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Volume 22 - Novembro de 2017
Editor: Walmor J. Piccinini - Fundador: Giovanni Torello

Junho de 2016 - Vol.21 - Nº 06

Artigo do mês

NEUROECONOMIA E SUAS INTERFACES COM A PSIQUIATRIA - SAÚDE MENTAL: PERSONALIDADE CONSUMISTA UMA PATOLOGIA EMOCIONAL? PRAZER OU NECESSIDADE?

Silas Santos Silva

Resumo: Este trabalho apresenta um campo pioneiro no Brasil conhecida como neuroeconomia. Integrando-se de técnicas neurocientíficas para investigar como as decisões são tomadas por indivíduo. Então, os resultados da pesquisa a partir de uma revisão de literatura da neuroeconomia sobre a aquisição de recompensas no consumo compulsivo, o papel das emoções na tomada de decisões, concluindo através da identificação de novos rumos que neuroeconomia está tomando.

Palavras-chave: Neuroeconomia. Tomada de decisão. Psiquiatria.

Classificação JEL: D10, D14, D87.

 


  I.            INTRODUÇÃO

 

 


Este estudo apresenta uma breve revisão do comportamento descontrolado de consumidores, através da ilustração da neuroeconomia e psiquiatria, com o objetivo de trazer um novo posicionamento do comportamento humano na atual sociedade. Neste sentido, uma nova área de investigação que alia conhecimentos da ciência econômica, neurociência, psiquiatria, psicologia, ciência cognitiva entre outros. Nos últimos anos ou décadas, poucas abordagens influenciaram tanto a implementar uma metodologia para analisar e entender o comportamento dos indivíduos em tomadas de decisões (CHOVART & MCCBE,2005).        



 


II.            OBJETIVO

 

Esta abordagem teve por objetivo explorar a relação entre a Psiquiatria e Neuroeconomia e sua relação com o consumo, que neste sentido pode-se também frisar a tomada de decisão de indivíduos com transtorno mental através da Neuroeconomia.

 

III.            MÉTODOS

 

Considerando tal perspectiva, esse estudo faz entender o lado obscuro do consumo compulsivo. Os procedimentos metodológicos que foram considerados nesse trabalho, se deram a partir de referências teóricas, como pesquisa descritiva e explicativa.


 

IV.            DISCUSSÃO

 

Dentro do modelo microeconômico pode-se sobressair sua teoria do consumidor. Tal teoria tem por peculiaridade uma ampla teoria da análise da tomada de decisão, é composta pela junção de vários elementos, desde a percepção até a atitude propriamente dita consumir, para o autor (SCHALL, J 2001), uma escolha é expressa quando indivíduos são confrontados com opções das quais um ato é necessária para se obter ou até mesmo resistir à alternativa, enfatizando-se o comportamento de escolha individual. Mas dando relevância, entre outras circunstâncias, no modo como indivíduos constituem suas preferências, interesses e gostos (ERNST M & PAULUS p. 2005), reagem a “TRADE-OFFS” na real escolha e decidem o que consumir, caracterizam as relações de preferência do consumidor, que juntamente com o atributo da racionalidade dos indivíduos se apresentam como os pontos de partida para a construção de um padrão de comportamento de escolhas.

 

A atual Sociedade consumistas, com forte influência pelo marketing, que ditam padrões e modelos estéticos que desde cedo ensinam ou simplesmente nos induzem a gastar, quem não conhece indivíduos que não conseguem resistir o Shopping Center uma vitrine com novidade tecnológica, roupas, sapatos, mas que mundo é esse? Afinal, consumismo é uma ideologia social, muitos de nós já adquirimos produtos ou serviços por impulso e nos arrependemos posteriormente um comportamento normal de nossa vida, não importa nacionalidade, o gênero, a faixa etária, a crença ou o poder aquisitivo, porém é culturalmente somos estimulados a consumir de modo, inconsciente. O comportamento consumista tem forte evidência e aspectos importantes nos transtornos psiquiátricos, além disso, as angústias englobam fatores psicossociais e se caracterizando com sua identidade de hábito que é levado em seu dia-dia (RUSTICHINI, ALDO 2008).

 

Com relação a patologia do comportamento compulsivo, pode-se dizer em vulnerabilidades ou deficiências do circuito da decisão que tem impactos significativos no consumo. São sensíveis à influência do meio ambiente de acordo dos princípios familiares, especificamente os hábitos, que se deduz consequentemente consumir por impulso, à extrema insegurança, o pode ser exposto conforme os atos inconsequentes tomados, inquietação psíquica, sociais e físicas. Comportamentos com caráter compulsivo, provocando repercussão e consequências negativas em suas vidas, por meio de recorrer conduta em excessos, fazer compras compulsivamente sem se preocupar com saldo bancário disponível, comer compulsivamente mesmo sem ter fome, (HASLER, GREGOR 2012), uso abusivo ou nocivo da substância química como cocaína, maconha e bebida alcoólica que estabelece, justamente, em primeiro lugar muitos indivíduos pensam que por consumir moderadamente não são considerados normais para escapar do convívio social.

 

Neste sentido, pontuam-se algumas características do comportamento que são: as emoções inconscientes na tarefa de compras de um produto em que os indivíduos devem escolher entre duas ou mais opções, sem levar em conta suas restrições orçamentárias entre outros, neste caso, o cérebro funciona como análise de escolha e tomada de decisão. Haja vista que, a sociedade está em crise financeira, assim sendo, as decisões econômicas são expressamente racionais, é preciso interpretar com rigor os apetrechos que nos fazem decidir e forcejar de alguma forma, evitar que mais e mais escolhas equivocadas sejam feitas. Essas implicações em uns debates sobre avaliação de políticas públicas, para regulamentação do marketing, e para a concepção de instituições econômicas que pode ajudar os indivíduos a compensar essas deficiências, faz-se necessários analisar os riscos, a preferência incerteza, a preferência tempo e preferência social. Portanto, a Neuroeconomia tem potencial para averiguar doenças mentais, como por exemplo, o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), anorexia, psicopatia e vício etc. Pode ser caracterizado como prejudicial na decisão (RANGEL ANTÔNIO 2008) e (SANTO SILVA 2016).

 

V.            CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A intenção do presente estudo foi apresentar a psiquiatria junto com neuroeconomia que é um novo ramo científico, que prometem revolucionar a maneira como se interpretam as decisões dos indivíduos, entre ela o referente ao consumo, além de demonstrar-se hipótese primordial para progressos que ela tem corporificado nesta área de pesquisa. Estas duas correntes do saber introduzem-se na imprescindibilidade de se decifrar o lado obscuro do consumismo que tornando peculiar na maneira como os indivíduos tomam suas decisões. O caráter axiomático da modelagem científica, em modelos que não explicam, de fato, o comportamento real do indivíduo. Em definição este trabalho discutiu o campo é limitado pelos fatos de que aqui outros métodos para melhorar o desempenho cognitivo não estão envolvidos. Estes incluem teste genético molecular, exames de imagens, investigações neuropsicológicas e psicofisiológicas poderiam auxiliar a delinear o processo pelo qual se adquire e desenvolve o hábito de consumir descontroladamente. Os conceitos sobre consumo compulsivo são muito amplos, mas, existe um consenso de que o indivíduo que não consegue mais viver sem comprar no mínimo um produto desenvolveu de alguma forma um hábito ou uma dependência. O problema não é do consumo, mas, da relação que os indivíduos estabelecem com ela. Esta relação comportamental pode ser totalmente doentia.  


 

VI.            REFERÊNCIAS

 


        I.            CHORVAT, Terrence, and KEVIN McCabe. "Neuroeconomics and Rationality."Chi.-Kent L. Rev. 80 (2005): 1235. Disponível em:<http://heinonline.org/HOL/ LandingPage?handle= hein.journals/chknt80& div=52&id = &page>. Acesso em jan. 2016.

 

     II.            ERNST, M.; PAULUS, M. P. Neurobiology of decision-making: A selective review from a neurocognitive and clinical perspective. Biological Psychiatry, v.58, p. 597- 604. 2005. Disponível em:   <http://dx.doi.org/ 10.1016/j.biopsych.2005.06.004>. Acesso em: 05 de fev. 2016.

 

   III.            HASLER, Gregor. Can the neuroeconomics revolution revolutionize psychiatry? Neuroscience & Biobehavioral Reviews, v. 36, n. 1, (2012). Disponível em:  <https://doi.org/10. 1016/j.neubiorev. 2011. 04.011>. Acesso em 10 de fev. 2016.

 

  IV.            RANGEL,Antonio, The Computation and Comparison of Value in Goal-directed Choice, Editores: GLIMCHER, Paul W.; FEHR, Ernst; CAMERER, Colin; POLDRACK, Russell Alan, Neuroeconomics: Decision Making and the Brain, Academic Press, Edição: (10 de outubro de 2008) p 426-439,Disponivel em: <https://doi.org/10.1016/B978-0-12-374176-9.00028-2> Acesso em 15 de mar. de 2016.

 

     V.            RUSTICHINI, Aldo, Neuroeconomics: Formal Models of Decision Making and Cognitive Neuroscience,Editores: GLIMCHER ,Paul W.; FEHR, Ernst; CAMERER ,Colin ; POLDRACK ,Russell Alan, Neuroeconomics: Decision Making and the Brain, , Academic Press  Edição: (10 de outubro de 2008) p 37 -43. Disponivel em: <https:doi.org/10.1016/B978-0-12-374176-9.00004-X>. Acesso em 19 de mar. de 2016.

 

  VI.            SANTOS SILVA, Silas. Dynamics of Behavior Determined by the System the Interaction Between the System and the Behavior:A Comprehensive Analysis of the theory Neuroeconomic and Psychiatry. SSRN- Social Science Research Network, Diponivel em: <http://ssrn.com/abstract=2668988> Acesso em jun. 2016.

 

VII.            SCHALL, J. D. Neural Basis of Deciding, chossing and acting. Nature, v. 2, 1, p. 33-42. 2001. Disponível em:  <https://doi.org/10.1038/35049054>. Acesso em 10 de jun. 2016.


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