Volume 11 - Março de 2006
Editor: Giovanni Torello


Janeiro de 1999 - Vol.4 - Nş 1

Tema do mês: Depressão - Tratamento

Cintia Dias

Dando seguencia ao tema do mês passado, abordaremos o tratamento da depressão.

Feito o diagnóstico e uma avaliação completa e cuidadosa, o médico escolherá o melhor tratamento para cada caso.

São eles:

  • Medicamentos - especialmente os antidepressivos;
  • Psicoterapias;
  • Associação de antidepressivos com psicoterapia ou ECT (eletroconvulsoterapia) em casos especiais.

Os antidepressivos    (AD) são atualmente em grande número e apresentam características específicas. Porém todos demoram em média 15 dias para começar a fazer efeito, assim mesmo que aparen- temente nada esteja acontecendo é fundamental a continuidade do uso do medicamento até a pró- xima consulta. Muitas vezes é necessário ajustar a dose e às vezes trocar a medicação. Mas lem- brem-se, SEMPRE SOB ORIENTAÇÃO MÉDICA.

Como qualquer outro remédio, os AD apresentam efeitos colaterais, ou seja, causam sintomas não associados à depressão. As pessoas apresentam sensibilidades diferentes, e o médico é a me- lhor pessoa para orientar sobre isso. Dentre os sintomas colaterais mais comuns temos:

    • Boca seca
    • Constipação
    • Dificuldades para urinar
    • Sonolência / Insônia
    • Visão embaraçada
    • Dor de estômago
    • Náuseas
    • Tontura
    • Inquietação
    • Tremores

Já as psicoterapias encontram-se divididas em:

    • Individual (o paciente e o terapeuta),
    • Grupo (o terapeuta e vários pacientes),
    • Familiar (o paciente, membros de sua família e o terapeuta) e
    • Conjugal (o paciente, o cônjuge e o terapeuta).

Estudos tem apontado como sendo mais eficaz para o tratamento da depressão, três tipos de técnica:

    • Terapia comportamental
    • Terapia cognitiva
    • Terapia interpessoal

Porém outras abordagem também podem ser indicadas com bons resultados.

Muitas vezes a associação do medicamento com a psicoterapia traz benefícios aos pacientes, sendo comumente utilizada.

Em caso graves e/ou quando não existe a possibilidade do uso de medicamentos e a psicoterapia isoladamente não é suficiente, o paciente pode ser submetido a um tratamento específico chamado ECT (eletroconvulsoterapia). Atualmente trata-se de procedimento seguro, realizado a nível hospi- talar, onde a anestesia geral é efetuada, levando ao conforto do paciente e menos efeitos colaterais.

Onde procurar ajuda*:

    • Médico de família ou clínicos gerais;
    • Especialistas em saúde mental, como psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais;
    • Centro de Saúde;
    • Centros comunitários de saúde mental;
    • Departamento ou ambulatórios de psiquiatria de hospitais;
    • Programas universitários ou de escolas médicas;
    • Serviços ambulatoriais de hospitais públicos;
    • Agências de assistência social e familiar;
    • Clínicas e hospitais privados;
    • Programas de assistência médica e social a funcionários em empresas;
    • Sociedade psiquiátrica e/ou médicas locais.

*Lista elaborada pela Sociedade Brasileira de Psiquiatria Clínica.


TOP