Volume 22 - Novembro de 2017
Editor: Giovanni Torello

 

Agosto de 2004 - Vol.9 - Nº 8

História da Psiquiatria

Professor David Zimmermann (1917-1998)

Walmor J. Piccinini
e Gley Pacheco Costa 

David Zimmermann

 

Parthenon é o nome de bairro importante em Porto Alegre. Nem sempre foi assim, no passado era cercado de estigma e não era sem motivos. A presença do Hospício São Pedro e do Manicômio Judiciário no fim da linha do bonde Parthenon propiciava a criação de bordões populares do tipo “teu lugar é no fim da linha do Parthenon” obviamente significando que era louco. Os problemas do bairro não se resumiam aos loucos, lá, também ficava o Presídio Central, o quartel da Brigada Militar, na chácara das bananeiras, e quartéis do exército. A esses, poderíamos acrescentar, o Sanatório Parthenon, hospital para tuberculosos. Quem sabe foi à mão invisível do destino que escolheu este bairro para o nascimento de David Zimmermann em 2 de julho de 1917. A história da sua vida esteve permanentemente ligada ao Parthenon, pois foi ali, na Divisão Melanie Klein do Hospital São Pedro que construiu sua maior contribuição para a psiquiatria gaúcha e brasileira.

A colônia israelita estabeleceu-se no Bairro Bomfim, era constituída de imigrantes pobres que começaram a progredir vendendo a prestação, fabricando e vendendo móveis e na construção civil. No início do século XX era uma comunidade de modestos recursos econômicos, os mais pobres eram obrigados a viver fora do Bomfim. Isso aconteceu com a família Zimmermann que vivia numa pequena casa com pequeno comércio. Cedo perdeu o pai e sua vida tornou-se ainda mais difícil. Estamos relatando esse acontecimento da sua vida, devido às conseqüências, pois se tornou uma marca na personalidade e na concepção de vida do Professor David Zimmermann. Ele gostava de valorizar os alunos de origem modesta, mas talentosos e que demonstravam capacidade de enfrentar adversidades. Se a realidade que o cercava era de dificuldades, isso não o abateu, serviu apenas para moldar um caráter, íntegro, justo e humanitário.

Em 1946 formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, Estava com 29 anos e trabalhava no Abrigo de Menores, também situado no Parthenon.

Em 1947 retornou de Buenos Aires o Dr. Mário Martins que deu início à formação psicanalítica em Porto Alegre. David iniciou sua formação em 1948 e a concluiu em 1960 e em 1961 tornou-se membro graduado da sociedade de Psicanalítica do Rio de Janeiro. Em 10 de outubro de 1953 ingressou como professor de Clínica Psiquiátrica na Faculdade de medicina de Porto Alegre. Como professor organizava grupos de estudos, voltado para a psiquiatria dinâmica. O entusiasmo do professor, e a pressão dos alunos interessados resultou na criação de um Curso de Especialização em Psiquiatria. Na época não existia nada semelhante no país. O curso era ministrado pelos dois professores de Clínica Psiquiátrica, Paulo Luiz Vianna Guedes (http://www.polbr.med.br/arquivo/wal0102.htm) e por David Zimmermann. O Professor Paulo Guedes faleceu muito cedo e o Professor David manteve o Curso até sua jubilação em 1987. O curso original segue na Medicina da UFRGS, continuando a formar profissionais altamente qualificados. O Professor David levou a sua filosofia e a orientação na formação de psiquiatras para uma nova entidade por ele criada junto com David Zimmermann, estava inscrito no Cremers sob o número 0159, hoje temos cerca de 27 mil inscritos.

O Professor David foi casado com a também psiquiatra e professora Dr. Aida W. Zimmermann. O casal teve três filhos: Sérgio (agrônomo), Jacques e Heloisa (Psiquiatras).

A trajetória do Professor David Zimmermann foi brilhante, tanto na psiquiatria como na psicanálise. Na psiquiatria foi presidente do Centro de Estudos Luiz Guedes, presidente da Sociedade de Neurologia e Psiquiatria do Rio Grande do Sul e da Associação Brasileira de Psiquiatria (1975-1976) e presidiu três dezenas de congressos da especialidade. Como psicanalista foi fundador e mais tarde presidente da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre. Presidente do Conselho das Organizações Psicanalíticas da América Latina e duas vezes vice-presidente da Associação Psicanalítica Internacional.

Quando estudante David foi editor da Revista Científica do Centro Acadêmico Sarmento Leite da UFRGS. Participou da fundação da Revista Psiquiatria do Centro de Estudos Luiz Guedes, participou da Revista Psiquiatria Dinâmica e foi fundamental na reativação da Revista da ABP. Na Fundação Mário Martins criou os Arquivos de Psiquiatria e Psicoterapia. Essa, talvez, tenha sido a grande marca desse formador de homens. A utilização dos recursos psicanalíticos na psiquiatria, o ensino psicodinâmico, o desenvolvimento da psicoterapia analítica de grupo e a preocupação em divulgar no meio científico através de documentos escritos. Toda essa atividade fez com que a Câmara de Vereadores lhe concedesse, em 1993, o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre.

A linha de pesquisa desenvolvida pelo Professor David Zimmermann estava voltada para a prática psicoterápica, a psicoterapia analítica de grupo e no ensino. Muitos dos seus trabalhos eram apresentados em conferências e participações em congressos. Os títulos são expressivos: ”Planejamento em Psicoterapia”, “Deslizamento da Psicanálise para a Psicoterapia”; “Objetivos da Psicoterapia Dinâmica”; “Interrupção da Psicoterapia” entre outros. Relacionamos no final os trabalhos e livros publicados que estão relacionados no nosso Índice Bibliográfico Brasileiro de Psiquiatria

Vamos acrescentar um depoimento do Dr. Gley Pacheco Costa, um dos seus alunos e co-fundador da Fundação Mário Martins.

David Zimmermann
Amor ao aluno em primeiro lugar

David Zimmermann faleceu aos 81 anos, discretamente, como era seu estilo, exatamente no último dia de 1998, fazendo lembrar seu empenho em levar suas tarefas ate o final. Era casado com a psiquiatra Aida Zimmermann, com quem teve três filhos: Sérgio, Jacques e Heloisa; o primeiro, engenheiro agrônomo, e os dois últimos médicos psiquiatras.

Em 1957, portanto, ha 42 anos, Zimmermann criou o Curso de Especialização em Psiquiatria, da Faculdade de Medicina, da UFRGS, consagrando-se como o mais antigo do país.

David Zimmermann

 

O trabalho que desenvolveu naquele período fez com que se tornasse o psiquiatra e psicanalista gaúcho mais conhecido nacional e internacionalmente, estimulando e ajudando seus alunos para que ultrapassassem as fronteiras do nosso Estado e do Brasil, em busca do conhecimento e do relacionamento com colegas de outros centros.
No caderno Vida, do Jornal Zero Hora, de 22.11.97, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por um texto do Professor Cláudio Eizirik, comemorou a passagem do 40º aniversário do “Curso do David”, nome como, com o passar dos anos, tornou-se conhecido em todo o país. Três anos antes dessa demonstração de reconhecimento, a cidade de Porto Alegre, por decisão unânime da Câmara de Vereadores, havia lhe concedido o título de Cidadão Emérito, destacando não apenas o seu desempenho como professor, mas, também, o seu trabalho comunitário. Zimmermann foi um medico que, ao longo de 50 anos de profissão, dedicou uma parte expressiva do seu tempo ao atendimento da população carente, principalmente do Parthenon, bairro em que nasceu e se criou, na condição de filho único de um casal que obtinha modestos recursos de um pequeno comércio área dos fundos servia de moradia para a família. Ele jamais esqueceu sua origem humilde e sempre demonstrou admiração pelas pessoas que lutam para vencer na vida.
Provavelmente, a mais destacada característica do Prof. David Zimmermann era sua brilhante inteligência que, aliada as suas qualidades humanas, reconhecida probidade, cultura e elevado espírito científico, elevaram-no à posição de um autêntico líder, possuidor da capacidade de perscrutar os destinos da Psiquiatria e da Psicanálise, acendendo as luzes do futuro dessa área para seus colaboradores e alunos. Essa antevisão incentivou uma profunda reestruturação do Curso de Especialização em Psiquiatria, da UFRGS, que ele mesmo promoveu no inicio da década de 70, possibilitando a criação do Mestrado em Psiquiatria e os novos rumos observados nos anos 80, o que promoveu o ensino de Psiquiatra do nosso Estado ao mesmo nível dos melhores patamares da Psiquiatria mundial, desenvolvendo a pesquisa clínica e experimental sem desprezar a Psicoterapia de Orientação Analítica.

 

Em 1995, por ocasião do lançamento da primeira edição de seu livro Estudos de Psicoterapia. Zimmermann declarou sentir-se um homem feliz e realizado por tudo o que havia feito, principalmente, pelo que conseguira construir nos últimos dez anos. Referia-se à Fundação Universitária Mario Martins (FUMM) e à Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre (SBPdePA), cuja criação e crescimento tiveram o maiúsculo apoio de sua experiência e de seu consagrado e indispensável prestígio. Na FUMM, ele deu continuidade ao seu Curso de Especialização em Psiquiatria, nos moldes do que havia criado na UFRGS, em 1957, o qual, atualmente, tem o merecido nome de Curso de Especialização em Psiquiatria Prof. David Zimmermann. Na SBP de PA, entidade que lhe concedeu os títulos de Membro Fundador, Membro Titular e Membro Honorário, retomou suas discussões sobre Psicanálise, iniciadas em 1963, na Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre, que ajudou a fundar e da qual foi analista didata por duas décadas.
Zimmermann manteve ate o final da vida uma ligação afetiva muito intensa e verdadeira com seus alunos, incluindo aqueles que, por razões variadas, dele se afastaram. Os alunos, assim como os pacientes, constituíam seu grande e valorizado tesouro e, apesar de serem em grande número, guardava na lembrança não apenas o nome completo de todos, mas sua trajetória na Faculdade de Medicina, no Curso de Especialização ou no Instituto de Psicanálise, respeitando suas individualidades e procurando destacar o que possuíam de melhor. Ele apreciava convidá-los para sua casa e aceitava, com muita satisfação, os convites que deles recebia, viajando sem dificuldade para a cidade em que se encontravam, se fosse o caso, para uma festa de aniversário ou casamento.
Quem conviveu mais intimamente com Zimmermann, nos últimos anos, durante os quais refletiu sobre diversos acontecimentos marcantes de sua atividade como psiquiatra, psicanalista e, principalmente, professor, é testemunha de que procurava analisar as situações em seu conjunto, evitando ataques pessoais e deixando transparecer em seus comentários o genuíno desejo de que, um dia, todos pudessem estar juntos. De certa forma, este desejo foi satisfeito no dia 13 de marco de 1999, na Homenagem Póstuma que lhe foi prestada pela Fundação Universitária Mario Martins, em conjunto com as entidades psiquiátricas e psicanalíticas filiadas à Associação Brasileira de Psiquiatria e à Associação Brasileira de Psicanálise, e que contou com a presença de um grande número de alunos, representando várias gerações de psiquiatras e psicanalistas gaúchos. Era o encontro que ele almejava realizar, movido pela generosidade dos mestres que, além de ensinar, amam os alunos como se fossem seus filhos.


Gley P. Costa - Medico Psiquiatra e Psicanalista

 

Bibliografia do Prof, David Zimmermann que coletamos no nosso Índice Bibliográfico Brasileiro de Psiquiatria.

1. Halperin, C., & Zimmermann David. (1994). Interrupção Forçada em Psicoterapia. Arq. Psiq.Psicot. Psicanal. 1, (1), 120-124.

2. Pechansky, I., Santos, M. G., Zimmermann, D., & Vieira, E. E. (1967). A experiência com Tioridazida num Serviço de Agudos. Rev. O Hospital, 71(3).

3. Zimmermann, D. (1965). Alguns aspectos característicos do sonho em psicoterapia de grupo. Rev. Psiquiatria Dinâmica, 5, 39-51.

4. Zimmermann, D. (1968). Alguns aspectos da história do primeiro curso de pós-graduação em clínica psiquiátrica e do início dos cursos de especialização. Rev. Psiquiatria Dinâmica, 8, 79-83.

5. Zimmermann, D. (1982). La analisibilidad em relación com la psicopatologia temprana. Rev. Arg. De Psicoanalisis, 38(6), 1231-50.

6. Zimmermann, D. (1982). analisibilidade em relação à psicopatologia precoce. Rev. Bras. Psicanal. 16(197-221).

8. Zimmermann, D. (1977). A Angústia. Rev. ABP, 1(1), 50-61.

9. Zimmermann, D. (1963). Aplicação da Psicoterapia de grupo ao Ensino de Psiquiatria Dinâmica. Rev. Arq. Clin. Pinel, 3(3), 87-93.

10. Zimmermann, D. (1960). Application of group psychotherapy to the teaching of dynamic Psychiatry and understanding student resistance. Int.J.Group. Psychot. 10(1), 90-97.

11. Zimmermann, D. (1981). As bases da Formação Especializada e do Exercício da Psiquiatria. R. Psiquiatr.RS, 3(2), 145-149.

12. Zimmermann, D. (1958). As Diversas Aproximações a Terapêutica de Grupo. Arq. De Neuro-Psiquiatria, 16(1), 5-18.

13. Zimmermann, D. (1982). Aspectos psicológicos do sintoma furto em adolescentes. Rev. Psiquiatr. RS, 4(2), 105-113.
Reedição.

14. Zimmermann, D. (1950). Aspectos Psicológicos do Sintoma Furto em Adolescentes. IV Jornada De Pediatria 1950 P.A.

15. Zimmermann, D. (1957). Conceito de Medicina Psicossomática. Rev. Amrigs, (1), 13-18.

16. Zimmermann, D. (1970). Contribuição ao estudo da técnica de interpretação em psicoterapia analítica de grupo. Rev. Bras. Psicanal. 4, 95-109..

17. Zimmermann, D. (1971). Dinâmica de grupo no ensino de Psicologia e Psiquiatria de orientação psicanalítica. Rev. FLAPAG, 1, 21-28.

18. Zimmermann, D. (1961). "Einige Charakteristische merkmale der Träume in der analytischen gruppenpsychotherapie". Zeitschrifft Für Psycho-Somatische Medicin, 7, 279-288.

19. Zimmermann, D. (1959). El Psicoterapeuta frente al grupo como totalidad y la contra-transferencia. In: El Grupo Psicológico. Ed. Por Grimberg, Langer e Rodrigué. Edit. Nova, Buenos Aires, 45-56.

20. Zimmermann, D. (1978). Ensino de psiquiatria na formação médica. Rev. Amrigs, 22(1), 39-44.

21. Zimmermann, D. (1995). Estudos de Psicoterapia. Arq. Psiq. Psicot. Psicanal. 2(1), 139-140.

22. Zimmermann, D. (1996). Estudos de Psicoterapia. Porto Alegre, Ed. Mário Martins.
Trabalhos sobre psicoterapia.

23. Zimmermann, D. (1969). Estudos sobre Psicoterapia Analítica de Grupo. Buenos Aires, Editora Hormê .
(Em 1971 saiu uma edição em português pela Edit. Mestre Jou, São Paulo).

24. Zimmermann, D. (1972). Função de neutralidade do psiquiatra no seu trabalho clínico. Rev. Amrigs, 16, 41-42.

25. Zimmermann, D. (1975). Indicações e Contra-indicações da Psicoterapia Analítica de Grupo: Estudo e Sistematização dos Fatores. Livre-Docência, Tese. Fac. Med.De Porto Alegre-UFRGS.

26. Zimmermann, D. (1980). A influência da teoria e da prática na prática da psicoterapia sobre a formação psicanalítica. Rev. Bras. Psicanal. 14, 5-46.

27. Zimmermann, D. (1969). Inveja e Depressão - Contribuição ao estudo de aspectos clínicos e técnicos. Rev. Bras. Psicanal. 3, 283-302.

28. Zimmermann, D. (1973). Limites da Psiquiatria: A Formação de Psiquiatras. Rev. De Psiquiatr. Dinâmica, 9(1,4), 89-98.

29. Zimmermann, D. (1962). Marcos de Referência Teóricos na Psicoterapia de Grupo. Rev. De Psiquiatr. Do CELG, 2(1,2), 3-9.

30. Zimmermann, D. (1959). Minha Experiência na Formação de Psiquiatras. Anais Da Fac. De Med. De Porto Alegre-UFRGS, 1(1), 19-157.

31. Zimmermann, D. (1984). Motivos da Pesquisa. R. Psiquiatr.RS, 6(2), 74-78.

32. Zimmermann, D. (1984). Notas sobre Ética em Psiquiatria. Rev. Paraense De Psiquiatria, 1(1), 11-16.

33. Zimmermann, D. (1968). Notes of the reactions, of a therapeutic group to termination of treatment by one of its members. Inter. J. of Group Psychotherapy, 18, 86-94.

34. Zimmermann, D. (1979). Planejamento em Psicoterapia. Simpósio CELG- Atlântida 1979.

35. Zimmermann, D. (1982). Planejamento em Psicoterapia Dinâmica. R. Psiquiatr.RS, 4(3), 251-263.

36. Zimmermann, D. (1978). A responsabilidade na relação aluno-professor no ensino aprendizagem de psiquiatria dinâmica. Rev. Amrigs, 22(3-4).

37. Zimmermann, D. (1968). Resultados de Quinze Anos de Psicoterapia Analítica de Grupo-. Anais Do I Congresso Bras. De Psicoterapia Analítica De Grupo, 172-185.

38. Zimmermann, D. (1982). Seleção de candidatos (Contribuição ao estudo dos ambientes dos institutos). Rev. Bras. Psicanal. 16, 55-62.

39. Zimmermann, D. (1961). Seleção e Agrupamento. Rev. De Psiquiatr.Do CELG, 1(1,2,3), 67-72.

40. Zimmermann, D. (1968). Some characteristic aspects of dreams in group-analytical psychotherapy. Inter. J. of Group Psychotherapy, 18, 86-94.

41. Zimmermann, D. (1967). Técnicas Sociais: Contribuição ao Estudo da Socioterapia. Descrição de uma experiência comunitária num Serviço para doentes mentais agudos. VII Congresso De Psiq.Neurol. e Higiene Mental,P.A.1967.

42. Zimmermann, D. (1980). Terminação em Psicoterapia Dinâmica. R. Psiquiatr.RS, II(1), 51-59.

43. Zimmermann, D. (1984). A Transferência em Psicoterapia: Compreensão e Utilização. J. Bras. Psiquiatr. 33(2), 107-13.

44. Zimmermann, D. (1957). Tratamento Institucional do Delinqüente Juvenil. Anais Da Fac. De Med. De Porto Alegre, 1, 81-92.

45. Zimmermann, D. e col. (1980). Temas de Psiquiatria. Porto Alegre. Edit. Artes Médicas. Coordenador e Apresentador.

46. Zimmermann, D. e al. (1966). Anotações sobre a equipe terapêutica de um serviço para doentes mentais agudos. Rev. Psiquiatria Dinâmica, 6, 123-129.

47. Zimmermann, D. e al. (1966). Anotações sobre a relação entre Psiquiatria e paciente em um serviço para tratamento de doentes mentais agudos. Rev. Psiquiatria Dinâmica, 6, 130-139.

48. Zimmermann, D. e. al. (1966). Aspectos do atendimento de familiares de um serviço de doentes mentais agudos. Rev. Psiquiatria Dinâmica, 6, 140-147.

49. Zimmermann, D. e. al. (1972). Critérios de cura. Rev. Bras. Psicanal, 4, 78-92.

50. Zimmermann, D. e. al. (1966). Funcionamento de um serviço para tratamento de doentes mentais agudos. Rev. Psiquiatria Dinâmica, 6, 130-139.

51. Zimmermann, D. e. al. (1965). Observações clínicas com o Anatensol em pacientes psiquiátricos agudos. RBM Rev. Bras. De Medicina, 22, 48-56.

52. Zimmermann, D. e. col. (1968). Notas sobre a contra-transferência. Rev. Bras. Psicanal. 25, 847-862.

53. Zimmermann, D., & Abreu, J. R. P. (1994). Interrupção de Psicoterapia Dinâmica: Contribuição ao seu Estudo. Arq. Psiq. Psicot. Psicanal. 1(1), 66-74.
A frequent and important subject with significant clinical implications is studied. Treatment interruption is defined and is distinguished from psychotherapy abandonment. Psychic dynamism and defenses secondary to separation difficulties are stressed. Three cases report show the advantages of examining the real reason for treatment interruption. The objective of this procedure is useful for the patient and the psychotherapist and its purpose is not to convince the patient not to quit treatment but to decrease the patient's guilty feelings and give the psychotherapist the real value of his/her work, decreasing his/her abandonment feelings.

54. Zimmermann, D., Abuchaim Alberto , Eizirik, C. L., & Roithman, M. (1973). A Co-Terapia no Ensino do Atendimento em Grupo. Rev. De Psiquiatr. Dinâmica, 9(1,4), 9-13.

55. Zimmermann, D., & Baron, R. M. (1964). Assistência em Grandes Grupos a psicóticos agudos. Rev.De Psiquiatr.Dinâmica, 4(set/dez.), 276-278.

56. Zimmermann, D., Cavalcanti, O., Medeiros, Á., & Osório, L. C. (1964). Reuniões de grupo de funcionários de um serviço de psicóticos agudos. Rev.De Psiquiatr.Dinâmica, 4(jun/set/dez.), 323-326.

57. Zimmermann, D., Duarte, A. L., Pires, A. C. J., Silva, A. C. V., Salton, J. A., Campos, L. C., Machado, R. E., Hartke, R., & Sordi, R. E. (1980). Temas de Psiquiatria. Porto Alegre, Ed.Artes Médicas, 1-229.
Centro de Estudos Luis Guedes.

58. Zimmermann, D., Rodrigues, A. M., Nogueira, C. P., Edelstein, H. W., Sacchett, J., Dias, M. P., Hoppe, M., Etchalus, N., & Lavra Pinto, S. de. (1994). Sentimentos Despertados no Observador Por Certas Situações Ocorridas nas inter-relações Mãe-Bebê. Arq. Psiq.Psicot.Psicanal., 1(1), 95-99.
This work deals with the importance of a Baby Observation in order to train psychotherapists, for it gives them an opportunity to evaluate their impulses of acting and participate in the mother-baby interaction and later, psychotherapist- patient interaction. The authors also present a decreasing in their feelings when facing certain situations occurred in the mother-baby interaction and the main objective of this work is to show the challenge of this task through which they would learn how to become competent professionals.

59. Zimmermann, D., & Roithman, M. (1979). Contribuição ao Estudo das Crises na Equipe Psiquiátrica de Ensino/aprendizagem.


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