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Volume 22 - Abril de 2017
Editor: Walmor J. Piccinini - Fundador: Giovanni Torello

Abril de 2017 - Vol.22 - Nº 4

Psiquiatria na Infância e Adolescência

FATOS PARA AS FAMÍLIAS:
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA

Material traduzido da AACAP (Associação Americana de Psiquiatria para Crianças e Adolescentes)

A maioria dos lactentes e crianças jovens são criaturas muito sociais que necessitam e desejam  o contato com outros para prosperar e crescer. Eles sorriem, abraçam, riem e respondem ativamente para jogos do tipo esconde-  esconde ou “peek-a-boo”. Ocasionalmente, entretanto, uma criança não interage da maneira que se espera, em vez disto a criança parece viver no seu mundo próprio, um lugar caracterizado por  rotinas repetitivas, isolado ou com conduta peculiar, com problemas de comunicação, e uma total falta de interesse social ou interesse em outros. Esta são as características de um transtorno do desenvolvimento chamado autismo.

Autismo geralmente é identificado quando a criança está com  trinta meses de idade. É descoberto quando os pais ficam preocupados que seu filho passa estar surdo, ainda não fala, resiste aos carinhos e evita interação com outros.

Alguns dos primeiros sinais e sintomas que sugerem que uma criança jovem necessita uma avaliação mais cuidadosa para autismo incluem:

*aos seis meses de idade ainda não sorri

*não reage a troca de sons e sorrisos ou tem expressão facial por nove meses.

*não balbucia, aponta, busca ou acena por 12 meses.

*nenhuma palavra em 16 meses

*nenhuma frase com duas palavras por 24 meses

*atraso no desenvolvimento

*Qualquer perda da fala, balbuciar e habilidades  social

Uma criança em idade de pré-escola com autismo “clássico” é geralmente isolada, distante e falha em responder a outras pessoas. Muitas destas crianças não mantém contato ocular. Eles podem se engajar em rituais estranhos do tipo rodar, bater mãos ou uma necessidade obsessiva de manter a ordem.

Muitas crianças com autismo não falam de todo. Aqueles que conseguem falar em rima, tem ecolalia (repetem as palavras como se fosse um eco), referem-se a si mesmos como “ele” ou “ela” ou usam uma linguagem peculiar.

A severidade do autismo varia, de leve a grave. Algumas crianças são brilhantes e se saem bem na escola, embora tenham problemas de ajustamento escolar. Eles podem ter a capacidade de viver independentemente quando se tornam adultos. Outras crianças com autismo funcionam num  nível mais baixo. Retardo mental é muitas vezes associado ao autismo.

Ocasionalmente, uma criança com autismo pode apresentar um talento extraordinário na arte, música ou outra área específica.

A causa do autismo permanece desconhecida, embora teorias correntes indicam problemas com a função ou estrutura do sistema nervoso central. O que sabemos no entanto, que os pais não causam o autismo.

Ainda não há cura para o autismo, um tratamento apropriado, especializado fornecido desde cedo na vida pode ter um impacto positivo no desenvolvimento da criança e produz uma diminuição na conduta desagregada e nos sintomas.


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