Volume 22 - Novembro de 2017
Editor: Giovanni Torello

 

Dezembro de 2004 - Vol.9 - Nº 12

France - Psy

Atualidades - Informações

Eliezer de Hollanda Cordeiro

Sumário:

  1. Violência, ideologia eugênica e racismo
  2. Um sucesso do doutor Depaul no Brasil
  3. ATUALIDADES A) AIDS: cooperação Franco-brasileira para o desenvolvimento de uma vacina B) Diagnóstico e tratamento de doenças raras C)Um ficheiro para identificar tumores cancerosos
  4. Reuniões e Colóquios
  5. Formações
  6. Associações
  7. Calendário científico
  8. Seleção de sites
  9. Quem somos

1. Violência, ideologia eugênica e racismo

Primeira parte

A violência seria o princípio que governa o mundo? A força seria a lei suprema que modela as relações entre os homens ? Platão já notara « que na ordem da natureza, a força era todo poderosa ». Hobbes escreveu que « a guerra de todos contra todos é a lei suprema ». E Freud, « que o homens eram divididos pelos instintos de vida e instintos de morte ».

Essas asserções parecem evidentes quando recapitulamos a História da humanidade, que pode ser escrita como uma longa e inexorável sucessão de violências, crimes, terrorismos, guerras, massacres, destruições étnicas e genocídios. Tudo é pretexto e continua sendo pretexto aos homens, ao Poder político e ao Estado para exercerem a violência destruidora : Caïn matou seu irmão por inveja e ciúme ; o Poder político, frequentemente, oprime, reprime, pune, mata, persegue indivíduos e populações para preservar seus interesses; o Estado exerce violências ditas justificadas, legítimas para preservar sua autoridade e realizar seus projetos.

Naturalmente, essas expressões violentas são universais, atingem todos os continentes, países, grupos humanos e esferas sociais, de maneira endêmica ou aguda, sempre impiedosa. Notemos, também, que essas manifestações de violências podem aparecer de maneira menos evidente, no cotidiano de nossas vidas, em discriminações concernando o sexo, a idade, a deficiência e a cor da pele : as mulheres continuam pouco representadas em muitos profissões e na política, à competência igual elas ganham menos ; a homofobia persiste e suscita violências podendo ir até assassinatos ; os pretos, no Brasil, os pretos e os árabes na Europa, continuam sendo vítimas de discriminações em matéria de emprego. E o progresso das ciências dotou os homens de possibilidades destruidoras inigualáveis, ameaçando a sobrevida da própria humanidade. Donde a grande inquietação que paira sobre os homens diante das possibilidades quase infinitas das ciências, de seus excessos e suas utilizações.

A EUGENIA NA FRANCA: IMPACTO NO MOVIMENTO HIGIENISTA

Tais interrogações concernem também a medicina, como era de se esperar. Hipócrates (460-377 A.C.) foi o primeiro a fixar um código de contrôle da atividade dos médicos, o princípio do respeito e dos direitos dos pacientes. Claude Bernard (1813-1878) procurou determinar os limites de uma « prática anatômica razoável. » (1)

Para centrar esta reflexão, limitaremos nossos propósitos aos séculoes XIX e XX, marcados pelos fulgurantes progressos da biologia, especialmente após a publicação por Darwin do célebre « A Origem das espécies ».

O impacto do movimento higienista não pode ser entendido fora da prática da medicina pública, isto do fim do Século XIX até os anos de 1930. Seu sucesso correspondeu ao momento em que a psiquiatria se dedicou claramente ao serviço de um tratamento do malestar social e reinvindicou uma prática semelhante à medicina somática. (1).

 Assim, o conceito de prevenção daquela época aparecia como indissociável das posições segregacionistas e discriminantes contidas nas teses eugênicas.

Foi assim que o discurso higienista e o discurso eugênico juntaram-se na luta contra os flagelos sociais (sífiles, tuberculose, alcoolismo e doenças mentais), considerados como fatores de degenerescência impedindo o vigor da linhagem e da « raça ». (2).

Desde o Século XIX, certos ideólogos perverteram as idéias de Darwin (1859), entre eles Galton (1883), que, a partir de pressupostos confusos, propôs o termo eugenia (do grego eu (bem) e genos (nascimento, origem) (2)».Este desvio das idéias de Darwin seriam mais tarde utilizados por homens e Estados totalitários ao estabelecimento de uma hierarquia das raças e uma seleção dos indivíduos(1)

Por sua vez, o Século XX foi marcado definitivamente pelo horror da « política médica »instituída pela Alemanha nazista, cuja finalidade era de « proteger o sangue e a honra dos alemãos ». Donde a esterilização dos « indesejáveis » (1933), a eutanásia dos « incuráveis » (1939) e a exterminação das « raças inferiores »dentro do quadro da « solução final » (1942)(1).

HIGIENE MENTAL E PSIQUIATRIA

E necessário captarmos os elementos conceituais que, em psiquiatria, serviram de fundamento a uma teorização da exlusão racial muito antes da Segunda guerra mundial.  

R Edouard Toulouse (1865-1947) popularizou a idéia de uma prevenção das doenças mentais.  Ele era um homem extraordinariamente polivalente, médico dos hospitais psiquiátricos, jornalista, criador do primeiro serviço aberto ( isto é sem medidas de internamento), um homem de esquerda, maçom. Sua bíblia, foi o Traité des Dégénérescences do psiquiatra Benedict A. Morel (1809-1873), tratado editado em 1857. B. A. Morel era criacionista ( por conseguinte não darwiniano).

C. Coupernik(3) indicou que esta teoria evoluiu de maneira inquietante a partir do momento em que dois prêmios Nobel franceses- Alexis Carrel et Charles Richet - encorajaram abertamente a supressão dos « tarados »e dos « inúteis ». Semelhante atitude para com os doentes mentais e os criminosos constituiu a origem da « morte suave » (na realidade : morte de fome) de mais de 40 000 pessoas internas em hospitais franceses, entre 1940 e 1944 (tese de Max Lafon, 1980).

Sobre a importância dos trabalhos de Morel e Magnan, G. Daumézon e G. Benoit (4), em « Apport de la Psychanalyse à la sémiologie psychiatrique », observaram que se B. Morel foi o autor do conceito de degenerescência, de degenerados hereditários, de cretinismo, etc, as concepções de seu discípulo Magnan foram mais rígidas : este introduziu as noções de « estigmas físicos dos degenerados », evocou a facilidade que tinham para delirar, distinguiu do ponto de vista clínico as alienações hereditárias e as alienações acidentais.

Mas o fato é que só o conceito de degenerescência de Morel passou à posteridade, suas contribuições à evolução da semiologia tendo sido esquecidas ou pouco salientadas pelos estudiosos.

Ainda sobre Morel, G. Daumézon e G. Benoit (4), destacaram também a importância de seus trabalhos em medicina legal, uma etapa importante para a construção da semiologia.Com efeito, Morel propôs uma rubrica médico-legal nos « Annales médico-psychologiques », escrevendo muitas observações médico-legais e publicando-as nos Annales até 1880. Embora a sua semiologia ainda se referisse em primeiro lugar ao campo asilar, nela aparecia pela primeira vez uma certa concepção da justiça.

II) A EUGENIA NA ALEMANHA.

Benoit Massin (5) mostrou a conversão da psiquiatria alemã à Eugenia. Ele cita eminentes psiquiatras alemãs que aderiram a esta doutrina eugênica : os Professores E. Kraepelin e A. Alzheimer (o da doença d'Alzheimer) ; Robert Gaupp (catedrático da Universidade de Tübingen) ; A. Hübner (1878-1934), diretor da clínica psiquiátrica universitária de Bonn ; o Professor Ernst Rüdin (1874-1952), diretor do famoso Instituto Alemão de Pesquisa Psiquiátrica de Munich, centro mundialmente conhecido, fundado por Kraepelin em 1917 numa perspectiva eugênica. Até mesmo o célebre Professor E. Kretschmer (1888-1964), psiquiatra anti racista, que nunca aderiu às idéias nazistas, militou desde 1919 nos meios eugênicos. Sem falarmos do Professor de neurologia K. Goldstein, de origem judia, que escreveu um livro em favor da higiene racial, em 1913.

III) EUGENIA NO BRASIL

JOSEPH-ARTHUR GOBINEAU E D. PEDRO II

C. Koupernik(3),por ocasião de um simpósio sobre Eugenia e psiquiatria, num jubileu da Associação Mundial de Psiquiatria em Paris, escreveu : «  a noção de degenerescência deu lugar a uma deriva racista. Ela começou com a publicação de um livro do conde Joseph Arthur de Gobineau (1816-1882), intitulado : « Ensaio sobre a desigualdade das raças humanas » (1853-1855).Esta influência aumentou e atravessou as fronteiras francesas após a adesão de um Britânico, naturalizado Alemão, Houston Stewart Chamberlain (1855-1927), genro de Richard Wagner. Ela conduziu à Shoah e à exterminação dos Ciganos por Adolf Hitler (1939-1945).

Em seu livro « Brasil-França ao longo dos séculos »(6), A. de Lyra Tavares escreveu algumas páginas que revelam as relações amigávies que existiram entre o Imperador Pedro II e JOSEPH-ARTHUR GOBINEAU.

JOSEPH-ARTHUR GOBINEAU, filho de um oficial da guarda de Luis XVIII, depois de adquirir autoridade em história e linguística, tornou-se chefe de gabinete de Alexis de Tocqueville, Ministro do Exterior, o que lhe deu acesso à carreira diplomática. Foi amigo de Richard Wagner. Tornou-se mais conhecido e contestado com o seu « Essai sur l'inégalité des races humaines » (4 volumes publicados de 1853 a 1855), sustentando a doutrina que seria adotada pelos « pensadores » do nazismo, no III Reich, em cujo espírito Alfred Rosemberg exerceu influência preponderante.

Discípulo e seguidor das idéias de Gobineau, Rosemberg estabeleceu as bases filosóficas do Nacional-Socialismo (...) e afirmou-se adversário irredutível do catolicismo romano (...) religião universalista (...) que provocou a « desgermanização do povo alemão ».

Mas para Aurélio, « o exemplo da convivência estreita e da amizade entre D. Pedro II e Gobineau, cada qual com suas idéias tão divergentes, bem demonstra o espírito tolerante e liberal do Imperador ». Mais ainda, ele emite a hipótese de que  a aversão de Gobineau pelo Brasil resultava de suas idéias racistas, de um defensor da supremacia e da preponderância do arianismo. Ora, « o Brasil era uma nação eminentemente miscigenada, em que a raça loura estava em flagrante e acentuada minoria» (6).

« Foi no segundo Reinado, graças aos pendores do espírito, ao interesse pessoal de Pedro II pelos assuntos da cultura no campo das letras e das ciências e à sua formação basicamente francesa, que o Brasil se voltaria para a França, por obra do Imperador (...) pelas suas viagens, iniciativas e contatos pessoais com as grandes figuras representativas e as instituições científicas e literárias daquele país ». (...) Seu interesse pela cultura francesa levaram-no a conviver com os grandes espíritos de seu tempo, causar-lhes admiração e transformá-los em amigos, na convivência mais estreita, como foi o caso de Victor Hugo, Lamartine e muitos outros » (6).

« Era, além de tudo, o Imperador um espírito culto, aberto e tolerante no convívio intelectual e no confronto das idéias, sendo a prova disso a amizade que com ele mantinha o Conde Gobineau, feita nos estreitos e frequentes contatos pessoais com o antigo representante da França no Brasil e prolongada na permanente correspondência, depois de sua partida para outros postos diplomáticos e na viagem pela Europa, em que andariam juntos, por vontade recíproca, como se pode notar no grande acervo de cartas por eles trocadas. Aurélio precisa que essas cartas figuram nas 624 páginas do volume 109 da Biblioteca Pedagógica Brasileira (Companhia Editora Nacional, 1938) e no arquivo do Castelo de Thye(Oise) onde está guardada a correspondência trocada a partir de 24 de Julho de 1870 a 28 de agosto de 1882. Tendo vivido no Brasil, país que não o agradava, (...) « seu único lenitivo eram as horas de prazer intelectual na convivência com o Imperador, como ele próprio não ocultava » (6).

Minha hipótese é que a penetração das teorias de Gobineau « sobre a desigualdade das raças humanas”  no Brasil poderia ter sido facilitada pela amizade que unia os dois homens.

Recentemente, um historiador francês autor de uma biografia sobre Pasteur evocou suas relações com o Imperador D. Pedro II. Durante a entrevista dada a France-Culture, o historiador afirmou que, tomando conhecimento das dificuldades de Pasteur com os médicos de seu tempo, opostos à idéia de uma vacina anti-rábica e aos ensaios humanos, D. Pedro II propôs a Pasteur de ensaiar a vacina em prisioneiros brasileiros! Pasteur teria aceito a proposta de D. Pedro II, mas as experiências não foram realizadas, provavelmente porque Pasteur decidiu ultrapassar o Rubicão ao receber o célebre caso de um rapazola mordido gravemente por um cachorro sofrendo adq raiv.

1) André Ropert, « La culture générale de A a Z », Hatier, Paris, 1998

2) Anne-Laure SIMONNOT, Hygiénisme et eugénisme au XXe siècle à travers la psychiatrie française, Editions Seli Arslan , 1999, 190 p.

3) C. Koupernik, « Eugénisme et psychiatrie », in

« Symposium du jubilé de L'Association mondiale de psychiatrie

4) G. Benoit e G.Daumézon, »Apport de la psychanalyse à la sémiologie psychiatrique », Masson, Paris, 1970.

5) Bernard Massin, « A Eutanásia psiquiátrica no Terceiro Reich »

6) A. de Lyra Tavares, « Brasil-França ao longo dos séculos », Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro ,1979.

7) Adrien Marx, Archives des Médecins, Editions Michèle Trinckvel, Pantin, France, 1995.

Eliezer de Hollanda Cordeiro
19, bis Rue Guignegault
45100 Orléans França

 

2. Um sucesso do doutor Depaul no Brasil

Num sebo de Orléans encontrei um livro intitulado « Archives des Médecins » (7). Percorrendo-o, encontrei um artigo publicado no jornal Le Figaro em ...1875 ! O jornalista, Adrien Marx, conta a história da viagem do Senhor Professor Depaul, enviado ao Brasil para fazer o parto da princesa imperial (princesa Isabel). De volta à França, o professor deu uma entrevista a Adrien Marx sobre as circunstâncias deste acontecimento.

Sabia-se no Rio de Janeiro que o Professor Depaul faria o parto da futura herdeira do trono, a condessa d'Eu, o que suscitou reações de uma parte da corporação médica e da imprensa, alguns percebendo nesta decisão real uma forma de anti-patriotismo.

Há nove anos que a condessa esperava um filho, donde sua vinda à Paris afim de consultar o Doutor Depaul. Com o tratamento prescrito pelo ilustre médico, a princesa engravidou pouco tempo depois e voltou ao Rio para dar à luz. Mas a criança nasceu morta. Grávida pela segunda vez, o Imperador,desconfiando do parteiro, ratificou a escolha do Doutor Depaul, que desembarcou no Rio.

O Parto foi laborioso, necessitou o uso do fórceps, e grande foi a ansiedade do conde d'Eu, marido da princesa. Nunca eu vira um casal tão unido, testemunhou o Doutor Depaul, ajuntando que eles amavam-se como burgueses...

Após treze horas de sofrimentos, a princesa deu à luz a um menino que pesava quase doze libras mas não dava sinal de vida, restando uma hora inerte e um tanto cianosado. Mas tudo se terminou muito bem, graças ao zelo do Professor, seu sangue frio e sua destreza.

Médicos, cortesãos, jornais, todos exaltaram o professor. Academias ofereceram-lhe banquetes, e, apesar de suas reticências, o Doutor Depaul deu consultas durante vários dias, num apartamento lotado de clientes. Em menos de 15 dias, depositaram-me 15 000 francos em cima de meu bureau, disse o Professor!

 

3. ATUALIDADES

A) AIDS: cooperação Franco-brasileira para o desenvolvimento de uma vacina

Pesquisadores franceses conseguiram produzir anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a infecção dos linfócitos causadas pelas diferentes linhagens do vírus da AIDS, segundo trabalhos publicados na revista especializada,« Immunology ».

Os resultados obtidos pela equipe de Ara Hovanessian (CNRS-Institut Pasteur, Paris), em colaboração com a equipe de Sylviane Miller (CNRS, Strasbourg ) “abrem perspectivas interessantes para o desenvolvimento de uma vacina contre a AIDS ”, disseram os pesquisadores.

Mais de vinte anos após a identificação do vírus da imuno-deficiência humana (VIH), a pandemia da AIDS continua sendo um dos maiores desafios à saúde pública mundial, donde a necessidade absoluta de uma vacina.

Um dos desafios desta pesquisa foi de conseguir a produção de anticorpos neutralisantes capazes de inibir a infecção de novas células, e assim, de reduzir o número de partículas virais e de células contaminadas, de maneira latente, nos diferentes reservatórios do vírus escondidos no organismo.

Os anticorpos fabricados pelos coelhos revelaram-se capazes de bloquar, nas experiências realizadas, a invasão dos glóbulos brancos implicados na defesa do organismo pelas diferentes linhagens do vírus da AIDS.

Esta terapia, desenvolvida e testada na França e em pacientes no Recife, que não haviam ainda recebido prescrição de medicamentos para combater a infecção, foi realizada em parceria com cientistas da Universidade de Paris 5 e recebeu o finaciamento por meio de uma doação de um paciente francês.

Os pacientes foram acompanhados por um ano e mantiveram alguma melhora durante todo o período. Além disso, não apresentaram efeitos colaterais significativos, além de um inchaço dos nódulos linfáticos.

Esse foi um estudo de fase 1, das quatro pelas quais passa qualquer novo medicamento. Qualificado pelos próprios pesquisadores de "preliminar", ele tem por meta verificar a segurança da administração da vacina terapêutica, mais até do que sua eficácia.
Os pesquisadores agora se preparam para a condução da fase 2, que também ocorrerá no Recife e terá cerca de 20 pacientes. O objetivo desta vez será determinar a dose mais adequada para a realização do tratamento.

B) PLANO PARA O DIAGNOSTICO E O TRATAMENTO DE DOENÇAS RARAS

Um plano nacional de 100 milhões de euros para o período 2005-2008 foi decidido pelo governo francês para melhorar a qualidade dos tratamentos e terminar com as hesitações diagnósticas. O Professor Alain Fisher, autor do primeiro sucesso com a utilização de terapia gênica em crianças sofrendo de um défice imunológico severo, saudou « a tomada de consciência » da importância destas doenças esquecidas.

Por sua vez, a AFM (Associação francesa contra as miopatias) www.afm-france.org, fiel à sua imagem militante, continua pressionando a AFM, levando-se em conta as somas obtidas. Sua presidente, Laurence Tiennot-Herment, mostrou-se entretanto satisfeita ao ver as doenças raras sairem do anonimato. « Pela primeira vez na França »,elas foram reconhecidas como uma prioridade inscrita numa lei de saúde pública (lei de 9 de Agisto 2004).Vigilante, mas « não negativa », ela obteve também um engajamento financeiro preciso para a realização de ensaios terapêuticos.

C) UM FICHEIRO PARA IDENTIFICAR TUMORES CANCEROSOS

L'Express 15/11/2004

Estella Saget

Um ficheiro dos diferentes tipos de câncer deveria permitir, dentro de algum tempo, tratamentos muito precisos.

Na França, médicos estão guardando amostras de tumores obtidas em cancerosos. Os resultados permitiram de classificar, em quatro anos, 502 espécies de tumores do seio, do fígado ou dos rins. O programa, dirigido perla Liga contre o câncer, tem por finalidade estabelecer algo parecido com um ficheiro de polícia para patologias.

A primeira vista, nada distingue uma excrescência malígna de uma outra. Mas, na realidade, as células que constituem os tumores diferem pelo patrimônio genético. Cada tumor tem sua própria presonalidade, por assim dizer, com suas capacidades específicas a crescer lenta ou rapidamente, a criar uma rede de vasos sanguíneos, enganando o sistema de defesa do organismo. Todas estas informações são preciosas para o médico, que deve se pronunciar sobre o prognóstico vital e escolher o tratamento mais eficaz.

GENES CHAVES IDENTIFICADOS

Donde o ambicioso programa batizado « Carta de identidade dos tumores », que visa a repertoriá-los, em função de seus genes, em uma base de dados informáticos localizada em Paris. Este instrumento ficará pronto quando a coleta nacional de tumores obtiver 20 000 amostras, informou seu diretor, o Professor François Sigaux, hematólogo no hospital Saint Louis, em Paris. Quando isto acontecer, um médico que diagnosticou um câncer num paciente poderá saber precisamente que tipo de inimigo ele deve tratar. Como um policial que identificasse um suspeito à partir de suas impressões digitais.

A primeira série de tumores começou a revelar seus segredos. Biologistas instalados em Estrasburgo utilizaram métodos permitindo a identificação de vários genes chaves, cujas identidades serão reveladas muito em breve em publicações científicas. A presença de alguns destes genes testemunha da gravidade do câncer. Outros permitem a predição do aparecimento de metástases, por conseguinte de aplicar, sem mais tardar, as medidas terapêuticas apropriadas. Outros genes indicam se a resposta à quimioterapia será boa ou ruim. Trata-se de um primeiro passo no tratamento sob medida dos tumores.

 

4. Reuniões e colóquios

LA LETTRE DE PSYCHIATRIE FRANÇAISE propõe as seguintes reuniões e colóquios em Dezembro 2004.

Em Bron, dia 1/12 :Jean-Louis Griguer organiza um Seminário de psiquiatria fenomenológica sobre a questão « Delírio e Halucinações » : Análise da experiência delirante segundo Biswanger.

Informações : e-mail : [email protected]

Em PARIS,dia 1/12 : O Centro hospitalar Sainte-Anne organiza um Seminário de Psicogeriatria : O envelhecimento dos adultos sofrendo de um delírio crônico e delírios de apareceimento tardio. Informações : telefone : 01 45 65 81 30

Em PARIS, dia 4/12 : Jornada de estudos do GIREP  sobre o tema :O Agir Informações: e-mail :[email protected] Site : www.girep.com

Em LION, dia 4/12 : O Gruoi Lionês de Psicanálise organiza um colóquio: Psicanálise em debate : clínica das paixões. Informações : e-mail : [email protected] Telefone :0478387801

Em PARIS, dias 4 e 5 : O ALI organiza um Seminário sobre a psicanálise atual : Por uma clínica lacaniana das psicoses. Informações : Ali, 25 rue deLille, 75007 Paris

Em COURBEVOIE, dias 4 a 11/12 : Carib Congreso organiza um congresso cujo tema é : Saúde mental da criança e do adolescente. Informações : e-mail : [email protected]

Em PARIS, dia 6/12 :L'Institut Mutualiste Montsouris organiza um Seminário Babel sobre a psicanálise, literatura e artes.Informações : e-mail : [email protected]

Em PARIS, dia 8/12 : O Centro hospitalar Sainte-Anne organiza um Seminário de Psicogeriatria:Levar em conta a vida afetiva e sexual das pessoas idosas. Informações: telefone : 01 45 65 81 30 e Secretariado: 0145658449

Em PARIS, dias 8 e 11: Os Seminários Psicanalíticos de Paris organizam uma Conferência sobre os 7 conceitos mais difíceis da psocanálise: O conceito lacaniano de imagem do corpo. Informações: Site: www.seminaires-psy.com Telefone: 0146476604

Em TOURCOING , dias 11 e 12/12: L'ALEPH organiza um colóquio :Arte e psicanálise. Informações: e-mail: [email protected] Telefone: 0321669233

Em PARIS, dia 15/12 : O Centro hospitalar Sainte-Anne organiza um Seminário de Psicogeriatria: A pessoa idosa maltratada e syndrome de captação afetiva. Informações : telefone : 01 45 65 81 30 e Secretariado : 0145658449

Em Saint -Maurice, dia 16/12:A Associação Ecart organiza um seminário sobre a transmissão/psicanálise: O impossible objeto da transmissão. Informações: Florence Reznik, telefone: 0142966200

Em PARIS, dia 17/12: Rnfances et Psy organiza o colóquio:A imagem e seus usos. Informações: E-mail: [email protected]

 

5. Formações

*A Associação Francesa dos Centros de Consultas Conjugais oraganiza diversas formações. Contacto : e-mail : [email protected]

*A Associação da Saúde Mental da XIII circunscrição (Centro Alfred Binet) organiza diversas jornadas. Informações : e-mail : [email protected] Site : www.asm13.org

*O Instituto Francês de Análise de Grupo e de Psicodrama organiza diversas formações.

Contacto : e-mail [email protected]

*O Círculo de Estudos Franceses para a Formação e a Pesquisa Picanalítica de grupo, psicodrama, a instituição organiza diversas formações. Contacto : e-mail : [email protected] Site : www.ceffrap.info

*O Grupo de Pesquisas sobre Autismo organiza duas formações universitárias. Contacto : e-mail : [email protected]

*A Universidade Paris 8 organiza um diploma de Estudos Superiores de Universidade sobre PSICOSOMATICA : medicina, psicanálise e neurociências. Contacto : e-mail : [email protected]

 

6. Associações

Association Française pour l'Approche Intégrative et Eclectique en Psychothérapie (AFIEP)

Association Française de Psychiatrie et Psychologie Légales (AFPP)

Association Française de Musicothérapie (AFM)

Association Art et Thérapie

Association Française de Thérapie Comportementale et Cognitive (AFTCC)

Association Francophone de Formation et de Recherche en Thérapie Comportementale et

Cognitive (AFFORTHECC)

Association de Langue Française pour l'Etude du Stress et du Trauma (ALFEST)

Association de Formation et de Recherche des Cellules d'Urgence Médico-Psychologique (AFORCUMP)

Association Nationale des Hospitaliers Pharmaciens et Psychiatres (ANHPP)

Association Scientifique des Psychiatres de Secteur (ASPS)

Association Commission Des Hospitalisations Psychiatriques France (CDHP France)

Association Promotion Défense de la Psychiatrie à l'Hôpital Général (PSYGE)

Association Karl Popper

Association pour la Fondation Henri Ey

Association Internationale d'Ethno-Psychanalyse (AIEP)

Collectif de Recherche Analytique (CORA)

Ecole Parisienne de Gestalt

Ecole Française de Sexologie

Ecole de la Cause Freudienne www.causefreudienne.org

Groupement d'Etudes et de Prévention du Suicide (GEPS)

Groupe de Recherches sur l'Autisme et le Polyhandicap (GRAP)

Groupe de Recherches pour l'Application des Concepts Psychanalytiques à la Psychose (GRAPP)

Regroupement National en Psychiatrie Publique (RENEPP)

Société Française de Gérontologie

Société Française de Thérapie Familiale (SFTF)

Société Francophone de Médecine Psychosomatique

Société Française de Psychopathologie de l'Expression et d'Art-thérapie(SFPE)

Société Française de Recherche sur le Sommeil (SFRS)

Société Française de Relaxation Psychothérapique (SFRP)

Société Française de Sexologie Clinique (SFSC)

Société Française de Psycho-oncologie/Association psychologie et cancers

Société d'Addictologie Francophone

Société Ericksonienne

Société de Psychologie Médicale et de Psychiatrie de Liaison de Langue Française

Société Médicale Balint

Union Nationale des Associations de Formation Médicale Continue (UNAFORMEC)

Union Nationale des Amis et Familles de Malades Mentaux (UNAFAM)

Association Psychanalytique de France (APF)

Société Psychanalytique de Paris (SPP)

Ecole Freudienne de Paris

 

7. Calendário Científico

ABSTRAC PSYCHIATRIE : www.impact-medecin.fr

LA REVUE FRANÇAISE DE PSYCHIATRIE ET DE PSYCHOLOGIE MEDICALE : www.mfgroupe.com

L'ENCEPHALE:WWW.ENCEPHALE.ORG

LES ACTUALITES EN PSYCHIATRIE: www.vivactis-media.com

NEUROPSY : WWW.NEUROPSY.FR

NERVURE : REDACTION: HOPITAL SAINTE-ANNE, 1 RUE CABANIS, 75014 PARIS. TÉLÉPHONE: 01 45 65 83 09 FAX. 01 45 65 87 40

NEURONALE (REVISTA DE NEUROLOGIA DO COMPORTAMENTO) [email protected]

PSN :(PSYCHIATRIE, SCIENCES HUMAINES, NEUROSCIENCES) : rue de la convention, 75015 paris. Fax : 0156566566

PSYCHIATRIE FRANÇAISE : [email protected]

PSYDOC-BROCA.INSERM.FR/CYBERSESSIONS/CYBER.HTML

SYNAPSE : [email protected]

EVOLUTION PSYCHIATRIQUE

 

8. Seleção de sites

ETNOPSIQUIATRIA : www.ethnopsychiatrie.net

PEDO-PSIQUIATRIA

Associação HyperSupers http://membres.lycos.fr/hyperactivite/

PSICANÁLISE

www.carnetpsy.com

Association Psychanalytique de France (APF)

Collège de Psychanalyse Groupale et Familiale www.psychafamille.com

Œdipe www.oedipe.org

Quatrième Groupe http://quatrieme-groupe.org

Société Psychanalytique de Paris www.spp.asso.fr

www.doctissimo.fr

ASSOCIATION FRANÇAISE DES PSYCHIATRES D'EXERCICE PRIVE:www.afpep-snpp.org

Bulletin de L'ordre des Médecins: www.conseil-national.medecin.fr

Mediagora:http://perso.wanadoo.fr/christine.couderc/

Agoraphobie.com:http://www.agoraphobie.com/

Sitesfrancophones:http://www.churouen.fr/ssf/pathol/etatanxiete.html

Depressão

Distúrbios do humor (afetivos) : www.dépression.ch

Estados limites em psiquiatria: tratamento (D. Marcelli): Suicídio Escuta - 24/24 http://suicide.ecoute.free.fr

Informações sobre o suicídio e as situações de crise: http://www.suicideinfo.org/french

Centro de Prevenção do suicídio: http://www.preventionsuicide.be

Associaçao Alta ao Suicídio: http://www.stopsuicide.ch

Suicídio : http://www.chu-rouen.fr/ssf/anthrop/suicide.html

Toxicomanias e Drogas

Drogas : http://www.drogues.gouv.fr/fr/index.html

S.O.S. RÉSEAUX : http://www.sosreseaux.com/

IREB - Instituto de pesquisas científicas sobre as bebidas: http://www.ireb.com/

ADDICA : Addictions Précarité Champagne Ardenne : http://www.addica.org/

INTERNET ADDICTION : conceito de dependência à Internete: http://www.psyweb.net/addiction.htm

Estupefiantes e conduta automobilística; as proposições da SFTA: http://www.sfta.org/commissions/
stupefiantsetconduite.htm

9. Qui sommes nous?

France-Psy est le nouvel espace virtuel de “Psychiatry on Line” offert aux internautes et aux professionnels du secteur de santé mentale au Brésil.

Notre but est de rendre plus aisé, l'accès à certaines publications en langue française concernant la psychiatrie, la psychologie et la psychanalyse.

Quem somos ?

FRANCE-PSY é o novo espaço virtual de “Psychiatry On Line” dedicado aos internautas e aos profissionais do setor da saúde mental no Brasil.

Nosso objetivo é de facilitar o acesso a certas publicações em língua francesa concernando a psiquiatria, a psicologia e a psicanálise.

O leitor é cordialmente convidado a dar a sua opinião sobre os assuntos acima tratados, propor temas ou questões para as colunas ulteriores, apresentar sugestões para melhorarmos o site, tornando-o mais convivial. A participação dos colegas seria extremamente importante para o autor desta coluna. Meus agradecimentos antecipados a todos.

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