Volume 22 - Novembro de 2017
Editor: Giovanni Torello

 

Outubro de 2010 - Vol.15 - Nº 10

France - Brasil- Psy

Coordenação: Docteur Eliezer DE HOLLANDA CORDEIRO

Quem somos (qui sommes-nous?)                                  

France-Brasil-PSY é o novo espaço virtual de “psychiatry on  line”oferto aos  profissionais do setor da saúde mental de expressão  lusófona e portuguesa.Assim, os leitores poderão doravante nela encontrar traduções e artigos em francês e em português abrangendo a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise. Sem esquecer as rubricas habituais : reuniões e colóquios, livros recentes, lista de revistas e de associações, seleção de sites.

Qui sommes- nous ?

France-Brasil-PSY est le nouvel espace virtuel de “psychiatry on line”offert aux professionnels du secteur de la santé mentale d’expression lusophone et française. Ainsi, les lecteurs pourront désormais y trouver des traductions et des articles en français et en portugais  concernant la psychiatrie, la psychologie et la psychanalyse. Sans oublier les rubriques habituelles : réunions et colloques, livres récentes, liste de revues et d’associations, sélection  de sites

SOMMAIRE (SUMÁRIO):

 

  • 1. LE POIDS DES MOTS POUR LES PATIENTE VENUS D’AILLEURS (IMPORTÂNCIA DAS PALAVRAS PARA PACIENTES DOUTROS LUGARES )
  • 2. LIVROS RECENTES
  • 3. REVISTAS
  • 4. ASSOCIAÇÕES
  • 1.LE POIDS DES MOTS POUR LES PATIENTE VENUS D’AILLEURS (IMPORTÂNCIA DAS  PALAVRAS PARA  OS  PACIENTES  DOUTROS  LUGARES )

    Pierre BIENVAULT , Journal La Croix , edição de 13/09/10

    Tradução : Eliezer de Hollanda Cordeiro

    Para  comunicar com pacientes não francófonos, hospitais pedem cada vez mais a ajuda de intérpretes profissionais.

     

    A história se passa num hospital suisso. Uma mulher de origem estrangeira vem consultar com o  marido. O médico faz  o diagnóstico e começa a detalhar os cuidados que ela precisa. O marido faz-lhe a tradução.  A esposa,  surpresa, diz ao marido  não compreender as razões de uma acompanhamento tão pesado. Na verdade, ‘’ele  não havia compreendido exatamente o que o médico lhe dissera e traduziu que  ela estava com uma gripe e não com um linfoma’’,  conta-nos a doutora Murielle Rondeau-Lutz, médica no Centre Hospitalier Régional Universitaire  (CHRU) de Estrasburgo, também presidente da associação de  Migrations Santé Alsace. Este incidente mostra que não  basta falar uma língua estrangeira para se tornar  intérprete , sobretudo no domínio da saúde.

    É IMPOSSIVEL TRATAR SEM COMUNICAR

    http://www.la-croix.com/img/la-croix/commun/pix_trans.gifComo tratar um paciente que não fala francês ?Como  abordar a relação   médico-paciente, habitualmente dificil, quando  existe uma barreira linguística que vai tornar a relação  ainda mais complexa? E qual é o lugar que deve ocupar  o intérprete no dispositivo de cuidados? 

    Hoje em dia, estas questões estão sendo levadas a sério pelos profissionais da saúde,convencidos de que  « não se pode tratar um paciente sem comunicar com ele, sem levar em conta a sua palavra  e o seu ressentir’’. ‘’Se ignoramos isto,  corremos o risco de praticar  uma medicina veterinária,’’ afirma  Liliana Saban, diretora da associação ‘’Migrations Santé Alsace’’.
    Afim de  melhorar o acompanhamento de pacientes estrangeiros,  os hospitais utilizam estratégias diferentes. Alguns empregam seus próprios recursos internos e contam com  pessoas que trabalham no hospital e conhecem línguas   estrangeiras.

    O CHU DE AMIENS PEDE A AJUDA DE AGENTES  VOLUNTÁRIOS

    http://www.la-croix.com/img/la-croix/commun/pix_trans.gif’’No  CHU de Amiens, cerca de  quarenta funcionários voluntários aceitaram  ajudar pacientes não francófonos.São médicos, enfermeiros, técnicos  de laboratório,  recepcionistas , secretárias e  mesmo um chumbeiro’’, disse Guillaume du Chaffaut, diretor da qualidade e da clientela neste CHU.
    Geralmente, estes « intérpretes » ocasionais intervêm quando os problemas são relativamente simples: ajudar um paciente a relatar seus sintomas no serviço de  urgências ou resolver problemas administrativos no momento em que chega ao hospital. ‘’Para o paciente, é reconfortante  ver alquém falar a mesma língua  que a dele, explicar-lhe o desenrolar do atendimento’’, diz  Guillaume du Chaffaut.
    As vezes, não tendo alternativa,  a equipe médica  pode solicitar   a ajuda de parentes do paciente.  ‘’Mas isto nem sempre é a melhor solução’’, ajunta  Murielle Rondeau-Lutz, citando os serviços de ginecologia, onde  as pacientes vêm as vezes  com  um filho que vai lhes servir de intérprete!
    « Apelar para intérpretes ocasionais é expor-se a erros de compreensão ou a  contrassensos  que podem revelar-se problemáticos  numa  relação de cuidados’’, salienta 
    Aziz Tabouri, vice-diretor  da associação  Inter Service Migrants (ISM)-Interprétariat. Ele precisa que ‘’os intérpretes   profissionais   respeitam  as regras deontológicas  (neutralidade, objetividade,  segredo profissional), o que não é exatamente o caso  de um tradutor ocasional.’’http://www.la-croix.com/img/la-croix/commun/pix_trans.gif

    O RUSSO É ATUALMENTE A LÍNGUA MAIS SOLICITADA

    http://www.la-croix.com/img/la-croix/commun/pix_trans.gif« A questão do segredo médico é essencial, especialmente quando a consulta  aborda questões muito íntimas. Pedir ao marido para dizer a sua esposa que ela está seropositiva  não é muito fácil», reconhece o  doutor Denis Méchali,médico  do serviço de doenças infecciosas do hospital de Saint-Denis.
    Conscientes do problema, os hospitais cada vez mais solicitam intépretes profissionais. Aliás, uma associação sem finalidade lucrativa,  o ISM-Interprétariat trabalha no dia de hoje com muitos estabelecimentos, notadamente os da
    Assistance publique-Hôpitaux de Paris (AP HP).A associação é capaz de atender pedidos  todos os dias da semana,  de manhã e de noite, em cerca de  85 línguas e dialetos. « Nós empregamos exatamente   320 intérpretes’’, indica Aziz Tabouri. O volume de trabalho deles é variável, dependendo da demanda. ‘’O russo é, de longe,  a língua mais solicitada. Em seguida , temos pedidos para o árabe, o mandarim,o turco ou o tâmil. »http://www.la-croix.com/img/la-croix/commun/pix_trans.gif

    O INTÉRPRETE E A RELACÃO MÉDICO-PACIENTE

    http://www.la-croix.com/img/la-croix/commun/pix_trans.gifFrequentemente, o intérprete intervem de longe, pelo telefone. Neste caso seu trabalho  é faturado 30 € pelo hospital. Se for possivel, como é o caso  na  Île-de-France, o intérprete vai até o hospital, a metade da jornada custando 115 €.
    « Neste momento de restrições orçamentárias, diretores de hospitais podem hesitar antes de pedirem intépretes  profissionais. Por isto é muito importante dizer-lhes  que os intépretes   prestam um serviço incomparável na relação   médico-paciente », afirma o  doutor Denis  Méchali. E que isto  também é uma maneira de respeitar o doente, a quem explicamos    que o intérprete pode ajudarnos a dispensar-lhe  os melhores cuidade possiveis.  .”
    O papel do tradutor nem sempre é simples, notadamente quando  se deve anunciar uma doença grave ou uma situação terapêutica nefasta. ‘’Já tive que dizer  aos pais de uma criança que ela ia morrer. Não é fácil viver tal situação’’,  reconhece  Louise Heem, intérprete  de inglês, espanhol e italiano  do  ISM-Interprétariat. Em tais circunstâncias, devemos tentar continuar sendo uma profissional: ficar neutra, mas não  muito distante, do contrário você pode ser vista como  desumana.’’
    O intérprete deve saber ficar no seu lugar,  o de um intermediário  entre o médico e o paciente. Ele é  um ‘’passeiro’’  de palavras  das quais não é o autor. ‘’Uma vez mais, isto não é fácil de gerir. No caso de uma doença grave, é claro que cabe ao médico o papel de anunciá-la. Mas é por meio da voz do intéprete que o paciente vai saber o que se passa. É o médico que diz as coisas, mas é o intérprete que vai falar’’,  retoma Louise Heem.
    http://www.la-croix.com/img/la-croix/commun/pix_trans.gif

    É PRECISO LEVAR EM CONTA O CONTEXTO CULTURAL

    Se o intérprete deve restituir ao paciente, de maneira bem precisa,  as palavras dos que  cuidam dele , há casos  em que o inérprete não pode traduzir de maneira literal. « As práticas médicas podem variar  de um país a outro. É preciso levar-se em conta o contexto cultural  e o nivel de instrução do paciente’’,  explica Aziz Tabouri. ‘’Não se pode  dizer a uma mulher africana analfabeta que iremos fazer-lhe uma fibroscopia sem lhe dar antes de tudo uma pequena explicação sobre o exame”
    É também o que diz  a senhora Juan Juan Feld, intérprete do mandarim , que trabalha no Hôpital  Lariboisière, em Paris. « Na  França, durante a gravidez,  fazemos muito mais exames do que na China. Durante a consulta, pode ocorrer que mulheres me digam : Mas porque vão me fazer ainda outra ecografia? Não seria perigoso para o bebé ? Posso sossegá-las, dizendo-lhes que o exame não comporta risco e que ele será faito para o bem da criança. »
    Na opinião de  Liliana Saban, ‘’o intérprete não deve  desempenhar o papel de mediação cultural de maneira exagerada’’. Ela lembra que ‘’há países onde  o anúncio duma doença grave não é dado diretamente ao  próprio paciente, os  médicos preferindo falar primeiro com os parentes. Em todos os casos, é  melhor que o intéprete  dialogue com  o médico, a quem cabe a decisão final. Porque o intérprete está presente para transpor a palavra do médico  e não para substituí-lo.’’

    2. LIVROS RECENTES

    *La dépression : de la clinique au traitement

    Olivier CHATILLON

    Paris : Med’Com, 2010 - 42 €

    *La prise en charge des états réputés dangereux

    Congrès de psychiatrie et de neurologie de langue française (108 ; 2010)

    Issy-les-Moulineaux, Masson, 2010- 35 €

    *La stigmatisation en psychiatrie et en santé mentale

    Congrès de psychiatrie et de neurologie de langue française (108 ; 2010)

    Issy-les-Moulineaux, Masson, 2010- 30 €

    *Pour soigner l’enfant autiste

    Jacques HOCHMANN

    Paris : Odile Jacob, 2010, 2010- 17 €

    *Freud et ses voyages

    Marlène BERLILOS

    Paris : M. De Maule, 2010,15 €

    *Le facteur humain

    Christophe DEJOURS

    Paris :PUF, 2010, 9 €

    *Anthropologie de la guerre

    Sigmund FREUD

    Paris : Fayard, 2010- 20 €

    *Les destins du développement chez l’enfant : avenirs d’enfance

    Bernard GOLSE

    Toulouse : Erès, 2010- 25 €

    *L’atelier d’expression en psychiatrie : l’expérience de Libourne

    Sylvie ARCHAMBEAU

    Toulouse ; Erès, 2010- 15 €

    *La consultation en pédopsychiatrie

    Pierre DELION

    Issy-les-Moulineaux, Masson, 2010- 29 €

    *L’autisme infantile

    Pierre FERRARI

    Paris : PUF, 2010, 9 €

    *Les névroses

    Jean-Louis PEDINIELLI, Pascale BERTAGNE

    Paris : Armand Coli, 2010, - 9,60 €

    *La naissance de l’objet :une co-construction entre le futur sujet et ses objets à venir

    Bernard GOLSE, René ROUSSILLON

    Paris ; PUF, 2010 -28 €

    *Illusions et désillusions du travail psychanalytique

    André GREEN

    Paris ; Odile Jacob, 2010, - 23 €

    3. REVISTAS

    *L’évolution pychiatrique

    *L’information psychiatrique

    *Impacte medecine

    *La revue française de psychiatrie et de psychologie medicale 

    *L’encephale

    *Psychiatrie française

    *L’autre, culture et societes

    4. ASSOCIAÇÕES

    *Mission nationale d’appui en sante mentale

    *Association française de psychiatrie et psychologie legales (afpp)

    *Association française de musicotherapie (afm)

    *Association art et therapie

    *Association française de therapie comportementale et cognitive (aftcc)

    *Association francophone de formation et de recherche en therapie comportementale et cognitive (afforthecc)

    *Association de langue française pour l’etude du stress et du trauma (alfest)

    *association de formation et de recherche des cellules d’urgence medico-psychologique (aforcump

    *Association pour la fondation Henri Ey

     


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