Volume 11 - Março de 2006
Editor: Giovanni Torello


Agosto de 1999 - Vol.4 - Nº 8

COLUNA DO LEITOR – TRANSTORNOS ALIMENTARES (PARTE - II)

Cintia Dias

O que é Bulimia?

Algumas pessoas apresentam um padrão alimentar peculiar e muito prejudicial à saúde.

Este padrão consiste no consumo de grande quantidade de comida (geralmente bastante calórica) num curto espaço de tempo, em seguida, na tentativa de eliminar o excesso, elas praticam exercícios físicos de forma intensa e/ou provocam vômitos, usam laxantes, enemas e diuréticos, e ainda iniciam um jejum prolongado.

Tal comportamento define a presença de uma doença chamada BULIMIA.

Como sei que alguém sofre de Bulimia?

Não é muito fácil identificar um bulímico. Em geral essa doença atinge mais as mulheres, embora também possa ocorrer em homens.

O início é freqüentemente na adolescência, mas o diagnóstico pode levar muitos anos até ser feito (pela demora em procurar ajuda).

Geralmente as pessoas que sofrem com tal doença possuem peso normal ou um pouco acima do normal; estão sempre preocupadas com o valor calórico das comidas e com a forma física.

O que pode acontecer com a saúde delas?

A ingestão excessiva pode, se bem que raramente, causar a ruptura do estômago.

As práticas associadas a "desintoxicação" são mais nocivas ao organismo:

  • vômitos levam:
      • - a perda de potássio – mineral essencial para o bom funcionamento do coração.

        - o ácido do estômago corrói o esôfago (levando a inflamação) e o esmalte dos dentes levando ao aparecimento de cáries.

        - como muitas vezes o dedo é utilizado para provocar o vômito, o pálato (céu da boca) é lesado (ferido).

  • da mesma forma o uso de laxantes é nocivo aos intestinos e os diuréticos ao equilíbrio químico do organismo.

A pessoa com Bulimia pode ter outras doenças psiquiátricas associadas?

Sim, especialmente quadros de depressão, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo e dependências (seja por álcool ou por outras drogas).

Existe tratamento?

Sim, mas deve ser conduzida por profissional especializado. Para tais casos está indicado tanto o acompanhamento psiquiátrico (clínico) como a psicoterapia.

O grande desafio é o reconhecimento por parte do paciente da necessidade de ajuda, pois em geral não acredita estar doente.

Medicações são prescritas quando necessário e em casos mais graves, outras especialidades são solicitadas para o tratamento das lesões provocadas nos vários sistemas do organismo.

Aguardo seus E-mails.
Cintia Dias

TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) será o tema do próximo mês, até lá.


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