Volume 19 - Julho de 2014
Editor: Giovanni Torello

 

Março de 2012 - Vol.17 - Nº 3

France - Brasil- Psy

Coordenação: Docteur Eliezer DE HOLLANDA CORDEIRO

Quem somos (qui sommes-nous?)                                  

France-Brasil-PSY é o novo espaço virtual de “psychiatry on  line”oferto aos  profissionais do setor da saúde mental de expressão  lusófona e portuguesa.Assim, os leitores poderão doravante nela encontrar traduções e artigos em francês e em português abrangendo a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise. Sem esquecer as rubricas habituais : reuniões e colóquios, livros recentes, lista de revistas e de associações, seleção de sites.

Qui sommes- nous ?

France-Brasil-PSY est le nouvel espace virtuel de “psychiatry on line”offert aux professionnels du secteur de la santé mentale d’expression lusophone et française. Ainsi, les lecteurs pourront désormais y trouver des traductions et des articles en français et en portugais  concernant la psychiatrie, la psychologie et la psychanalyse. Sans oublier les rubriques habituelles : réunions et colloques, livres récentes, liste de revues et d’associations, sélection  de sites

SOMMAIRE (SUMÁRIO):

 

  • 1. DIAGNOSTICAR OU TRATAR?
  • 2. CLAUDE HALMOS : OS PAIS DEVEM APRENDER A DIZER NAO AOS FILHOS
  • 3. REVISTAS
  • 4. ASSOCIAÇÕES
  • 1) DIAGNOSTICAR OU TRATAR?

    Eliezer de Hollanda Cordeiro

    Referência:Doutor Bruno Felissard

    O que seria mais dificil para o psiquiatra, diagnosticar ou tratar? Diagnosticar ou elaborar os meios que serão utilizados na cura? O conhecimento de uma doença pelos seus sintomas  e/ou mediante exames diversos(radiológicos, laboratórios, etc.,) tornou-se mais seguro com as modernas tecnologias. Porém, como avaliar os sintomas, sabendo-se que a finalidade principal do diagnóstico é a de definir o tipo de ajuda que o psiquiatra  vai propor ao paciente, ou seja a mais adequada possivel? Esta questão   levou o  psiquiatra Bruno Felissard a fazer o artigo que examinamos e comentamos  hoje.

    Conhecer a doença não é conhecer o homem-paciente, sua psicologia profunda, sua vida afetiva, sua vivência, sua vida relacional ou  os múltiplos papéis que ele executa ou cumpre na sociedade.

    Daí a dedução de que o mais dificil e complicado  para o psiquiatra não é o diagnóstico mas o tratamento  e o acompanhamento.

    Como dissemos em artigos passados, o léxico dos psiquiatras mudou e vai continuar mudando, o melhor exemplo sendo as sucessivas edições dos Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM), e  o  número crescente de novas patologias que elas comportam.  O sonho destes classificadores obsessivos é o de encontrar um medicamento para cada diagnóstico, uma perspectiva que os laboratórios aplaudem e sustentam por todos os meios.

    Mas será que os novos termos inventados pelos classificadores trazem mudanças necessárias e inovadoras?  Ou só fazem designar as mesmas  enfermidades que outrora  eram indicadas  por outros termos? Assim, o Transtorno bipolar pretende substituir  a Psicose  Maníaco-Depressiva , o TOC a Neurose obsessiva, o autismo as psicoses infantis, sem que se possa notar   um progresso significativo à compreensão dos processos psíquicos em causa.  E sem que os cuidados psicológicos e psiquiátricos dos pacientes  tenham  melhorado em termos qualitativos.

    O trabalho do psiquiatra se situa na encruzilhada do médico, do psicológico e do social. Estudos comparativos mostram que, se considerarmos  a noção um tanto vaga de mal estar psicológico, uma porcentagem    importante de pessoas pode sofrer, num dado momento, de depressão ou angústia que levam-nas a consultar um especialista.Estudos mostram que muitas pessoas que vão consultar o psiquiatra  não exprimem nenhuma demanda. Também existem os que apresentam sintomas, parecem sofrer e que não pedem nada,  ou que não exprimem nenhuma  demanda. Se o psiquiatra se encontrar  em situações semelhantes, é melhor que  ele tenha feito uma análise pessoal para conhecer um pouco mais sua própria subjetividade e a do paciente.  

    Bruno Felissard mostrou-se lúcido: “ é fundamental trabalhar a relação.O psiquiatra não pode perder de vista que o paciente deve sair da entrevista melhor do que entrou. Ele vai buscar sinais, falar com o paciente e desfazer aos poucos os sintomas. A  entrevista se torna terapêutica.’’

    2) OS PAIS PRECISAM REAPRENDER A DIZER NÃO

    Referência: Claude HALMOS : | 06.03.12 | Viadeo

    A jornalista do Le Monde, Cet élément a bien été ajouté aux favoris de votre classeur. Cet élément a bien été supprimé des favoris de votre classeur.Sylvie Kerviel,  fez um resumo preciso  do relatório parlamentar apresentado por Chantal Jouanno, denunciando a tendência da publicidade, da moda e da mídia a erotisar os corpos das meninas e banalisar a  pornografia. No relatório, ela propõe uma campanha de  sensibilisação dos pais e das crianças por intermédio das associações familiares e das  escolas. Assim,  ela sugere  o envio duma  carta às grandes marcas e aos distribuidores de moda, afim de  convencê-los a não vender produtos inadaptados e também a não   organizar  concursos de misses para meninas.

    Claude Halmos, psicanalista e autoura do livro ‘’ Dis-moi pourquoi. Parler à hauteur d'enfant’’ (Fayard, 206 p., 18 euros), explica  suas reações a propósito deste relat­ório.

    A  senhora observou a hipersexualidade das meninas  denunciada por  Chantal Jouanno?

    Claude Halmos : Esta tendência é evidente na mídia e, como psicanalista clínica,  isto me deixa inquieta. Para uma menina,  calçar sapatos altos, se maquilar, aumentar  os seios  com  sutiãs estofados,por exemplo,  estimulam-nas  a crescer mais depressa. Ora, dar a ilusão de que a criança  é uma mulher vai perturbar a percepção que ela tem do lugar que ocupa na família, impedindo-a de se construir.A partir do momento em que a menina é vestida,penteada e  maquilada como a mamãe, ela terá dificuldades  para compreender que não é ainda uma mamãe e que  seus direitos não são semelhantes aos  dela. E, sobretudo, a consequência mais grave é que a menina  será percebida como objeto sexual. Sabemos  o quanto as adolescentes precisam ser acompanhadas, sobretudo no momento em que  percebem seus corpos se  transformando e  os homens começando a  olhá-las de maneira diferente. Então, podemos avaliar a violência que representa para uma menina o despertar duma sexualidade precoce.

    A mesma coisa ocorreria com os adolescentes?

    Não, porque os meninos  sofrem muito  menos   pressões do marketing que as meninas. Transformar  as meninas  em miniaturas de mulheres é muito rentável para o mercado, o que não acontece com os meninos.Na realidade, há pouca diferença entre  os trajes  meninos  e os dos  adolescentes.

    Os pais teriam uma parte de responsabilidade neste desvio?

    Os pais são atualmente considerados como laxistas, mas penso que  eles estão sobretudo desamparados. Vejo crianças de 3 anos tomando ainda mamadeira durante o café da manhã, outras com mais de 5 anos indo a escola com uma chupeta na boca, meninas de  7 anos vestindo roupa de mulheres... Tudo isto é aberrante.Atualmente, todos os pontos de referências da infância estão vacilando. Notadamente porque os pais têm mais dificuldades do que antes a se opor aos filhos. Existe a pressão dos outros, do meio em que vivem. Eles precisam aprender novamente a dizer  "não", explicando aos filhos que eles proibem para ajudá-los a crescer de maneira conveniente.O relatório  de Chantal Jouanno  acusa também a Internete  de favorecer a sexualização do meio ambiente onde as crianças vivem. Entrar na  Internete e nas redes sociais não é nocivo em si mesmo. Mas é necessário que haja um acompanhamento parental para que as crianças tenham informações educativas suficientes sobre esta questão,  o que nem sempre é o caso.

    De um modo geral, Claude Halmos lembra que  a noção de infância está sendo ignorada, o que é perigoso. Mesmo numa terapia, a tendência é de tratar as crianças como se fossem adultas.  Ao mesmo tempo, a justiça para menores está sendo destruida e se aproximando da justiça dos adultos, donde a supressão do Defensor dos menores. A situação é preocupante.

    3. REVISTAS

    L’évolution pychiatrique

    L’INFORMATION PSYCHIATRIQUE

    IMPACTE MEDECINE

    LA REVUE FRANÇAISE DE PSYCHIATRIE ET DE PSYCHOLOGIE MÉDICALE 

    L’ENCEPHALE

    PSYCHIATRIE FRANÇAISE

    L’AUTRE, CULTURE ET SOCIÉTÉS

    4. ASSOCIAÇÕES

    MISSION NATIONALE D’APPUI EN SANTE MENTALE

    *ASSOCIATION FRANÇAISE DE PSYCHIATRIE ET PSYCHOLOGIE LEGALES (AFPP)

    *ASSOCIATION FRANÇAISE DE MUSICOTHERAPIE (AFM)

    ASSOCIATION ART ET THERAPIE

    *ASSOCIATION FRANÇAISE DE THERAPIE COMPORTEMENTALE ET COGNITIVE (AFTCC)

    *ASSOCIATION FRANCOPHONE DE FORMATION ET DE RECHERCHE EN THERAPIE COMPORTEMENTALE ET COGNITIVE (AFFORTHECC)

    *ASSOCIATION DE LANGUE FRANÇAISE POUR L’ETUDE DU STRESS ET DU TRAUMA (ALFEST)

    *ASSOCIATION DE FORMATION ET DE RECHERCHE DES CELLULES D’URGENCE MEDICO  PSYCHOLOGIQUE (AFORCUMP)

    *ASSOCIATION POUR LA FONDATION HENRI EY



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