Volume 11 - Marηo de 2006
Editor: Giovanni Torello


Maio de 1999 - Vol.4 - NΊ 5

Coluna do leitor – PSICOSE (PARTE IV)

Este mês o tema é Esquizofrenia.

O que é esquizofrenia?

Transtorno mental grave caracterizado por sintomas psicóticos (vide números anteriores desta revista) e alterações no desempenho social e profissional.

Geralmente desenvolve-se de forma crônica, porém quando o tratamento é adequadamente conduzido desde o início do quadro, o prognóstico pode ser amenizado.

 O que causa esquizofrenia?

Não se sabe até o momento, se existe um fator específico. De fato, trata-se de uma doença com causa multifatorial. O que é mais aceito atualmente é que algumas pessoas já nasçam com uma predisposição (geneticamente determinada) podendo passar a vida inteira sem apresentar qualquer manifestação, ou a partir de um estressor (muitas vezes não claramente determinado) desenvolve a doença.

 A evolução da doença é igual para todos?

Pelo contrário, a manifestação e o prognóstico é bastante variado. Alguns autores acreditam que talvez não seja uma doença, e sim várias (esquizofrenias).

Algumas informações porém, parecem serem aceitas mais uniformemente; entre elas:

•  Geralmente o aparecimento dos sintomas é mais precoce nos homens, que também apresentam um prognóstico um pouco mais reservado.

•  Nos países em desenvolvimento (como o Brasil) a evolução da doença é mais satisfatória que nos países desenvolvidos.

•  Ocorre em 1% da população e em famílias onde existe alguém com tal diagnóstico, o aparecimento de um novo caso é mais freqüente.

•  Basicamente a esquizofrenia pode se caracterizar como:

    1. Hebefrênica – predomínio de desorganização do pensamento e do comportamento;

    2. Catatônica – predomínio de sintomas motores, que vão de uma agitação intensa até a completa falta de movimento.

    3. Paranóide - predomínio de alterações do pensamento, com a presença marcante de delírios;

    4. Indiferenciada – com manifestação mista das anteriores e

    5. Residual – sintomas presentes porém não de forma intensa, após período de crise ou crises das anteriores.

 Qual é o tratamento para esta doença?

Quanto mais precoce, melhor. Deve ser realizado por equipe multidisciplinar ou seja composta por psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional e assistente social.

A medicação é fundamental e deve ser utilizada adequadamente muitas vezes por toda a vida do paciente. Os antipsicóticos são os principais, porém, muitas vezes associações com outras classes são necessárias para um melhor bem-estar do paciente.

O tratamento psicossocial é importante para melhorar a qualidade de vida do paciente, sua aceitação e relacionamento com a doença bem como evitar as recaídas.

No próximo mês continuaremos com esse tema, com especial destaque ao tratamento e a respostas aos E-mails, aguardo-os.


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