Volume 22 - Novembro de 2017
Editores: Giovanni Torello e Walmor J. Piccinini

 

Julho de 2008 - Vol.13 - Nº 7

France - Brasil- Psy

Coordenação: Docteur Eliezer DE HOLLANDA CORDEIRO

Quem somos (qui sommes-nous?)                                  

France-Brasil-PSY é o novo espaço virtual de “psychiatry on  line”oferto aos  profissionais do setor da saúde mental de expressão  lusófona e portuguesa.Assim, os leitores poderão doravante nela encontrar traduções e artigos em francês e em português abrangendo a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise. Sem esquecer as rubricas habituais : reuniões e colóquios, livros recentes, lista de revistas e de associações, seleção de sites.

Qui sommes- nous ?

France-Brasil-PSY est le nouvel espace virtuel de “psychiatry on line”offert aux professionnels du secteur de la santé mentale d’expression lusophone et française. Ainsi, les lecteurs pourront désormais y trouver des traductions et des articles en français et en portugais  concernant la psychiatrie, la psychologie et la psychanalyse. Sans oublier les rubriques habituelles : réunions et colloques, livres récentes, liste de revues et d’associations, sélection  de sites

SOMMAIRE (SUMÁRIO):

 

  • 1.A HIPNOSE DE MILTON H. ERICKSON (I)
  • 2. DELINQUENTES SEXUAIS E OBRIGAÇÃO DE TRATAMENTO
  • 3. CONGRESSOS
  • 4. REVISTAS
  • 4. ASSOCIAÇÕES
  • 1. A HIPNOSE DE MILTON H. ERICKSON (I)
    Hélène FABRE(Psicóloga clínica)
    Tradução : Eliezer de Hollanda Cordeiro

    O termo « hipnose » podendo engendrar confusão, começaremos tentando definir sua significação na prática éricksoniana, bem diferente  da clássica concepção da hipnose,  facilmente compreensível: imaginemos por exemplo uma sessão, geralmente  pública, onde uma personagem carismática e misteriosa faz, de maneira quase mágica e misteriosa, uma demonstração hipnótica num pobre diabo. Como se estivesse enfeitiçada e perdido seu contrôle voluntário, a cobaia fica à mercê do hipnotisador, realiza qualquer coisa de espetacular, provando estar sob a influência do mesmo.
    Outro ponto importante para a nossa demonstração: não devemos esquecer que Milton H.Erickson era psiquiatra de formação; ora, a hipnose foi sobretudo praticada  por grandes nomes da psiquiatria clássica, como Charcot (que tratava assim seus casos de histeria) ou o próprio S.Freud (...).
    Veremos também que a prática ericksoniana se distingue de maneira nítida dos métodos clássicos, embora se situe, de uma certa forma, na continuação dos mesmos. Nosso objetivo não é de dar um curso sobre a história da hipnose mas simplesmente apresentar de maneira sucinta tres personagens - Mesmer, Braid et Bernheim- que embora não sejam os mais conhecidos podem permitir-nos talvez de melhor apreciar a singularidade do enfoque ericsoniano.

    A ) OS PRECURSORES
    1/ Franz Anton Mesmer (1734-1815)
    Mesmer, médico vienense do fim do Século 18, foi um dos primeiros a utilisar a hipnose como procedimento terapêutico, postulando a idéia dum fluido universal, que ele comparava ao magnetismo mineral e animal, impossivel de ser captado pelos órgãos dos sentidos, e cuja má repartição dentro do corpo humano seria responsável pelas doenças e bloqueios internos. Temos pois neste caso um enfoque muito particular da hipnose.
    No decurso de suas sessões espetaculares (com uma encenação e uma bagagem de accessórios ritualisados: todos os pacientes eram ligados entre eles por uma corda destinada a provocar a livre circulação do fluido, Mesmer tocando em cada um com uma haste de ferro articulada e magnetizada saindo de uma pia...), Mesmer provocava nos individuos estados e condutas até então interpretados como sobrenaturais ( que ele chamava  “crise magnética” ), oferecendo ao mesmo tempo uma alternativa física às concepções religiosas reinantes: a partir daí tornou-se possivel abordar de uma maneira técnica certas mudanças de conduta e de funcionamentos psíquico, outrora atribuidos a ações de entidades espirituais.
    Embora se reconhecesse nessas práticas virtudes curativas, a prática de Mesmer, foi julgada pela corte de Louis XVI como “perigosa para os costumes” por conter  fortes componentes sexuais. Proibiram-no de praticá-la. Contudo, ele conseguiu mais tarde precisar e desenvolver seu método terapêutico: foi assim por exemplo que organizou terapêuticas de grupo, que apresentavam a vantagem de decuplicar a potência do fluido; ele abandonou ulteriormente os ímans e invocou o efeito de um fluido próprio ao operador, eficaz no processo da cura (este é um ponto importante, na medida em que Mesmer atribuiu um lugar central ao papel desempenhado pela implicação do hipnotisador no processo de cura do paciente).

    Le Marquis  de Puységur, discípulo de Mesmer, colocou por sua vez em evidência a capacidade de certas pessoas magnetisadas a agir e comunicar durante o estado magnético ; ele sublinhou também que, mergulhados neste estado, os indivíduos pareciam mais aptos para ter acesso a conhecimentos e aumentar suas capacidades (foi por isso  que  nomeou este estado “ o sono lúcido").

    2/ James Braid (1795-1860)
    A teoria mesmeriana foi somente abandonada com os trabalhos do cirurgião escossês James Braid, a quem devemos o termo “hipnotismo"e a reintrodução dos fenômenos hipnóticos no campo da medicina, sem referir-se a uma teoria dos fluidos.
    Braid estudou o fenômeno dito do “sono crítico”, diferente do sono noturno normal, durante o qual pode-se observar fenômenos de anestesia, alucinação e sugestionabilidade.
    Ele aplicou um método capaz de provocar tais estados, pedindo ao sujeito para fixar uma superficie brilhante e  concentrar a sua atenção na mesma.
    Braid provou assim que era o próprio individuo que mergulhava no estado de sono crítico, somente pelo seu poder de concentração, e não por intervenção do operador ou da circulação do fluido. Ele batizou então a sua prática “neuro-hipnotismo", depois  “hipnotismo"e atribuiu o fenômeno hipnótico a uma impressão produzida sobre os centros nervosos. Então compreendeu que poderia utilizá-lo afim de tratar distúrbios funcionais geralmente incuráveis, obteve resultados bem satisfatórios nos tiques dolorosos(aplicando seu método no que seria mais tarde denominado síndrome de Gilles de la Tourette), em paralisias, afasias, reumatismos, cefaléias, palpitações, doenças da pele,...etc.
    Os trabalhos de Braid foram ampliados ² por Charcot na Salpêtrière de Paris, e por Liébeault e Bernheim na escola de Nancy.

    3/ Hippolyte Bernheim (1840-1919)
    Bernheim por sua vez, distanciou-se do hipnotismo, dedicando-se sobretudo aos fenômenos de sugestão, mencionados por Braid em seus estudos sobre o sono crítico.
    Segundo Bernheim, os fenômenos não resultam de maneira obrigatória de um estado hipnótico provocado, mas constituem uma propriedade fisiológica cerebral através da qual o cérebro pode receber ou evocar idéias e tentar realisá-las. Podemos notar aqui que os fenômenos de sugestão são banalizados, na medida em que aparecem como fatos normais, presentes em todo comportamento humano.
    Em De la suggestion (1916), Bernheim definiu a sugestão como tudo o que diz respeito aos « nossos instintos naturais, educação, exemplo, imitação, persuasão, sentimento, emoções, paixões, ilusões, erros, impressões, trazidos pelos nossos sentidos, excitações cerebrais pelo álcool, tóxicos, toxinas, impressões viscerais ... numa palavra, todo o nosso meio exterior e nosso meio interior »; finalmente, podemos dizer que para Bernheim, toda forma de relação é sugestão.
    Se Bernheim realça as tendências ou propensões particulares em certas pessoas, que tornam-nas mais sensiveis à sugestão, (por exemplo: uma fé religiosa intensa ou paixões muito vivas),a diferença entre tais situações particulares e o estado habitual do indivíduo só pode ser colocada com relação à questão da sugestionabilidade, que resta uma propriedade psicofisiológica normal e natural.
    Podemos reter alguns pontos interessantes sobre as diferentes concepções que acabamos de expor, começando pelo fato de que o estado hipnótico é um estado fisiológico e natural que permite ao indivíduo o acesso a um nivel de consciência superior ao que ele utilisa de maneira habitual, podendo engendrar modificações psicobiológicas tangíveis.

    B ) A HIPNOSE HOJE
    Vou dar agora um grande salto no tempo para evocar a maneira como a hipnose é atualmente praticada.
    E preciso inicialmente saber-se que se a hipnose permitiu à psiquiatria dinâmica de elaborar um modelo do espírito humano baseado na diferenciação entre o ego consciente, e o ego subconsciente (= dotado do poder de percepção e de criação), sua utilização foi um tanto desprezada pelos médicos durante toda a primeira parte do século 20 : a hipnose era sobretudo criticada por colocar o paciente sob a dependência total do terapeuta (trata-se de uma crítica que continua sendo feita ainda hoje ).
    Se a hipnose voltou à moda, Erickson contribuiu muito neste sentido.

    1/ O FUNCIONAMENTO HIPNÓTICO MENTAL
    Erickson nutriu a sua prática e habilidade a partir de uma experiência pessoal na vida cotidiana; foi precisamente essa experiência que lhe inspirou a maneira tão peculiar de praticar hipnose: afim de  financiar seus estudos de medicina, Erickson trabalhou durante certo tempo como estagiário num jornal .Este episódio marcou assim o encontro de Erickson com a auto-hipnose; desde então, jamais cessou de aprendê-la e experimentá-la até o momento em que o hospital proibiu-lhe a prática. Mas a interdição, em vez de freiar os ardores de Erickson, estimulou-lhe a imaginação e permitiu-lhe o desenvolvimento de uma prática disfarçada e pessoal da hipnose.
    Antes disso, porém,  Erickson muito aprendera teoria  com  Clark Hull, especialista da hipnose, com quem terminou brigando, após um desacordo radical sobre a maneira de conceber a hipnose : enquanto Hull, em sua qualidade de pesquisador puro e duro,utilizava  um protocolo de indução hipnótica universal, válido para todos, Erickson considerava o transe hipnótico como um trabalho pessoal e específico a cada um,só podendo ser provocado em função de cada caso.E e como expressão de um fenômeno da vida cotidiana que Ernest Lawrance Rossi, colaborador de Erickson, chamou de “transe comum de todos os dias”.
    Segundo Ernest Lawrance Rossi, atravessamos um estado hipnótico aproximadamente todos os 90 minutos, isto é um momento em que largamos a situação fóra de nós para absorvermos a que se passa dentro de nós. Cada um pode se reconhecer neste exemplo: quando deixamos  o domicílio e vamos de carro à faculdade, passando bastante tempo em engarrafamentos, sinais do trânsito e cruzamentos de ruas, ao chegarmos à faculdade já  esquecemos o trajeto que acabamos de percorrer…
    Erickson fez em si mesmo a experiência de que o indivíduo é capaz de provocar um estado autohipnótico.
    O estado hipnótico aparenta-se assim a um estado de devaneio, de distração, análogo ao estado do sono noturno paradoxal; ainda segundo Ernest Lawrence Rossi, ele estaria relacionado com o ciclo ultradiano que ritma outros parâmetros fisiológicos.De fato, o estado hipnótico modifica o sistema nervoso vegetativo, desativa o sistema simpático em favor do parasimpático, relaxa o tônus muscular ou o reequilíbra (por exemplo, um paciente em hipnose pode conservar seu braço no ar durante muito tempo sem se fatigar nem sofrer as desagradáveis sensações de formigamento…).
    Nos planos perceptivo e psicológico,os fenômenos mais comuns se traduzem em modifações relativas ao tempo e ao espaço e numa atenção bastante seletiva: o espaço pode ser percebido como apertado ou dilatado, os barulhos exteriores ou a voz do terapeuta podem parecer longínquos , abafados ou pelo contrário mais fortes que na realidade; o tempo é frequentemente percebido como encurtado ou aumentado ( o sujeito pode ter a impressão que dez minutos somente se passaram quando na realidade a sessão durou duas horas...).
    Ao contrário de Clark Leonard Hull, Milton Erickson sabia, por havê-lo experimentado pessoalmente, para que servi este estado: ele encarna uma capacidade criadora proveniente do interior da pessoa, que se exprime quando o contexto se lhe apresenta de maneira favoravel. O terapeuta está presente, num primeiro tempo, somente para facilitar os reencontros do paciente com um estado que ele conhece bem.Este varia de uma pesosa a outra, e na mesma pessoa, de um instante a outro, segundo suas necessidades, seus desejos, suas motivações atuais. Assim, a hipnose ericksoniena distingue-se das outras formas de hipnose por um ponto de vista capital, que faz dela uma comunicação com duplo sentido, à qual o sujeito participa de maneira ativa.
    Resumindo a idéia principal de Erickson, podemos dizer que a hipnose exprime a singularidade da pessoa, vista como única uma concepção que Erickson verificou em milhares de sessões por ele praticadas). Podemos ajuntar, em oposição às teorias clássicas sobre a hipnose, que a prática ericksoniana não leva em conta as pessoas refratárias à mesma (“não hipnotisáveis"); para ele, se a hipnose é uma questão de personalidade, será por conseguinte à técnica de indução hipnótica escolhida pelo terapeuta que o paciente pode se mostrar resistente ; incumbe assim ao terapeuta adaptar-se ao paciente : esta é a base da terapia ericksoniana.
    1) Dominique MEGGLÉ : ERICSON, Hypnose et Psychothérapie, Retz, Paris, 1998

    2) Jeffrey K. ZEIG :  La Technique D’Ericson, Hommes et Groupes Éditeurs, Paris, 1985.

    (A seguir)

     

    2.DELINQUENTES SEXUAIS E OBRIGAÇÃO  DE TRATAMENTO

    Tema do Congresso da Association Française de Psychiatrie

    Tradução e comentários:Eliezer de Hollanda Cordeiro

     

    QUESTÕES “IMPERTINENTES”

    A pedofilia é uma doença? Se é, é uma doença mental?E, se for o caso, qual é a sua psicopatologia?Quais são os tratamentos eficazes afora a castração química ou cirúrgica?Se não é uma doença mental, é então o quê?Um distúrbio endócrino? Uma variante da neurose traumática? Um comportamento humano normal culturalmente rejeitado?Ou então culturalmente encorajado apesar da aparente rejeição dos pedófilos?A injunção terapêutica acerca dos pedófilos é uma medida pertinente?Ainda mais, trata-se de uma característica sexual anormal-no sentido de Laurenz- de um trauatismo infantil precoce, de uma anomalia endócrina, etc?

     

    ARGUMENTO

    A delinquência sexual está aumentando muito, a não ser que uma maior atenção dada a este tipo de delito multiplique as inculpações. De qualquer maneira, os delinquentes sexuais presos são muito numerosos e seguí-los quando são soltos  é  problemático por causa do importante  risco de recidiva. Por outro lado, os delitos sexuais são múltiplos, e não existe quase nenhum ponto comum entre o pedófilo que se satisfaz com algumas carícias  e os criminosos assassinos como Fourniret et Dutroux.

    Do ponto de vista terapêutico, foram criados  vários grupos de pesquisas que tentam aplicar diferentes métodos, não obstante as dificuldades relacionadas com as incertezas das novas técnicas. Na prática, os resultados das injunções de tratamentos são medíocres, poucos pedófilos procurando um terapeuta de maneira espontânea, poucos médicos se interessam pelo assunto e menos ainda são formados, o seguir judiciário é difícil, e os honorários dos especialistas colocam numerosos problemas.

    Ao que parece, seria oportuno se organizar possibilidades de acolhimento e de tratamento dos pedófilos, de tornar o que já existe mais conhecido afim de  ajudá-los a se reinserir na sociedade e de lhes permitir de não realizar novamente  seus desejos impulsivos.   

    Atualmente,existem duas formas possíveis de tratamento:biológico e psicoterápico, isolados ou combinados. Mas o número de pedófilos efetivamente tratados é muito reduzido, donde a dificuldade de apreciar os resultados.

    Desta forma, é necessário facilitar a demanda  de tratamento  da parte dos pedófilos e de tornar mais deles os terapeutas e os serviços sociais. Esta é uma das finalidades do congresso de 22 de novembro 2008. Com este propósito, recomenda-se que as equipes interessadas se manifestem e participem do_

    congresso.

    Este se propõe de esclarecer um problema muito atual, contando para tanto com a participação de eminentes especialistas especialmente convidados .

     

    3. CONGRESSOS

    La Lettre de Psychiatrie Française du mois de juin 2008 nous propose les Réunions et Colloques suivantes :

    SETEMBRO 2008

    *Paris, le 5: ‘’Psychanalyse et criminologie : recherches antérieures et actuelles’. Congrès organisé par la Société Psychanalytique  de Paris avec la collaboration de l’Institut de Criminologie de Paris.

    -Lieu : 12, Place du Panthéon, 75005, Paris

    -Renseignements et inscriptions auprès du Dr. France Paramelle: [email protected]

    *Paris, le 13 : ‘’L’image de la psychanalyse’’, organisé par L’Association Internationale d’Histoire de la Psychanalyse (AIHP)’’.

    -Renseignements : AIHP-Tél/Télécopie :01 43 37 39 26 ,   [email protected] ,

    www.aihp-iahp.org

    *Montpellier (du 17 au 19) : first ‘’ Conference Clinical trials on Alzheimer’s disease’’, organisé par l’EADC (European Alzheimer’s Disease Consortium) .

    -Renseignements :alliance médicale, Tél. : 04 67 63 43 95  Courriel :  [email protected]

    *Lyon (du 18 au 19) : ‘’24ème Congrès Internationale de la Société de Psychogériatrie de Langue Française’’, organise par l4Ecole Normale Supérieure.

    -Renseignements : Agence PARAKALO- Tél. : O4.72.71.53.52   Courriel : [email protected]

    *Marseille (les 29 et 30) :’’Santé Mentale et psychiatrie : le défi de la liberté ; regard sur des logiques contradictoires’’.

    -Informations : FASM CROIS Marine 31, rue Amsterdam 75008 Paris, Tél :01 45 96 06 36  Mél : [email protected]  Internet : www.croixmarine.com

    *Toulouse (30 septembre) :13ème journée toulousaine de Psychiatrie de l’Enfant et de l’Adolescent : ‘’Quoi de neuf autour du bébé’’.

    -Renseignements : SUPEA Pr. JP Raynaud, CHU de Toulouse -  Courriel : [email protected]   Tél : 05 61 77 80 54.

     

    4.REVISTAS

    *L’Information Psychiatrique

    *Impacte medecine

    *La revue française de psychiatrie et de psychologie medicale 

    *L’encephale

    *Neuropsy

    *Psychiatrie française

    *Evolution psychiatrique

     

    5. ASSOCIAÇÕES

    *Association française de musicotherapie (afm)

    *Association art et therapie

    *Association française de therapie comportementale et cognitive (aftcc)

    *Association francophone de formation et de recherche en therapie comportementale et Cognitive (afforthecc)

    *Association pour la fondation Henri Ey

    *Association internationale d’ethno-psychanalyse (aiep)

    *Ecole parisienne de gestalt

    *Ecole française de sexologie

    *Ecole de la cause freudienne

    *Groupement d’études et de prevention du suicide (geps)

    *Groupe de recherches sur l’autisme et le polyhandicap (grap

    *Société française de thérapie familiale (sftf)

    *Société française de recherche sur le sommeil (sfrs)

    *Société française de relaxation psychotherapique (sfrp)

    *Société de psychologie medicale et de psychiatrie de liaison de langue française

    *Société médicale Balint

    *Union nationale des amis et familles de malades mentaux (unafam)

    *Association Psychanalytique de France (apf)

    *Société Psychanalytique de Paris (spp)

     

    *Coordination (coordenador): Eliezer de HOLLANDA CORDEIRO

    [email protected]

     


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