Volume 22 - Novembro de 2017
Editor: Giovanni Torello

 

Maio de 2003 - Vol.8 - Nº 5

Psicanálise em debate

SERIA A CONDIÇÃO FEMININA O TEMA CENTRAL DE “AS HORAS”?
ou
AQUI NINGUÉM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF. PELO CONTRÁRIO.

(Algumas idéias sobre o filme AS HORAS de X e o livro homônimo de Michael Cunningham)

Sérgio Telles
Psicanalista do Departamento de Psicanálise de Instituto Sedes Sapientiae
e escritor, autor de
“Peixe de Bicicleta” (Editora da Universidade Federal de São Carlos - 2002)

O filme AS HORAS, de Stephen Baldry, mostra como a adaptação de uma obra literária para o cinema pode ser uma verdadeira transcriação, refazendo-a numa linguagem diferente daquela originalmente usada.

É curioso como significativa parcela dos que escreveram sobre o livro e/ou filme, os viram como um libelo da questão feminina/feminista, mostrando aspectos da condição da mulher, seus impasses, suas patologias. Até mesmo a depressão que ali aparece é vista por alguns como uma característica “feminina”...

Pretendo discutir esse ponto de vista. Mas, antes de abordá-lo, farei algumas digressões. Para tanto, me basearei mais diretamente no livro, pois é difícil falar do filme em si - como tal, uma obra prima - sem que se imponha a referência à obra de Cunningham e esta leva imediatamente a “Mrs. Dalloway”, de Virginia Woolf.

O texto completo encontra-se no livro: "O psicanalista vai ao cinema" - EdUFSCar / Casa do Psicólogo, 2004 .


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