Volume 22 - Novembro de 2017
Editores: Giovanni Torello e Walmor J. Piccinini

 

Junho de 2008 - Vol.13 - Nº 6

France - Brasil- Psy

Coordenação: Docteur Eliezer DE HOLLANDA CORDEIRO

Quem somos (qui sommes-nous?)                                  

France-Brasil-PSY é o novo espaço virtual de “psychiatry on  line”oferto aos  profissionais do setor da saúde mental de expressão  lusófona e portuguesa.Assim, os leitores poderão doravante nela encontrar traduções e artigos em francês e em português abrangendo a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise. Sem esquecer as rubricas habituais : reuniões e colóquios, livros recentes, lista de revistas e de associações, seleção de sites.

Qui sommes- nous ?

France-Brasil-PSY est le nouvel espace virtuel de “psychiatry on line”offert aux professionnels du secteur de la santé mentale d’expression lusophone et française. Ainsi, les lecteurs pourront désormais y trouver des traductions et des articles en français et en portugais  concernant la psychiatrie, la psychologie et la psychanalyse. Sans oublier les rubriques habituelles : réunions et colloques, livres récentes, liste de revues et d’associations, sélection  de sites

SOMMAIRE (SUMÁRIO):

 

  • 1.PERIGOS QUE AMEAÇAM A PSIQUIATRIA
  • 2. DESABITUAÇÃO BENZODIAZEPÍNICA DE PACIENTES IDOSOS
  • 3. GUIA PRÁTICO DE PSICO-GERIATRIA
  • 4. REVISTAS
  • 4. ASSOCIAÇÕES
  • 1.PERIGOS QUE AMEAÇAM A PSIQUIATRIA

    Tradução e resumo:Eliezer de Hollanda Cordeiro

    O editorial de ‘’Lettre de Psychiatrie Française’’ de março 2008, da autoria de Pierre Staël, Annick Feugere-Engel e Jean-Michel Eon, antigos dirigentes do Syndicat des Psychiatres Français, chama a atenção para o que consideram como ‘’os dois perigos recorrentes que ameaçam os psiquiatras e a psiquiatria”:

    -“A tentação  permanente de querer ficar fora da medicina e se desligar  das  outras especialidades médicas”. Isto implica a crença nos efeitos benéficos que a psiquiatria poderia obter  se viesse a se isolar,   bem como   numa estratégia que  ignorasse  nossos interlocutores institucionais  como o Ministère de la Santé e a  CNAM(Caisse Nationale de l’Assurance Maladie), que   não têm a mínima intenção de favorecer a psiquiatria e os psiquiatras com relação às demais especialidades médicas”.

    -‘’A reivindicação constantemente reiterada por muitos psiquiatras de que somos antes de tudo PSIS, e não somente médicos”. Os autores notam que o termo PSIS é  muito vago e que seria preferivel empregá-lo  para se designar os  psicoterapeutas de todas as tendências,  que não  têm necessariamente a mesma formação dos psiquiatras nem desempenham a mesmo papel.Os autores temem possíveis confusões entre psicoterapeutas-psiquiatras e psicoterapeutas não psiquiatras, explicando que uma assimilação deste tipo “ levaria os psiquiatras e suas práticas, sobretudo  psicoterápicas para o nivel de valorização dos outros psis,  isto é de profissionais que não possuem o curso universitário e clínico dos psiquiatras, nem suas experiências em psicopatologia’’.

    2. DESABITUAÇÃO BENZODIAZEPÍNICA DE PACIENTES IDOSOS

    Nathalie da Cruz(responsável da edição do “Bulletin de l’Ordre des Médecins” da França)

    Tradução e resumo:Eliezer de Hollanda Cordeiro

    “Le Bulletin de l’Ordre des Médecins”, N° 5,  de maio 2008,  por intermédio de Nathalie da Cruz, traz um artigo intitulado “Sévrage des benzodiazépines:une opération concliuante”, relatando como  oito médicos generalistas de Les Ardennes experimentaram um  protocolo para o desmame benzodiazepínico de pacientes idosos.

    Esta experiência foi feita por iniciativa da MSA(Mutualité Sociale Agricole) da região  Marne-Ardennes-Meuse e da  Caisse Régionale de Groupamma Nord-Est. Porque escolheram o tema  das benzodiazepinas nas pessoas idosas? Porque tais pessoas são mais vulneráveis e sobretudo mais expostas aos efeitos secundários dos psicotrópicos;e que elas representam uma boa parte da clientela  dos médicos  trabalhando em meio rural.

    Os oito médicos incluiram nesta experiência 102 pacientes de mais de 70 anos que tomavam benzodiazepinas sem motivo psiquiátrico há cerca de 14 anos e meio. Em seguida, os médicos aprimoraram os meios de ação: escala para avaliar o sono, protocolo de desabituação, tabelas sobre a equivalência das diferentes moléculas de diazepan...

    O grupo( de pacientes e partenários) se reuniu a cada dois meses e durante um ano e meio(entre 2006 e 2007). O diretor médico de Groupama animava as reuniões, enquanto o  médico chefe da MSA fornecia as estatísticas de precrições, com fichas anônimas.

    TERAPIA  COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

    Duarante a primeira consulta, o método foi apresentado aos referidos pacientes. Uma ficha de conselhos para melhor dormir e uma escala de avaliação do somo foram ofertas aos participantes. Na consultação seguinte, se a pessoa estivesse de acordo, a desabituação começava. O paciente podia parar o tratamento de uma vez ou diminur a posologia  pouco a pouco, em função de um calendário fornecido pelo médico se estendendo entre dez e trinta semanas. Outra possibilidade oferta aos pacientes muito dependentes era a substituição do medicamento pelo diazepan em gotas,  facilitando a  diminuição progressiva da substância.

    As duas primeiras consultas duravam até 45 minutos...”Era quase uma terapia comportamental”, disse o o Doutor Jean-Pierre Legros, um dos membros do grupo. “Mostrávamos aos pacientes, a partir de critérios objetivos  de avaliação, que não dormiam tão mal.E quando eram informados sobre os incovenientes dos efeitos secundários relacionados com o uso desses medicamentos, sobretudo a perda da memória, começavam a refletir”. 

    52,6% DE ÊXITO

    Resultado: quase a metade dos pacientes que participaram da experimentação deixaram de tomar o medicamento. A porcentagem de desabituação  total ou quase total  foi de 52,6%. Entre os 45 pacientes que continuaram tomando benzodiazepinas, dois terços diminuiram a posologia. E constataram que dormiam tão bem quanto antes...

    Ainda mais,  o sucesso da experiência levou os oito médicos a estendê-la a todos os pacientes dependentes, sem levar em conta a idade dos mesmos. E eles deixaram de prescrever benzodiazepinas aos novos pacientes que vinham consultar pela primeira vez... Resultado: enquanto as prescrições destes médicos diminuiram de 14%, as dos outros trabalhando  nos Ardennes e que não participaram da experiência aumentaram de 4%.

     

    3. GUIA PRÁTICO DE PSICO-GERIATRIA

    P. Clément, N. Darthout et P. Nubukpo, editora Masson, 263 páginas, 39,50 euros.

    Tradução:Eliezer de Hollanda Cordeiro

     

    No “Le Bulletin de L’Ordre des Médecins” de março 2008, lemos os comentários do Docteur Jean Pouillard sobre o livro: “Guide Pratique de Psychogériatrie”, escrito  por P. Clément, N. Darthout et P. Nubukpo.

    “Os médicos encontram cada vez mais distúrbios psiquiátricos típicos relacionados com patologias crônicas da idade avançada: distúrbios do humor ou do comportamento, demências, psicoses... com seu inevitável cortejo de problemas familiares e sociais, de pessoal médico, de cuidados. Este guia prático e descritivo aborda a realidade da morbidade psiquiátrica e do sofrimento nos idosos. E procura dar uma resposta prática aos problemas encontrados em estabelecimentos hospitalares, em instituições especializadas e em meio urbano.

    Trata-se de um guia indispensável à compreensão da psicopatologia e da fisiopatologia das  doenças mentais da pessoa idosa e que traz  respostas claras para os  profissionais de saúde trabalhando em geriatria”.

     

    4. REVISTAS

    * L’Évolution pychiatrique,

    *L’Information Psychiatrique

    *Impacte medecine

    *La revue française de psychiatrie et de psychologie medicale *L’encephale

    *Neuropsy

    *Psychiatrie française

     

    *Evolution psychiatrique

    5. ASSOCIAÇÕES

     

    *Mission Nationale d’Appui en Santé Mentale

    *Association française pour l’approche integrative et eclectique en psychotherapie (afiep)

    *Association française de psychiatrie et psychologie legales (afpp)

    *Association française de musicotherapie (afm)

    *Association art et therapie

    *Association française de therapie comportementale et cognitive (aftcc)

    *Association francophone de formation et de recherche en therapie comportementale et Cognitive (afforthecc)

    *Association de langue française pour l’etude du stress et du trauma (alfest)

    *Association de formation et de recherche des cellules d’urgence medico-psychologique (aforcump)

    *Association nationale des hospitaliers pharmaciens et psychiatres (anhpp)

    *Association scientifique des psychiatres de secteur (asps)

    *Association pour la fondation Henri Ey

    *Association internationale d’ethno-psychanalyse (aiep)

    *Collectif de recherche analytique (cora)

    *Ecole parisienne de gestalt

    *Ecole française de sexologie

    *Ecole de la cause freudienne

    *Groupement d’études et de prevention du suicide (geps)

    *Groupe de recherches sur l’autisme et le polyhandicap (grap)

    *Groupe de recherches pour l’application des concepts psychanalytiques a la psychose (grapp)

    *Société française de gérontologie

    *Société française de thérapie familiale (sftf)

    *Société française de recherche sur le sommeil (sfrs)

    *Société française de relaxation psychotherapique (sfrp)

    *Fédération française d’adictologie

    *Société ericksonienne

    *Société de psychologie medicale et de psychiatrie de liaison de langue française

    *Société médicale Balint

    *Union nationale des amis et familles de malades mentaux (unafam)

    *Association Psychanalytique de France (apf)

    *Société Psychanalytique de Paris (spp)

     

    *Coordination (coordenador): Eliezer de HOLLANDA CORDEIRO

    [email protected]

     

     

     


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