Volume 22 - Novembro de 2017
Editor: Giovanni Torello

 

Outubro de 2007 - Vol.12 - Nº 10

Psicanálise em debate

ESCREVER EM CORPOS, ESCREVER NO PAPEL - Algumas idéias em torno de O LIVRO DE CABECEIRA (The Pillow Book, 1996), de Peter Greenaway (*)

Sérgio Telles *
psicanalista e escritor

Peter Greenaway é um dos maiores criadores do cinema atual. De sua instigante obra, o filme “O livro de cabeceira” (“The Pillow Book”, 1996)  ilustra com muita  acuidade questões próprias à linguagem, como a representação e a simbolização.

Ao comentá-lo, deixo de lado seus extraordinários aspectos cinematográficos e me restrinjo àqueles que iluminam nosso conhecimento psicanalítico.

Nesta abordagem, mantenho-me na trilha que venho seguindo, há algum tempo, na leitura psicanalítica de filmes (Telles, 2004) e que Gabbard explicita bem quando diz:

 

(...) esperamos ilustrar o potencial do pluralismo na crítica psicanalítica de cinema. Baseamos nosso trabalho (...) nos conceitos derivados de um largo espectro de escritos clínicos psicanalíticos. Como o clínico que adota diferentes posições teóricas de acordo com as necessidades dos diferentes pacientes, usamos uma variada gama de perspectivas para iluminar uma quantidade de filmes marcadamente diferentes. Enquanto a abordagem lacaniana produziu intrigantes relatos de filme enquanto processo, estamos mais interessados nos filmes em si – em seus textos, subtextos, temas e personagens. Cada filme convida diferentes níveis do poder explanatório de uma variedade de formulações teóricas ( Gabbard, 1999, p. 201-2).

O texto completo deste artigo está no livro "O psicanalista vai ao cinema II", da Editora Casa do Psicólogo, São Paulo, 2008.


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