Volume 22 - Novembro de 2017
Editor: Giovanni Torello

 

Janeiro de 2011 - Vol.16 - Nº 1

História da Psiquiatria

JOSÉ CARUSO MADALENA (1916-2010)

João Romildo Bueno
Walmor J. Piccinini

Nascido no Rio de Janeiro, no dia 19 de agosto de 1916, formado  pela Faculdade Nacional de Medicina (UNB), José Caruso Madalena foi um dos mais destacados psiquiatras brasileiros da segunda metade do século XX. Trabalhou boa parte da sua vida na Casa de Saúde Dr. Eiras onde chegou ao cargo de Diretor e Presidente. Fundador do Centro de Estudos da Casa de Saúde Dr. Eiras, ocupou várias funções até chegar a presidência. Junto com Isaias Paim foi redator da Revista de Psiquiatria, importante revista psiquiátrica dos anos 60 e 70. (Em 1977, os editores foram; Paulo Cesar Geraldes, Waldoneli Antonio de Oliveira e Talvane de Moraes). Se acrescentarmos que foi Professor Assistente de Psiquiatria na Faculdade Nacional de Medicina, atual Faculdade de medicina da UFRJ e professor de inúmeras outras Faculdades sem contarmos suas inúmeras atividades literárias, podemos afirmar que foi uma bela carreira para um jovem de origem modesta, que desde cedo teve que trabalhar para se manter e desde cedo mostrava pendores literários que, na maturidade permitiu que fosse convidado para a Academia Petropolitana de Letras. Em 1987 foi convidado como fundador para a Academia Brasileira de Médicos escritores, na cadeira 43 cujo patrono foi o Professor Antonio Carlos Pacheco e Silva.

Como psiquiatra apresentava uma característica eclética, observável num trabalho publicado no primeiro número da Revista de Psiquiatria: “Um caso de Coréia Histérica”. Ele junta conceitos de Bumke, Adler, Freud e Pavlov. Descreve as idéias de Kretschmer que, segundo seu entendimento ficaria entre os constitucionalistas e psicanalistas. No mesmo número publica outro artigo; “As alterações da Somatognosia na Esquizofrenia”, alterações do esquema corporal na esquizofrenia dentro da linha de pensamento de Paul Schilder. No artigo ele procura diferençar a cenestesia e as transformações corporais com as alterações da somatognosia. Na área psicofarmacológica participou nos ensaios clínicos da maior parte dos lançamentos dos anos 60. No caso do Lítio, desenvolveu um temor excessivo ao seu uso e propugnava a não utilização.

José Caruso Madalena, além da grande produção científica, com mais de 170 artigos publicados, esteve presente nos grandes momentos associativos da psiquiatria. Em 7 de agosto de 1961 esteve presente na fundação da Associação Psiquiátrica do Rio de Janeiro e participou de sua Comissão de Finanças.

Em 1966 fez parte da Secretaria Geral Provisória para elaboração do ante-projeto dos Estatutos da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), além dele, faziam parte desta comissão o Dr. Carlos Alberto Bastos, Jorge Paprocki, Oswald Moraes de Andrade, Clóvis Martins e Raul Bittencourt que foi pelos demais indicado para presidir a Assembléia de Delegados que fundou a ABP.

Como já registramos, foi psiquiatra influente da Casa de Saúde Dr. Eiras, fundador dos seu Centro de Estudos e Editor da Revista Psiquiatria onde publicou 44 artigos. Publicou artigos na nascente Revista Brasileira e em outras mais. José Caruso Madalena foi Professor Assistente na Faculdade de Medicina da UNB e tornou-se conhecido no meio psiquiátrico brasileiro por suas pesquisas em psicofarmacologia e esquizofrenia. Foi um dos pioneiros em testes com novos medicamentos em psiquiatria. No Índice Bibliográfico Brasileiro de Psiquiatria reunimos 171 publicações do Professor Madalena.

”. Amigo e colega do Professor Leme Lopes foi por este convidado para ser assistente da Cadeira de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Além de colega e amigos, eram católicos praticantes.

Caruso Madalena pode ser considerado um dos primeiros psicofarmacologistas do país e, graças aos inúmeros estudos clínicos por ele realizados, seu nome aparece associado ao lançamento de inúmeras medicações psiquiátricas. Na parte “científica” há que se destacar sua importância nos estudos dos fenotiazícos (principalmente da propericiazina) e, em colaboração com Leme Lopes, nos trabalhos envolvendo o haloperidol e o triperidol.

Além disso, fez inúmeros trabalhos com clordiazepóxido, diazepam e oxazepam que permitiram o lançamento dessas substâncias no Brasil.

Foi também importante sua participação nos estudos de imipramina, monocloroimipramina e maproptilina (esses em colaboração com Leme Lopes).

Paricipou de estudos – nacionais e internacionais – com a isocarboxazida e a nialamida e participou dos estudos que levaram ao lançamento da carbamazepina como anti-convulsivante.

Graças a sua intensa produção científica e a uma faceta menos conhecida de contista, Caruso Madalena foi membro da Academia Brasileira de Médicos Escritores (cadeira 43 cujo patrono era Antonio Carlos Pacheco e Silva) e da Academia Petropolitana de Letras. No Índice Bibliográfico Brasileiro de Psiquiatria registramos 170 publicações entre artigos e livros. Tem ainda vários livros de contos publicados

Gentil no trato com os colegas, sua sinceridade em tudo que fazia lhe trouxe inúmeros convites para docência e sempre por notório saber. Ligado ao Dr. Jurandyr Manfredini e ao Professor Leme Lopes teve papel importante nas articulações para a fundação da Associação Brasileira de Psiquiatria.

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Bibliografia de José Caruso Madalena

 

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160.        Madalena, J. Caruso; Novais, H. F., e Martins, J. C. Ensaio clínico com um novo antidepressivo: MK 230 (amitrypthylina). Rev. O Hospital. 1961; 59: 687.

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162.        Madalena, J. Caruso; Pasin, A. J. e Bern, J. Doxepina: nova droga psicotrópica reúne ações antidepressivas e ansiolíticas. Ars Cvrandi. 1969; 4: 57.

163.        Madalena, J. Caruso; Pasin, A. J. E Bern, J. Estudo duplo-cego da Doxepina na ansiedade neurótica. J. Bras.Psiquiat. 1970; 19(3-4): 257-264.
Notes: Também no O Hospital, 1969, 76(2):651-657

164.        Madalena, J. Caruso e Silveira, Waldemar A. As drogas psicotrópicas terapêuticas e a gravidez. Revista De Psiquiatria. 1973; 23: 13.

165.        Madalena, J. Caruso et al. Tentativa de uma amostragem de Incidência do alcoolismo segundo a filiação religiosa em uma população hospitalar psiquiátrica do Estado da Guanabara. Rev. Brasileira De Psiquiatria. 1969; 3(2): 115-118.

166.        Madalena, J. Caruso et al. Um novo derivado butirofenônico, o lemperone, no tratamento da esquizofrenia. Revista De Psiquiatria. 1975; 19(27): 19-24.
Notes: Rev. Bras. Clin.terap., 4(1):35-38, 1975

167.        Moraes, Talvane M. de; Reis, M. J. P.; Bines, J. S.; Garbogeni, R. S.; Aquino, Maria Thereza C. e Madalena, J. Caruso. O efeito econômico do tratamento com o enantato de flufenazina em pacientes ambulatoriais. A Folha Médica. 1972; 64(6): 1359-64.

168.        Paim, Isaías and Madalena, J. Caruso. Bibliografia brasileira de psicofarmacologia. Revista De Psiquiatria. 1966; 5(10): 201-211.

169.        Péres, Heitor; Manfredini, Jurandyr; Araújo, Deusdedit; Velloso, M. A.; Alexandre, Humberto; Andrade, Oswald M. e Madalena, J. Caruso. Psicoterapia e Drogas Psicotrópicas. Rev.Bras. De Saúde Mental. 1965; 1:119.

 

 

 

  • Segundo informações colhidas na Wikipédia, (a enciclopédia livre), o professor José Caruso Madalena foi Professor de Psicologia e Higiene Mental na Escola de Enfermagem de Niterói (UFF). Professor de Psiquiatria no Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas Professor Emérito de Psiquiatria e Psicologia na Universidade de Nova Iguaçu Consultor da OMS na UFSC. Professor-Convidado de Psicofarmacologia nas Universidades Federais da Bahia e do Rio Grande do Norte;

 

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Participação cultural( segundo A Wikipedia)

Foi membro das seguintes entidades literárias, culturais e de classe:

Livros publicados

  • Acerca da esquizofrenia;
  • A fenomenologia psiquiátrica;
  • Caderno de páginas tristes;
  • História da esquizofrenia;
  • Lições de psiquiatria;
  • As psicoses atípicas;
  • O sono;
  • Psicofarmacologia - Clínica básica;

Referências

  • BEGLIOMINI, HELIO. Imortais da Abrames. Rio de Janeiro:Expressão e Arte Editora, 2010

No final de 2010, mais precisamente no dia 27 de dezembro, José Caruso Madalena faleceu na cidade de Teresópolis recebendo o carinho dos seus familiares.


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