Volume 22 - Novembro de 2017
Editor: Giovanni Torello

 

Julho de 2004 - Vol.9 - Nº 7

Psicanálise em debate

A psicose em O CEU QUE NOS PROTEGE (THE SHELTERING SKY) de Paul Bowles

Sérgio Telles

Ao filmar The Sheltering Sky, cujo lançamento deu-se em 1990, Bernardo Bertolucci colocou Paul Bowles no centro das atenções gerais, tornando acessível ao grande público este recluso escritor que, no dizer de Gore Vidal, juntamente com sua mulher Jane, era figura central no mundo transatlântico das artes, famoso entre famosos, atraindo visitas e recebendo tributos de muitos artistas do mundo anglo-saxão nos anos 40 e 50.

Paul Bowles nasceu nos Estados Unidos em 1911 e aos 18 anos publicava poesia. Aos 20, estudando música com Aaron Copland, viaja com ele para Paris, quando conhece Gertrude Stein, que o desencoraja quanto ao exercício da literatura, sugerindo-lhe dedicar-se exclusivamente à música. Indica aos dois amigos a cidade de Tanger como lugar ideal para férias de verão. Bowles acata essas sugestões - vai pela primeira vez ao Marrocos, descobrindo então o lugar que seria seu futuro refúgio, e ficou sem escrever durante muitos anos.

Morando em Nova York nos anos 30 e 40, viaja muito pela Europa e América Latina, ganhando a vida como compositor erudito. Colabora em peças e filmes de Orson Welles, Elia Kazan, William Styron, Tennessee Williams. Em 1943 escreve uma ópera The Wind Remains, regida por Leonard Bernstein, coreografada e dançada por Merce Cunningham, encenada no Museum of Modern Art.

O texto completo encontra-se no livro: "Visita às casas de Freud e outras viagens" - Casa do Psicólogo, 2006.


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