatrie et de psychologie medicale *L’encephale

    *Psychiatrie française

    *Evolution psychiatrique

    5. ASSOCIAÇÕES

    *Mission Nationale d’Appui en Santé Mentale

    *Association française de psychiatrie et psychologie legales (afpp)

    *Association française de musicotherapie (afm)

    *Association art et therapie

    *Association française de therapie comportementale et cognitive (aftcc)

    *Association francophone de formation et de recherche en therapie comportementale et Cognitive (afforthecc)

    *Association de langue française pour l’etude du stress et du trauma (alfest)

    *Association de formation et de recherche des cellules d’urgence medico-psychologique (aforcump

    *Association pour la fondation Henri Ey

    *Association internationale d’ethno-psychanalyse (aiep)

    *Ecole parisienne de gestalt

    *Ecole française de sexologie

    *Ecole de la cause freudienne

    *Groupement d’études et de prevention du suicide (geps)

    *Groupe de recherches sur l’autisme et le polyhandicap (grap

    *Société française de thérapie familiale (sftf)

    *Société française de recherche sur le sommeil (sfrs)

    *Société française de relaxation psychotherapique (sfrp)

    *Société de psychologie medicale et de psychiatrie de liaison de langue française

    *Société médicale Balint

    *Union nationale des amis et familles de malades mentaux (unafam)

    *Association Psychanalytique de France (apf)

    *Société Psychanalytique de Paris (spp)

     

     

     


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