Volume 22 - Novembro de 2017
Editor: Giovanni Torello

 

Junho de 2004 - Vol.9 - Nº 6

Psiquiatria, outros olhares

Dr. Argeu: Um Santo Popular*

Sidney M. Greenfield
University of Wisconsin-Milwaukee e
Dr. Antonio Mourão Cavalcante

Professor Titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina/UFCe, autor de O Ciúme Patológico e Drogas, Esse Barato Sai Caro (Ed. Record)

Introdução

Este trabalho examina como duas religiões tradicionais “populares”, o Espiritismo-Kardecista e o Catolicismo Popular, têm preservado a lembrança viva de um respeitado médico, possibilitando que continue a ajudar pacientes mesmo após sua morte. Depois de apresentar três casos, elaboramos a hipótese de que estas religiões populares mantém vivos, após a morte, aqueles que ganharam reputação pelo cuidado e carinho curadores, objetivo que as instituições e especialistas são incapazes de realizar. O Espiritismo-Kadercista e o Catolicismo Popular são examinados a partir do caminho que cada uma concebe sobre o relacionamento entre a vida e a morte. A vida do Dr. Argeu Herbster, um brasileiro de descendência alemã, que viveu (1911-1977) na cidade de Maranguape, no Ceará, que ganhou respeito praticando medicina, é examinada destacando como ele veio a ser candidato à santidade “popular” e, de outra parte, um espírito iluminado, curador.

Casos

1. Ana Maria de Albuquerque é uma professora universitária que vive e trabalha em Fortaleza. Alguns anos atrás ela desenvolveu uma doença de pele que cobriu o corpo inteiro. Tornou-se difícil e doloroso usar roupas. Sua pele tinha se tornado se rígida e quebradiça, produzindo uma substância branca, como pó, que saía regularmente em pequenas elevações. Ela estava impossibilitada de trabalhar ou de aparecer em público. Quando nada mais funcionava, o médico a mandou para um especialista que indicou outros medicamentos, nenhum dos quais socorreu a dor nem melhorou a situação. Ana Maria entrou em desespero.

Amigos e parentes recomendaram alternativas para o tratamento médico que ela estava recebendo. Como acontece com freqüência no Brasil, quando as pessoas adoecem e acham que a ciência médica está sendo incapaz de ajudá-los, a professora universitária “racionalista” começou a explorar o mundo da cura alternativa.

Dentre as muitas sugestões que lhe deram, uma foi que ela visitasse uma mulher idosa, pobre e cega, chamada de Sara, uma curandeira-médium espírita que morava num quarto modesto nos arredores da cidade. Ela era incrédula, mas sentiu que tinha pouco a perder já que sua situação continuava piorando e nada que fazia lhe ajudava.

Sentada com Ana Maria e uma colega, junto a uma pequena mesa, Sara rezou calmamente antes de entrar em estado de transe. Uma voz masculina falava através dela, apresentando-se a Ana Maria como um médico. Ele disse que ela parasse imediatamente o tratamento médico prescrito. Ao invés, ela deveria usar a medicação que ele estava mandando anotar através de seu aparelho. Ela foi à farmácia não seguindo as instruções da bula mas aquelas que ele forneceu através da médium.

Indecisa, Ana Maria voltou para seu médico de família e contou-lhe a experiência com a médium espírita. Ele riu e disse para ela não ser boba e tão fácil de se enganar. Mas, como ele e os especialistas não tinham ajudado, e ela continuava sofrendo, Ana Maria decidiu seguir o programa de tratamento sugerido pela espírita/médium.

Em pouco tempo ela começou a se sentir melhor. O sofrimento e os puxões freqüentes da sua carne gradualmente diminuíram. As elevações de pele começaram a desaparecer. Aos poucos o endurecimento e a secura da pele desapareceram. A pele voltou às condições normais. A doença se foi e Ana Maria foi curada. Ela atribuiu a cura não à medicina, mas ao Espiritismo e especialmente ao espírito do doutor Argeu Herbster.

2. Cristina Azevedo, 30 anos, é uma mulher instruída para o meio onde mora, o município de Maranguape, região metropolitano de Fortaleza. Há alguns anos atrás ela foi internada naquele município, esperando o terceiro filho. Em torno de meia-noite ela começou a sentir contrações do útero com mais frequência. Ela pediu à enfermeira que chamasse o médico.

Naquela mesmo dia, final de tarde, ocorreu um sério desastre automobilístico no município. Um ônibus, com passageiros, tinha colidido com um automóvel. As pessoas feridas foram transportadas ao hospital, o único na região. O médico em serviço e sua pequena equipe trabalharam ardorosamente e sem interrupções pela noite à dentro, fazendo tudo que podiam para salvar as vítimas.

Na manhã seguinte, o doutor, ainda exausto, lembrou que tinha deixado Christina sem atendimento, e que ela estava prestes a dar à luz. Ele correu até o quarto onde ela estava, encontrando-a confortavelmente instalada, com o bebê em seus braços. Surpreso, ele perguntou quem tinha feito o parto? Ela disse que, logicamente, um médico. O doutor disse que isso não era possível. Ele era o único, no momento naquele hospital e ele tinha estado toda a noite tratando das vítimas do acidente.

Então, uma das enfermeiras pediu a Christina, com calma, para descrever o médico que lhe havia atendido. Ele era alto e forte, usava óculos e aparentemente era da Europa disse Christina. Ele tinha um bigode e era muito amável. Eles tinham conversado bastante após o parto. Tudo correu muito bem, disse o médico para uma cansada, mas agraciada Christina.

Sem falar uma palavra , uma das enfermeiras saiu do quarto e retornou poucos momentos depois com uma foto que estava exposta na sala da diretoria. "Sim! foi esse o doutor que me atendeu", sorriu Christina. "Vocês podem falar com ele? Acho que eu esqueci de agradecê-lo".

A foto era do Dr. Argeu Herbster, um antigo diretor do hospital que tinha morrido há quase uma década.

3. Mário e Lídia Coutinho se conheceram quando ambos freqüentavam a universidade em Fortaleza. Eles se apaixonaram e se casaram. Depois da graduação, Mário obteve um emprego que pagava bem e que ele gostava. O casal e suas famílias estavam muito felizes, exceto pelo fato que após sete anos de casamento, Lídia não conseguia engravidar. Querendo muito ter uma família, o casal foi a muitos médicos. Nenhum deles teve êxito em ajudar Lídia a ficar grávida.

Na época da escola, Lídia tinha despertado um interesse pelo Espiritismo, que ela comunicava com um receptivo, Mário, quando eles ainda namoravam. Quando a impossibilidade de ficar grávida tornou-se óbvia para seus amigos, uma delas, médium espírita, falou ao casal sobre o espírito de um doutor desencarnado que havia ajudado muitas mulheres inférteis a engravidarem e terem crianças saudáveis.

A amiga deu a Lídia o nome e o endereço do Centro Espírita. Lídia e Mário foram lá e participaram de uma sessão onde o espírito, através de outro médium, tratou-os através de uma combinação de “desobsessão” (Pereira 1979; Greenfield 1999, Cap. 3), dando a Lídia uma prescrição de medicamentos para ela tomar. Ela também foi avisada para parar de tomar outros medicamentos prescritos pelo médico particular.

Dois meses depois, Lídia estava grávida. Quando concluíamos a entrevista com o casal, em sua casa, fomos apresentados a Argeuzinho, um agradável garoto de quatro anos, que cumprimentou-nos sorrindo.

As histórias são sobre as práticas da cura de duas tradicionais religiões populares brasileiras não relacionadas. Isto é, cada uma de suas próprias histórias.

O espiritismo foi introduzido no Brasil na segunda metade do século XIX, vindo da França, onde o renascimento moderno na crença da comunicação com os espíritos da morte -- que primeiro apareceu nos Estados Unidos no meio do século -- foi codificado por Allan Kardec (n.d., 1975, 1988). Levado através do Oceano Atlântico por um grupo da elite e usado primeiro no Brasil como divertimento, a crença na comunicação e interação entre os mundos material e espiritual, logo passou a fazer parte da cultura popular nacional (Damazio 1994). No final do século XIX uma federação espírita tinha sido organizada e estava estabelecida, curando através de espíritos específicos. É uma alternativa importante ao Catolicismo Romano no grande espaço do “mercado” religioso da sociedade contemporânea brasileira.

O Catolicismo popular difere do Espiritismo Kardecista, do protestantismo Evangélico, e dos grupos de derivação africana como Candomblé, Xangô, Batuque e Umbanda. Historicamente a religião dominante no Brasil foi o Catolicismo Romano. Na verdade, o Catolicismo Popular é uma parte que se desvia da Igreja Oficial, com crenças e práticas preponderantes nos santos mais do que em Jesus Cristo e com um corpo de regras e procedimentos formais. Inúmeros adeptos voltam-se para os santos procurando ser ajudados em suas vidas. E com alguns deles para providenciarem assistência e conforto mesmo após morte. Por toda parte do Brasil e da América Latina a adoração aos santos populares -- reconhecidos ou não pela Igreja -- é uma prática comum (Macklin 1988; Macklin e Margolis 1988; Margolis 1988, Low 1988; Pollack Eltz 1994, 1985). Destacando a importância da enfermidade e da saúde na vida contemporânea, mais santos populares têm realizado cura como doutores. Invariavelmente curas milagrosas são atribuídas a estes postumamente.

O Espiritismo e o Catolicismo Popular são tradições distintas, separadas e independentes. Elas estão em competição por adeptos. Aderentes de uma, usualmente minimizavam, criticam e contestam os méritos da outra.

O que é interessante sobre as histórias apresentadas é que, em todas um médico falecido, que viveu e morreu no município de Maranguape, Ce é o herói. Dr. Argeu Herbster, um médico que dedicou-se totalmente a ajudar o povo doente, por quem ele era amado e respeitado durante sua vida. Ele tem permanecido vivo, depois da morte, pelos praticantes de ambas tradições. Em cada uma delas, por diferentes caminhos, ele continua ajudando os vivos através do tratamento de doenças.

Espiritismo Kardecista

O Espiritismo entende que a circunstância material deve evitar que os vivos façam o que deveriam fazer. A pobreza, as enfermidades e outras desventuras materiais devem dificultar, se não impossibilitar, muitos espíritos encarnados de reconhecerem seu lugar na ordem cósmica e conduzir-se em caminhos que estão em seu melhor interesse transcendental. Como uma instituição social, portanto, o espiritísmo tem tido, como um dos seus objetivos primários, ajudar aqueles que passam por necessidades materiais. Fazer caridade tem se tornado a raison d'-->[Author:SG]être (razão de ser) e direção da força. Sem caridade, como escreveu Kardec, não há salvação.

Tratar a doença "sem chances" é talvez a mais importante forma de caridade que o Espiritismo realiza. A doença é entendida como uma disfunção no trabalho do corpo material -- germes, vírus, etc. -- bem como as forças do mundo espiritual, ou mesmo uma combinação desses dois fatores. Espíritas aceitam os ensinamentos da ciência médica -- e de todas as ciências -- para compreender o mundo material. Portanto, eles se servem do tratamento de médicos para aquelas doenças de causa material. Mas eles percebem que muitas disfunções corporais são carregadas em razão da vida passada do sofredor, ou que seriam causadas pelas forças emanadas do outro domínio (Greenfield 1999).

A incorporação pela desencarnação nos corpos de médiuns tem alcançado alto ponto na cura espiritual. Doutores falecidos e outros curadores regularmente retornam para tratar de doentes. O contexto para isto é a combinação do aumento das doenças, bem como a dificuldade de assegurar pagamento para um tratamento em medicina científica atual. Dessa forma, espíritos tem-se tornado curandeiros no outro mundo, onde foram treinados como clínicos e curandeiros em uma vida prévia ou que tinham sucesso na carreira de curandeiros. Espíritos selecionam médiuns, com os quais vão tratar os pacientes por caridade. Isso tornou-se a mais longamente reconhecida contribuição do Espiritismo para a vida pública.

Até recentemente a maioria dos espíritos doutores, que trabalhavam com médiuns brasileiros, eram estrangeiros, sobretudo alemães e outros europeus (ver Greenfield 1999, Cap. 7). Estes espíritos, em encarnação mais recente, praticaram medicina e tinham curado pacientes na Alemanha e em outras partes da Europa. O espírito do doutor mais conhecido, por trabalhar no Brasil na segunda metade do século XX, é o alemão Adolph Fritz. O dr. Fritz tem tratado muitos pacientes, através de José Arigó, Edson Queiroz, Maurício Magalhães e tantos outros médiuns espalhados pelo Brasil afora.

Catolicismo e Santos Populares

Na variação Católico-Romana da tradição judia-cristã, Deus também é acreditado por ter criado dois mundos. Mas há um significado diferente do Espiritismo, tanto a maneira como eles são conceituados, bem como a forma dos respectivos habitantes interagir. O Criador Todo-Poderoso, juntamente com aqueles que Ele tinha escolhido para ajudá-Lo a completar a criação -- e benefício de Sua dádiva eterna -- habitou o céu, ou a parte superior do outro mundo. Suas criações humanas são levadas a viver, mas um único tempo de vida da Terra depois do qual eles vão todos aproveitar Dele, a esfera superior do outro mundo, o Céu; ou serão condenados para uma eternidade no reino inferior, presidido por seu principal rival, Satanás, no Inferno.

São considerados santos aqueles que depois de humanos, foram elevados aos céus, em razão da conduta exemplar que tiveram na Terra. Eles são presumidos por entenderem a fraqueza e o sofrimento humanos e serem simpatizados por eles. Conseqüentemente, tornam-se intercessores. Através deles as pessoas devem obter ajuda para seus problemas. Se eles são incapazes de ajudar a si mesmos, os Santos do céu são considerados aptos a levar a Deus, que tudo pode. O culto aos santos, com suas procissões, promessas e romarias restam na crença de que esses seres santificados podem e ajudarão a resolver os problemas verdadeiros, na maioria dos casos.

Santos têm sido e continuam sendo recrutados no campo da vida. Deus sozinho, é claro, determina quem é qualificado para ser elevado à santidade. Mas como são feitas suas escolhas por aqueles que precisam dessa informação? Como encontrar um escolhido? A responsabilidade oficial é dada pela Igreja através de seus aparelhos hierárquicos. Um complexo processo formal é instituído para determinar e confirmar que está para ser reconhecido, que será elevado à condição de santidade. Na prática, entretanto, especialmente naquelas partes do mundo, como no Brasil, onde as massas tem devoção maior aos santos que a Jesus e a Igreja (seus representantes), elas sempre têm seus próprios candidatos à santidade, os quais são reconhecidos e eleitos pelo povo. Orações especiais e missas são feitas para eles, flores são jogadas em seus túmulos. Promessas são feitas, contendo juras de mais adoração se realizadas as súplicas.

Esses santos do povo devem ser propostos à Igreja, como nos casos de José Gregório Hernandez na Venezuela, ou de Padre Cícero no Carirí (Ceará) e outros no Brasil. Longas e complicadas investigações formais são realizadas. A conclusão leva gerações, se não, até séculos. Muitos daqueles que têm conhecimento, de primeira mão, do candidato, ou têm escutado histórias, agem como se a confirmação já estivesse feita. Dr. Argeu Herbster, provavelmente, nunca será proposto à santidade. Mas para muitas pessoas de Maranguape, e de outros lugares do Nordeste, seu tratamento de pacientes em vida é acreditado como exemplar. Conseqüentemente, morto, é considerado, em termos de uma tradição, como capaz de possibilitar aos vivos de obterem aquilo que sempre tinham dele quando vivo.

Conclusão

Uma das características que o fez amado, por seus pacientes, foi seu constante interesse pelos problemas deles e a disposição em ficar longo tempo escutando suas queixas.

Dr. Argeu ganhou reputação também como um excelente clínico em diagnóstico. Pacientes cujos sintomas eram difíceis de esclarecer e tratar eram mandados para ele por médicos de Fortaleza e de outras cidades do Nordeste. Ele fez o parto da maioria das crianças de Maranguape e de vários municípios vizinhos, de 1940 até a sua morte, no final dos anos setenta. Ele acompanhava as crianças e seus pais quando estas apresentavam doenças e outras atribulações e problemas. Ele conheceu um grande número de pessoas e famílias, tendo dispendido tempo conversando com muitos delas durante a gravidez e cada uma de suas muitas doenças.

Diferentemente da maioria dos médicos, Dr. Argeu não era motivado pela cobiça em sua prática médica. Ele era conhecido por cobrar os mesmos honorários, sem relação qualqueir ao tempo dispendido com o paciente. Ele tratava aqueles que não tinham dinheiro de forma identical aos que pagavam. Ele atrasava as consultas, muitas vezes na semana, para atender aqueles que não podiam pagar.

Quando a notícia de sua morte foi divulgada, muitos no Ceará e em outros lugares do Nordeste, sentiram, como diz seu biógrafo, que “ A vida profissional do Dr. Argeu, faz-nos lembrar a do Dr. Américo Piquet e não menos a do médico napolitano Giuseppe Moscati, que Paulo VI beatificou apenas 50 anos depois de morto” (Matos 1979:26). “ ... pode dizer-se que o Dr. Argeu foi, sem sombra de dúvida, paradigma de um santo” (Matos 1979:25).

Apesar da sua morte há mais de duas décadas, ele continua ajudando a curar as pessoas tanto como um santo popular milagroso, fazendo partos quando nenhum outro médico está disponível, como um guia espiritual especializado em ajudar mulheres estéreis a terem filhos. O grande número de crianças em Maranguape e em Fortaleza com o nome Argeu é um tributo a esse amado e respeitado medico, mantido vivo por pessoas sempre necessitadas de curas hábeis como as que ele demonstrou realizar durante a vida.

Referências Citadas

Damazio, Sylvia F. 1994 Da Elite ao Povo. Advento e Expansão do Espiritismo no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora Bertrand.

Greenfield, Sidney M. 1999 Cirurgias de Além: Pesquisas Antropológicas sobre curas Espirituais. Trauzido por Wagner de Oliveira Brandão. Petrópolis: Editora Vozes.

Kardeck, Allan n.d. O livro dos Espíritos. São Paulo: Livraria Allan Kardeck, Ltda.

________ 1987 O Evangelho Segundo o Espiritismo. Traduzido do francês por J.A. Duncan. São Paulo: Escritório Pensamento.

Low, Setha M. 1988 “ A Medicalização de Cultos de Cura na América Latina.” Etnologia Americana, 15:1:136-154.

Macklin, June 1974 “ Santos Populares, Curandeiros, e Cultos Espíritas no Norte do México,” Revista Interamericana 3:351-376.

Macklin, June e Louise Margolis. 1988 “Santos, Santos Próximos e Sociedade.” Jornal de Conhecimento Latino-Americano, 14:1:5-16.

Margolis, Luis 1988 “ A Canonização de um Santo Popular Venezuelano: o Caso de José Gregório Hernandez. Jornal de Folclore Latino-americano, 14:1:93-110.

Matos, Pedro Gomes de 1979. Dr. Argeu Herbster: Apóstolo da Medicina. Fortaleza.

Pereira Franco, Divaldo. 1979 Obsessão. Salvador: Centro Espírita “ Caminho de Redenção.”.

Pollack Eltz, Angelina. 1994 A religiosidade Popular na Venezuela. Caracas: Ed San Pablo.

________1985 Maria Lionza, Mito e Culto Venezuelano. Caracas: UCAB.

* Esta pesquisa originou um livro: Dr. Argeu, A Construção de um Santo Popular, publicado pela Editora Universidade Federal do Ceará, 2004.

Serão usados pseudônimos para proteger a privacidade daqueles que cooperaram com a pesquisa.


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